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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Trágico Diálogo do Jardim do Éden: Livre-Arbítrio, Tentação e a Voz da Escolha

19.01.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*

Introdução

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é um dos pilares da teologia cristã, oferecendo uma janela para a origem do pecado e a complexidade da condição humana. Longe de ser uma mera história antiga, ela revela princípios eternos sobre a tentação, a liberdade de escolha e as consequências da desobediência. Este artigo propõe uma análise desse "trágico diálogo", que valoriza a responsabilidade humana e a capacidade de resposta à graça divina. Ao examinar a interação entre a serpente e Eva, buscaremos compreender como a tentação se desenrola, como a Palavra de Deus pode ser distorcida e, crucialmente, como a liberdade de escolha, um dom divino, se manifesta no momento da decisão. A partir dessa exegese, extrairemos lições doutrinárias e aplicações pastorais que ressoam com os desafios contemporâneos da fé, convidando à reflexão sobre a "voz estranha" em nosso próprio tempo e a urgência de ouvir a voz de Deus.

Contexto bíblico-literário de Gênesis 3.1-6

O livro de Gênesis estabelece o cenário da criação perfeita de Deus, onde a humanidade, criada à Sua imagem e semelhança, desfrutava de comunhão plena com o Criador. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden, um lugar de abundância e harmonia, com uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Esta proibição não era arbitrária, mas um teste da obediência e da lealdade, um exercício da liberdade que lhes havia sido concedida. O capítulo 3 inicia com a introdução de um novo personagem: a serpente, descrita como "mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito" (Gn 3.1). A narrativa, portanto, não apresenta um cenário de predestinação para a queda, mas um ambiente onde a escolha moral era uma realidade presente e iminente. A liberdade de Adão e Eva era genuína, e a possibilidade de obedecer ou desobedecer estava diante deles.

Exegese e análise do “diálogo” (v.1-5)

O diálogo entre a serpente e Eva é uma obra-prima de engano e manipulação. A "antiga serpente", identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), não ataca diretamente, mas questiona sutilmente a Palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" (Gn 3.1). Esta é a primeira tática da "voz estranha": semear a dúvida sobre a bondade e a veracidade da revelação divina. A serpente não nega a Palavra, mas a distorce, misturando verdade e mentira, uma estratégia que hoje reconhecemos como "fake news" espiritual.

Eva, em sua resposta, demonstra um conhecimento parcial da ordem divina, mas com uma adição perigosa: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais" (Gn 3.3). A proibição de "tocar" não havia sido dada por Deus (Gn 2.16-17). Essa adição, embora aparentemente bem-intencionada para reforçar a proibição, revela uma vulnerabilidade: a Palavra de Deus não deve ser alterada, nem para mais, nem para menos.(Dt 4.2) Ao acrescentar à Palavra, Eva abriu uma brecha para a serpente explorar.

A serpente então avança com uma negação direta e uma promessa enganosa: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3.4-5). Aqui, a "voz estranha" acusa Deus de egoísmo e de reter algo bom de Suas criaturas. A promessa de "ser como Deus" apela ao orgulho e ao desejo de autonomia, distorcendo a verdadeira imagem e semelhança com Deus que a humanidade já possuía. A serpente não forçou Eva; ela apresentou uma alternativa, uma "verdade" sedutora que apelava à sua razão e aos seus desejos. A escolha, no entanto, permaneceu nas mãos de Eva, evidenciando a liberdade e a responsabilidade que Deus lhe havia concedido.

A dinâmica do desejo (v.6) e a queda

O versículo 6 descreve o clímax da tentação e a consumação da queda: "E, vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, e ele comeu." Este versículo revela a progressão da tentação, que se move do questionamento externo para o desejo interno. Eva não foi coagida; ela "viu", "desejou" e "tomou".

A serpente plantou a semente da dúvida, Eva a regou com sua alteração da Palavra, e o desejo a fez florescer. A árvore, antes proibida, tornou-se "boa para se comer" (satisfação física), "agradável aos olhos" (satisfação estética) e "desejável para dar entendimento" (satisfação intelectual/espiritual, o desejo de ser como Deus). Esta tríplice atração ecoa as tentações que a humanidade enfrentaria repetidamente (1Jo 2.16).

A decisão de Eva foi um ato de livre-arbítrio. Ela tinha a capacidade de resistir, de rejeitar a "voz estranha" e de permanecer fiel à Palavra de Deus. A graça preveniente de Deus, que a capacitava a discernir e a obedecer, estava disponível. No entanto, ela escolheu ceder ao desejo e à mentira. Adão, por sua vez, também fez sua própria escolha consciente ao comer do fruto. A queda não foi um acidente ou um destino inevitável, mas o resultado de escolhas livres e responsáveis, que tiveram consequências devastadoras para toda a humanidade.

Dimensões doutrinárias

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é rica em implicações doutrinárias: 

  • Pecado: O pecado não é uma condição imposta por Deus, mas o resultado de uma escolha voluntária de desobediência. Ele surge da liberdade humana de rejeitar a vontade divina. A queda de Adão e Eva demonstra que o pecado é uma transgressão da lei de Deus, uma falha em confiar e obedecer (Rm 5.12).
  • Liberdade: A liberdade de escolha, ou livre-arbítrio, é um dom inerente à imagem de Deus no ser humano. Adão e Eva eram genuinamente livres para obedecer ou desobedecer. Essa liberdade é fundamental para a responsabilidade moral. Deus não os programou para pecar, mas lhes deu a capacidade de escolher, tornando-os moralmente responsáveis por suas ações.
  • Tentações: A tentação não é pecado em si, mas um convite ao pecado. A narrativa mostra que a tentação opera através da dúvida, da distorção da verdade e do apelo aos desejos humanos. No entanto, a Bíblia assegura que Deus não permite que sejamos tentados além de nossas forças e que sempre provê um meio de escape (1Co 10.13). A possibilidade de resistir é real e depende da nossa escolha de confiar em Deus e em Sua Palavra.
  • Revelação: A clareza da revelação divina é crucial. Deus havia comunicado Sua vontade de forma inequívoca. A serpente, no entanto, buscou obscurecer e distorcer essa revelação. Isso sublinha a importância de uma compreensão pura e inalterada da Palavra de Deus.
  • Autoridade das Escrituras: A integridade da Palavra de Deus é inegociável. A falha de Eva em manter a pureza da ordem divina, ao adicionar "nem nele tocareis", ilustra o perigo de manipular ou relativizar a autoridade das Escrituras. A Palavra de Deus é a verdade absoluta e o padrão para a vida e a fé.

Aplicações pastorais contemporâneas

A história do Éden, embora antiga, ressoa poderosamente em nosso contexto contemporâneo, oferecendo valiosas aplicações pastorais:

  • Má conversação e influência: A "voz estranha" da serpente é um lembrete constante do poder da influência negativa. Como Paulo adverte, "as más conversações corrompem os bons costumes" (1Co 15.33). Isso se manifesta em amizades tóxicas, ambientes de trabalho hostis à fé ou até mesmo dentro da própria comunidade de fé, onde a dúvida e o engano podem ser semeados. A escolha de quem ouvimos e com quem nos associamos é vital para nossa saúde espiritual. O exemplo de Pedro, que se tornou uma "pedra de tropeço" para Jesus ao sugerir um caminho diferente do plano divino (Mt 16.23), demonstra que a "voz estranha" pode vir de onde menos esperamos, até mesmo de pessoas bem-intencionadas. A história de Datã, Abirão e Corá (Nm 16), que lideraram uma rebelião contra a autoridade estabelecida por Deus, ilustra o perigo da influência coletiva para o mal e a responsabilidade individual de não seguir a multidão para o erro.
  • "Voz estranha" e "fake news": A estratégia da serpente de misturar verdade e mentira é um precursor das "fake news" de hoje. Em um mundo saturado de informações e desinformações, a capacidade de discernir a verdade da mentira é mais crucial do que nunca. A "voz estranha" pode vir de mídias sociais, ideologias seculares ou até mesmo de púlpitos que distorcem a Palavra de Deus. O crente é chamado a ser vigilante, testando os espíritos para ver se procedem de Deus (1Jo 4.4).
  • Discernimento espiritual: A falha de Eva em discernir a verdadeira intenção da serpente e a integridade da Palavra de Deus destaca a necessidade de um discernimento espiritual aguçado. Isso se desenvolve através do estudo diligente das Escrituras, da oração e da comunhão com o Espírito Santo. Somente assim podemos reconhecer a "voz estranha" e permanecer firmes na verdade.
  • A escolha da obediência: A liberdade de escolha é um tema central. Josué desafiou o povo de Israel: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Essa exortação ecoa a cada geração. A salvação e a vida cristã são um caminho de escolhas contínuas. Receber a Cristo é uma escolha (Jo 1.12), e viver no Espírito é uma escolha diária contra a carne (Rm 8.5-14). A advertência de Hebreus 3.7-8, "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações", ressalta a urgência e a responsabilidade de responder prontamente à voz de Deus, antes que a oportunidade se perca.

Conclusão

O trágico diálogo no Jardim do Éden em Gênesis 3.1-6 permanece como um testemunho perene da liberdade humana e da seriedade da escolha moral. A "antiga serpente", com sua astúcia e sua estratégia de distorcer a Palavra de Deus, encontrou em Eva uma vulnerabilidade que levou à queda. Contudo, a narrativa não é de um destino selado, mas de uma decisão livre e responsável. Este relato bíblico nos lembra que a humanidade foi criada com a capacidade de escolher, e que a graça preveniente de Deus sempre nos capacita a resistir à tentação e a obedecer à Sua voz.

As lições do Éden são atemporais. Em um mundo repleto de "vozes estranhas", "fake news" e "más conversações", somos chamados a um discernimento espiritual constante, a um apego inabalável à pureza da Palavra de Deus e a uma vigilância sobre nossas próprias escolhas. Que possamos, como crentes, exercer nossa liberdade dada por Deus para ouvir e obedecer à Sua voz, escolhendo a vida e a bênção, e resistindo a toda forma de engano, para a glória Daquele que nos amou e nos deu, por meio de Cristo Jesus, poder de nos tornarmos Seus filhos.

Referências bíblicas

  • Gênesis 2.16-17
  • Gênesis 3.1-6
  • Números 16
  • Deuteronômio 30.19
  • Josué 24.15
  • Mateus 16.23
  • João 1.12; 8.44
  • Romanos 5.12
  • Romanos 8.5-14
  • 1 Coríntios 10.13
  • 1 Coríntios 15.33
  • Hebreus 3.7-8
  • 1 João 2.16
  • 1 João 4.4
  • Apocalipse 12.9; 20.2
Nota: Este arrtigo foi elaborado a partir do sermão do pastor Irineu Messias "O Trágico Diálogo do Jardim do Éden", mnistrado  no dia 18.01.2026, na Assembleia de Deus do Planalto Central - ADEPLAN - DF. Clique  aqui e ouça no Youtube
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

As tentações

21.05.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 20.05.15
DEVOCIONAL DIÁRIA
Por John Sttot

quarta-feira
Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. Mateus 4.1

Jesus saiu direto das águas do Jordão para o deserto da Judeia, onde foi impiedosamente tentado pelo demônio. O ataque se deu de duas formas.

Primeiro veio um ataque à sua identidade, sobre quem ele era. As palavras de seu Pai ainda estavam soando em seus ouvidos — “este é o meu Filho” — quando a voz do céu foi desafiada por uma voz do inferno. O Diabo zombou dele: “Se és o Filho de Deus…” (v. 6), querendo dizer que ele não o era. Foi uma tentativa deliberada de semear na mente de Jesus as sementes da dúvida. Para combatê-las, Jesus deve ter repetido constantemente a si mesmo as palavras do Pai: “Este é o meu Filho”. Ainda hoje o Diabo tenta solapar nossa identidade como filhos de Deus, pois ele é diabolos, o caluniador. Devemos tapar nossos ouvidos a ele e escutar as grandes afirmações e promessas de Deus na Escritura.

O segundo ataque do demônio foi contra o ministério de Jesus, contra aquilo que ele havia vindo fazer no mundo. Vimos ontem que a voz celestial identificou Jesus não apenas como Filho de Deus, mas também como servo de Deus, que sofreria e morreria pelos pecados de seu povo. Mas o Diabo propôs outras opções menos custosas. Por que não ganhar o mundo satisfazendo sua fome, por meio de uma exposição sensacional de poder, ou fazendo um acordo com o Diabo — em cada um desses casos evitando a cruz? O Diabo adora nos persuadir de que os fins justificam os meios.

Jesus recusou ouvir a voz do demônio. Imediata, instintiva e veementemente ele rejeitou cada uma das tentações. Não havia necessidade de discutir nem de negociar. A matéria já havia sido estabelecida pela Escritura (“está escrito”). Todas as vezes ele citou um texto apropriado de Deuteronômio 6 ou 8. Ainda hoje há uma confusão de vozes. O demônio fala através da cultura secular que nos cerca, e Deus fala por intermédio da sua Palavra. A quem escutaremos? É por meio de nossa disciplina persistente da leitura da Bíblia que permitimos que a voz do Diabo seja sufocada pela voz de Deus. “Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês” (Tg 4.7).

Para saber mais: Mateus 4.1-11

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.
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Fonte:http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2015/05/20/autor/john-stott/as-tentacoes-2/

terça-feira, 7 de abril de 2015

VIDA CRISTÃ: Resistir ao diabo

07.04.2015
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por  Joe Fitch


Resistir ao diabo é a exigência tanto de Tiago (4:7) quanto de Pedro (1 Pedro 5:8). Mas como fazemos isso? Temos que ter o desejo de resitir. Alguns amam tanto ao mundo e os prazeres do pecado que simplesmente não querem resistir. “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (João 8:44). Tais pessoas não resistem: eles desistem–rapidamente, facilmente, alegremente. Deus opera com sucesso no homem ao fazê-lo "o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13). Nada substitui o “querer”. 

Também precisamos de um espírito confiante, uma atitude de “conseguir”. Raramente levantamos além das nossas expectativas. Lembrem de Pedro? Ele disse, "Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim...Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei" (Mateus 26:33,35). Ele negou sim, e antes de chegar a manhã. Porém não devemos esperar que ele renuncie sua afirmação. Mais tarde, Jesus o chamou para que reafirmasse o compromisso ousado. Ele disse a Pedro naquela cena final, este apóstolo seria fiel a esta afirmação da fé (João 21:15-19). E lembre-se do “posso” de Paulo, através de Cristo “que me fortalece” (Filipenses 4:13). E nós “podemos” também.

Nós também usamos as Escrituras para resistir. A Bíblia não é um amuleto que assusta e afasta o diabo, mas a sua verdade no homem o permite intimidá-lo. Jesus encontrou o diabo com “Está escrito”, e o diabo o deixou (Mateus 4:1). É a nossa “espada” com a qual lutamos com o diabo (Efésios 6:17). A delusão forte do diabo vence apenas aqueles que “não acolheram o amor” e “não deram crédito” à verdade (2 Tessalonicenses 2:10-12).
A oração nos ajuda a resistir. O Senhor orou por Pedro na sua crise (Lucas 22:32) e o disse depois que vigiasse e orasse, para que não entrasse em tentação (Marcos 14:38). O Senhor passou a noite anterior a ser preso em oração. Paulo pediu aos irmãos que orassem por ele para que ele pregasse ousadamente como lhe cumpria fazer (Efésios 6:18-20). Peça ajuda a Deus; ele sabe como livrar-nos (2 Pedro 2:9).

Nós precisamos de sabedoria para ajudar-nos a resistir. Tiago recomendou que se orasse pedindo sabedoria em épocas de dificuldades (Tiago 1:5). Não é um jogo de tolo! O bom julgamento é absolutamente necessário se vamos derrotar a esperteza do diabo. A resistência bem sucedida exige que nós “não lhes ignoramos os desígnios” (2 Coríntios 2:11).
Exige caráter resistir ao diabo. Isso quer dizer ser “fortalecido no Senhor” e revestir-se “de toda a armadura de Deus”. O resultado? Nós lutaremos “contra as forças espirituais do mal” e resitiremos “no dia mau” (Efésios 6:10-13). Os fracos são devorados por Satanás. O bom caráter rejeita o pecado. Mesmo no estresse da raiva calorosa, o bom caráter não pecará e nem dará “lugar ao diabo” (Efésios 4:26-27). Paulo mandou “indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse” (1 Tessalonicenses 3:5). Assim, nos incentiva a resistir “firmes na fé” (1 Pedro 5:9). 
As boas associações ajudam a nossa resistência ao mal (Galátas 6:1) como também as más companhias corrompem (1 Coríntios 15:33). Os bons irmãos estimulam “ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).  
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Fonte:http://estudosdabiblia.net/2005225.htm

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Saul e a armadilha do espiritismo

11.02.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por  Adilson Faria Soares

Saul e a armadilha do espiritismoIntrodução: –  Assim que você ler esta passagem das Escrituras, concordará que aqui está um fato histórico horrendo, bem como uma solene advertência quanto ao perigo desta antiga e, ao mesmo tempo, moderna heresia. Por que é que as pessoas se envolvem com feitiçarias, bruxarias e ocultismo? Por que Saul fez isto? Porque ele estava fora da comunhão com Deus, deprimido e perturbado.
Algumas pessoas atualmente, aflitas e tristes, procuram conforto através da comunicação com seus queridos que partiram. É evidente que a Pitonisa de Endor não esperava que Samuel falasse, muito menos aparecesse (v.12).  Este incidente é, portanto, um forte argumento contra a teoria que os médiuns atualmente mantêm contatos com aqueles que partiram, e é um argumento para outros que acreditam – que as vozes que se ouvem nas sessões espirituais, na verdade, são vozes dos espíritos maus que personificam os mortos. O fato de que Samuel, e não um espírito personificado, apareceu e falou, foi um grande choque para a Pitonisa, e para Saul, e também foi uma contribuição para uma intervenção de Deus.
Há sete declarações bem claras que nos mostram que devemos rejeitar toda forma de espiritismo e ocultismo.
1. O Espiritismo é um laço do Diabo.
Esteja seguro a isto: não é coisa de Deus, mas do Diabo. O grande objetivo de Satanás é cegar as mentes dos homens (2Co 4.4). Isto é a explicação da presença de algumas religiões e cultos falsos no mundo atual. A maneira de o Diabo cegar os homens é usando a verdade. Ele não se incomoda por alguém estar  seguindo entusiasmado  alguma doutrina, contanto que fique na ignorância da verdade de Deus. Portanto, acautele-se, fique prevenido.
O Espiritismo não é somente uma forma que Satanás usa para escravizar, mas também uma espécie de adoração a ele mesmo. Todos aqueles que mergulham no Espiritismo, ou em alguma outra forma de ocultismo, estão aceitando as mentiras do Diabo em lugar de revelação de Deus (2Ts 2.1-12).
2. O Espiritismo, quando praticado, indica um estado de incredulidade e apostasia.
O cristão, verdadeiramente convertido, que está vivendo em comunhão com o Senhor, não deve buscar refúgio no Espiritismo. Qualquer pessoa, seja onde for, que esteja engajado em práticas espíritas, está fora da comunhão com o Senhor – como foi o caso de Saul, (v.6).
Como é triste quando um cristão, ainda que esteja sendo esmagado pela separação de um ente querido, se desvia do conforto de Deus para buscar o conforto do deus deste século –  O Diabo!. (2Co 1.3,4).
3. Espiritismo está em desenvolvimento e é um dos sinais dos últimos dias.
Provavelmente, nunca houve um tempo quando esta heresia abundasse mais do que nos dias atuais. De certo modo, isto nos encoraja para anunciar o retorno próximo do Senhor Jesus Cristo (Cf. 1Tm 4.1,2); indica que vivemos nos “últimos dias”.
É preciso ser completamente esclarecido disto, e das muitas fraudes do Espiritismo. Aqueles que frequentam as sessões espíritas e ouvem vozes, murmurações e que vêem visões, estão inteiramente enganados. Quando dizem que ouvem vozes de seus amados e que os estão vendo, estão presenciando, na verdade, uma forma de personificação demoníaca manifesta a alguém que está fora da comunhão com Deus.
4. O Espiritismo é descrito nas Escrituras como uma das obras da carne.
Leia Gl 5.19,20. – não é fruto do Espírito – Veja Gl 5.22,23. Todos que professam ser cristão e, ao mesmo tempo, crêem no Espiritismo, devem ser questionados da seguinte forma: Se você tem crucificado a carne, como está praticando a “feitiçaria” que é obra da carne? – (Gl 5.24,25).
5. O Espiritismo é uma abominação aos olhos do Senhor e, portanto, é enfaticamente proibido pela Palavra de Deus.
Como alguém que conhece a Palavra de Deus se torna espírita, quando a mesma Palavra adverte claramente contra o perigo do Espiritismo? Leia cuidadosamente os seguintes textos: Êx 22.18;  Lv 19.26,31;  20.6,27;  Dt 18.10-12;  2Cr 33.6;  Is 8.19,20;  At 16.16-18 e 19.19.
6. O Espiritismo é um inimigo da fé cristã.
As chamadas Igrejas Cristãs Espiritualistas e pessoas que estão a elas engajadas e advogam os métodos do Espiritismo, na realidade, são lobos vestidos de ovelhas (Mt 7.15). Ser um espírita verdadeiro é ser alguém que rejeita a Palavra de Deus, é ser inimigo da fé cristã.
Note que: (1) Os espíritas rejeitam a inspiração e a autoridade das Escrituras; (2) Eles têm uma concepção não bíbliaca de Deus, de Cristo, do Espírito Santo e da Igreja; (3) Não aceitam a virtude da expiação pelo sangue de Cristo; (4) Eles crêem na salvação pelas obras; e (5) Negam a existência dos espíritos maus, do Diabo, do juízo final e do inferno e diminuem o peso do pecado.
7. O Espiritismo leva ao desapontamento, à desilusão, à ignorância, ao desespero e à destruição final.
Ele prejudica física, mental, moral, espiritual e eternamente – veja e compare Ap 21.8 e 22.15. Se você tem alguma ligação com o Espiritismo, deve abandoná-lo (2Co 6.14-18). Se você conhece algum espírita ou alguém que está interessado – ore por ele! Para estar seguro leia o que diz 1Cr 10.13,14.
Certamente, o que temos dito em relação ao Espiritismo, também se aplica igualmente a toda forma de ocultismo. Alguns anos atrás, Dr. A T Pierson emitiu a seguinte advertência: “Intrometer-se com este terrível reino dos espíritos poderá nos tornar influenciados por forças e agentes malignos. Não somente Deus, mas os espíritos maus exercem influência sobrenatural sobre nós… O diabo pode influenciar aos homens através de poderes do seu reino; é uma aventura no território do desconhecido, e nos leva a correr riscos, riscos que são proporcionados pelo êxito da nossa experiência!”
Diante disto, devemos “não crer em todo espírito, mas provar se os espíritos vêm de Deus” (1Jo 4.1).
Como podemos prová-los?
(1) O que eles dizem está em harmonia com a Palavra de Deus? (Is 8.19,20); e
(2) Eles confessam que Jesus Cristo veio em carne (1Jo 4.3)?
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Fonte:http://estudos.gospelprime.com.br/saul-e-a-armadilha-do-espiritismo/

terça-feira, 10 de junho de 2014

NOVELAS DA GLOBO DETURPAM A PALAVRA DE DEUS: Personagem de novela distorce a Bíblia e diz que diabo criou a vida e sexo!

10.06.2014
Do portal GNOTÍCIAS, 03.06.14
Por Sílvio Costa*


A última do folhetim “Em família” da TV Globo, a personagem Shirley interpretada pela atriz Viviane Pasmanter, fez as seguintes declarações em uma cena:
 
“[A serpente] É uma entidade divina. Vejam a história do mundo, por exemplo. Por que a gente tá aqui? Por que Adão e Eva pecaram quando fizeram amor. Quem foi que inspirou o primeiro casal do mundo? Uma serpente! [...] Portanto, devemos a ela o milagre da vida. Se não fosse a serpente, Adão e Eva ainda estariam no Paraíso, mortos de tédio e sem saber nada de sexo”.

Existem violações bíblicas e teológicas nesse conjunto de palavras, vejamos:
 
1º Satanás não é uma entidade divina. O acusador é um ser criado ( Ez 28:15), como os demais anjos (Ne 9:6; Sl 148:2; Cl 1:16), eles são seres espirituais (Hb 1.13,14) superiores aos homens. A serpente não é divina porque não é eterna como Deus o é, ela não pode ser Deus em sentido teológico porque não tem atributos de divindade como onipotência, onisciência e onipresença – e esse é apenas um dos argumentos. Lúcifer foi deposto de sua posição original de querubim ungido (Ez 28:14) exatamente por querer ser deus (Ez 28:16). Enganou e levou consigo uma terça parte dos anjos (Ap 12:3-4) sendo que uns foram lançados em prisões eternas (Jd v.6) e outros habitam com ele nos ares (Ef 2:2; 6:12).
 
2º Não estamos aqui por que Adão e Eva pecaram. Estamos aqui porque Deus desejou que estivéssemos (Gn 1:27; Ec 7:29) e para tanto já havia promulgado a procriação através do sexo (Gn 1:28) antes da queda dos pais da raça humana. Toda a criação existe, inclusive o homem, por causa de Deus e não por nossa causa (Sl 104.31). Deus criou o homem para a sua própria glória (Is 43.7; Ef 1.11,12). Por isso tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus (I Co 10.31).
 
3º O diabo não inspirou o casal do Éden a fazer sexo (Gn 2:21-25). A atividade da antiga serpente foi fazê-los transgredir ao único mandamento que tinham (Gn 2:17) e infelizmente conseguiu, e isso não tem nada a ver com o sexo. É importante esclarecer que o sexo nos padrões da Palavra é uma bênção ao casal (Ct 4; 1 Pe 3.7). Tudo o que ocorre fora dos padrões da Bíblia é pecado como fornicação, adultério, homossexualismo e as esses o maligno inspira (2 Co 4:4; Gl 5:19; 1 Co 6;10).

4º O milagre da vida não é fruto da influência maligna sobre o casal edênico. Isso é um absurdo bíblico-teológico, um descabimento interpretativo sem medidas, uma afronta contra a procedência da origem e do sentido da existência da raça humana que provém do único Criador – o Deus Todo Poderoso (Gn 14:19; Jó 36:3; Is 40:21,22, 28). Satanás só sabe produzir morte e destruição (Jo 10:10; Jó 1:7-12).

5º Adão e Eva não estariam entediados no Éden. Havia (e há) um propósito original de Deus quanto a criação do homem e ela transcendia as divisas do jardim perfeito. Essa é uma ideia difundida através dos séculos de que uma vida na presença de Deus é uma existência sem graça – é falácia do astuto usurpador. É exatamente na presença de Deus que o homem alcançará a plenitude de sua existência (Ef 3:19) e tocará nos limites do propósito de ser humano conforme o plano de Deus (Jr 29:11) nos âmbitos espiritual, social e cultural.

Eu não assisto novelas – e nem por isso me acho melhor de quem as assiste (não estou aqui para os condenar – afinal a vida é de cada um e as contas futuras serão tratadas neste prisma) – mas minha consciência cristã se incomoda com notícias cada vez mais anticristãs acerca de novelas que tem transtornado o sentido das coisas, proposto a inversão de valores e pregado uma forma de viver sem pudores, restrições e fundamentos.

Ainda que as novelas em tese não expressem em absoluto a opinião e a forma de viver de seus telespectadores, ainda que em hipótese não forneçam fundamentos morais, bíblicos e teológicos para seus seguidores – pois os tais encaram as expressões, práticas, estereótipos e comportamentos novelísticos apenas como entretenimento e mera ficção; é inegável que a teledramaturgia brasileira influencia e transmite mensagens abertas sobre os mais variados assuntos, inclusive sobre espiritualidade, sociedade e ultimamente ligadas ao desdenho do cristianismo – na afronta e banalização deste e de seus valores e padrões milenares.

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Fonte:http://colunas.gospelmais.com.br/personagem-de-novela-distorce-biblia-e-diz-que-diabo-criou-vida-e-sexo_9590.html

sábado, 15 de março de 2014

Pais reclamam de livros didáticos que fazem apologia ao diabo

15.03.2014
Do portal GOSPEL PRIME
PorLeiliane Roberta Lopes

O caso foi parar na Câmara e a Secretaria de Educação vai precisar explicar a escolha dos títulos  

Pais reclamam de livros didáticos que fazem apologia ao diaboPais reclamam de livros didáticos que fazem apologia ao diabo
O conteúdo didático dos livros entregues para 33 mil crianças da cidade de Taubaté (SP), tem gerado polêmica na cidade.
As mães contestam os ensinamentos de algumas dessas obras preocupadas com a forma como esses textos serão abordados na sala de aula e como os filhos entenderão a lição.
Em um dos livros, O “ABC Doido”, a letra T é associada ao tridente, mostrando um diabo com a inscrição: “É um T de tridente, – Cruz não!!!”.
Já na obra “Terríveis Romanos” há um passo a passo de como analisar as tripas de animais para ser um vidente e em um trecho da obra há um aviso dizendo que as mães não irão gostar de ver seus filhos abrindo animais em casa.
“É provável que sua mãe não ache graça em você estripando um animal dentro de casa. Se for o caso, vá a um criadouro e compre um coelho inteiro para fazer a leitura”, diz a obra.
O caso foi parar na Câmara dos vereadores de Taubaté e a secretária de Educação será chamada para explicar a escolha desses títulos e dizer se esses ensinamentos estão de acordo com a faixa etária das crianças que os receberam.
Em entrevista para a Rede Globo, a secretária Edna Chamon afirmou que os livros são obras premiadas que circulam em vários países do mundo e que continuarão a fazer parte do cronograma das escolas municipais.
“São materiais técnicos, dentro de uma proposta técnica, títulos inclusive comercializados em mais de 40 países”, disse ela que será ouvida pelos vereadores na próxima segunda-feira (17) na Câmara.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/livros-didaticos-apologia-diabo/

quinta-feira, 6 de março de 2014

A vida cristã e as sutilezas do mundo

06.02.2014
Do blog BEREIANOS, 05.03.14
Por Rev. Felipe Camargo



Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Cl 2.8).

Em “Cartas do inferno”, C. S. Lewis conta uma história fictícia de um Diabo mais velho ensinando seu sobrinho a fazer um cristão se desviar do caminho do Senhor. Na primeira carta o experiente “Tio” avisa que o melhor meio de afastar alguém da igreja e de Deus é usar jargões ou frases bonitas que parecem com verdades, mas que no fundo não passa de mentiras. É exatamente sobre isso que Paulo está preocupado no versículo acima, ou seja, filosofias e vãs sutilezas que afastam os servos de Deus da verdade revelada na Palavra de Deus.

Infelizmente, estamos cercados de filosofias e pensamentos que parecem até fazer certo sentido! Há inúmeras “frases de efeito”, ditados populares e filosofias de vida que acabamos aceitando como verdade. Nem sequer nos preocupamos em examinar se essas ideias estão de acordo com a Palavra de Deus, mas, simplesmente concordamos! Basta olhar quantas frases temos em nossa página do Facebook de pessoas que não temem ao Senhor. O triste é que temos muita facilidade em concordar com esses que possuem a “sabedoria do mundo”, mas quando somos deparados com a verdade de Deus dizemos: “não acho que é bem assim”.

Concordamos com ímpios, idólatras, viciados, espíritas, adúlteros, entre outros, mas temos dificuldade em aceitarmos a verdade de Deus. Aceitamos como verdade as filosofias que artistas passam na televisão, ou que os professores ensinam nas escolas, ou que nossos colegas e amigos nos afirmam, ou tradições impostas pela família. Mas, e o que a Bíblia nos ensina? Será que não conseguimos entender que a sabedoria do mundo é louca? Ou que Deus destruiu a sabedoria do mundo e aniquilou a inteligência dos instruídos? (1ª Co 1.19-20).

Será que estamos tão cegos que não conseguimos ver as armadilhas que estamos caindo todos os dias? Será que estamos tão surdos que não ouvimos a voz de Deus nos alertando sobre as redes do engano? O pior é que apesar dos avisos, só percebemos a armadilha quando estamos dentro dela. Portanto, as palavras de Paulo devem servir como um grande alerta para nós. Não sejamos como crianças agitadas sendo levada por qualquer “sabedoria” do mundo. Quem você vai ouvir?

Por todos os lados encontramos filosofias e tradições que o mundo tenta impor sobre nós. Nem precisamos ir muito longe para isso, basta ligarmos a televisão ou conversarmos com colegas e amigos. Isso foi o que tratamos na última pastoral. Pensando ainda mais sobre o assunto, precisamos entender que há outras formas de sermos enganados por essas filosofias e tradições. Nem sempre esses enganos vem através de ímpios, mas se aproxima também com aparência de “santo”.

Para entender melhor isso precisamos lembrar-nos das exortações de Jesus quanto aos falsos mestres! Precisamos também lembrar que Satanás ao tentar Adão e Jesus ele usou frases da própria Palavra de Deus (de maneira distorcida). O alerta de Paulo em Colossenses não era só daquilo que ouvimos fora da igreja, mas também daquilo que ouvimos de alguns que  fingem ser cristãos.

Nem todo aquele que se denomina pregador da Palavra vem em nome do Senhor. Não são poucos os programas televisivos que se dizem evangélicos, mas, na verdade, divulgam uma mensagem enganadora e que não é bíblica. Portanto, o primeiro grande alerta que faço aqui é de tomamos cuidado com aquilo que ouvimos. Nem sempre aquele que usa a Bíblia para pregar está de fato pregando o que a Bíblia diz. São momentos como este que o lobo se veste de cordeiro para enganar os filhos de Deus.

Há, também outras formas de cairmos nesta cilada. Um exemplo disso é quando usamos frases e pensamentos que se tornaram comum no meio da igreja e que não é a verdade de Deus. Por causa disso acreditamos em promessas que Deus nunca fez e fazemos o que Deus não ordenou. As vezes essas ideias chega através de músicas “evangélicas”. O motivo disso é porque essas “filosofias evangélicas” falam de coisas que nos agradam.

Mais uma vez devemos nos perguntar quem queremos ouvir, se a Palavra de Deus ou os rudimentos deste mundo disfarçados de sagrado. Não podemos ser como crianças agitadas por todo vento de doutrina. Não podemos cair nas armadilhas destes que disfarçam a mentira com uma roupagem evangélica.

“As pessoas não são tão ruins assim!” “O errado não é tão ruim!” “Isso é verdade para você e não para mim”. Essas são algumas frases que ouvimos constantemente e que muitas vezes aceitamos sem perceber. Os filmes tem sido campeões em divulgar a ideia de que o mal às vezes é bom. Recentemente tem surgido uma “nova modalidade de monstros”. Antigamente, aquilo que tinha aparência de mal era o mal e ponto! Hoje existe uma série de filmes onde os bruxos também são bons e heróis! Vampiros que até então eram seres das trevas, não podia se aproximar da luz, cruz ou algo que fosse “sagrado”, mas hoje eles são os mocinhos, se apaixonam e nem tem mais aquela cara de malvado. Ogros que sempre foram vilões agora são heróis das crianças como o Shrek e os vilões são a fada madrinha e o príncipe encantado!

Não estou dizendo que assistir esses filmes seja o pecado. O grande problema é aceitarmos essas coisas como normal e assimilarmos as mensagens por trás da história. Afinal, é uma mensagem que não está só nestes filmes. Uma mensagem que na verdade não é tão nova assim, mas sempre aparece em nosso meio com novas faces. A mensagem é que todo mal tem um pouco de bondade e tudo que é bom tem um pouco de maldade. Se isso fosse verdade, o que não é, teríamos que admitir que até Cristo tinha um pouco de maldade dentro dele.

No Antigo Testamento Deus havia estabelecido leis sobre aquilo que era puro e aquilo que era impuro. O objetivo central era preparar o povo de Deus para saber discernir aquilo que é mal e aquilo que é bom! Esse ensino não deve ser esquecido, afinal, pecado é pecado e não deve ser praticado. Devemos lançar fora tudo aquilo que desagrada a Deus por mais que tenha uma cara agradável.

O grande problema não são os filmes, mas a filosofia do mundo que entra em nossa igreja. Repare como temos facilidade para achar defeitos em tudo aquilo que se refere à Deus e como conseguimos destacar coisas “boas” daquilo que é contrário à Palavra de Deus. Salomão diz que “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Não sejamos enganados, afinal, estreita é a porta que leva a vida eterna e larga e espaçosa a porta que leva à perdição. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” Não importa o que seja dito, o errado nunca será bom!


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- *Sobre o autor: Felipe Camargo é Pastor da Igreja Presbiteriana do Estoril no Riacho Grande, São Bernardo do Campo em SP. Formado em Teologia no Seminário JMC, mestrado em Divindade (M.Div), com habilitação em Pregação e cursando Mestrado em Antigo Testamento no Centro de Pós Graduação Andrew Jumper.
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Fonte:http://bereianos.blogspot.com.br/2014/03/as-sutilezas-do-mundo.html#.UxfcjfmwKGA

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Não deis brecha ao diabo (Ef 4.27)

23.02.2014
Do portal  GOSPEL PRIME
SERMÕES

Introdução:

Na natureza existem alguns bichinhos que aparentemente são inofensivos, no entanto, se dermos qualquer tipo de brechas, esses supostos bichinhos se proliferam tornando-se pragas monstruosas e devastadoras capazes de provocar danos irreparáveis e irreversíveis.

Precisamos dedetizar as pragas por questão de sobrevivência, caso contrário, as mesmas exterminarão a nossas vidas. Vejamos:

• Se dermos brecha às traças elas arruinarão nossas vestimentas;
• Se dermos brecha aos gafanhotos eles devastarão o nossos jardins;
• Se dermos brecha aos cupins eles destruirão nossas casas.

O diabo age semelhante a tais bichinhos e por meio de sua sagaz sutileza ele procura espaços em nossas vidas e a partir de pequenas e imperceptíveis brechas encontrada, ele torna-se capaz de nos destruir completamente. Portanto, não podemos desconsiderar o fato de que pequenas brechas podem acarretar em apavorantes problemas. Vejamos:

• Pequenas brechas nas represas provocam horríveis enchentes;

• Pequenas brechas nas encostas provocam terríveis desmoronamentos;

• Pequenas brechas nas embarcações provocam trágicos naufrágios.

Tema:

NÃO DEIS BRECHA AO DIABO

O que devemos fazer para não darmos brecha ao diabo?

I. Nunca ignore a sua existência:

a. Devemos ser sóbrios e vigilantes. (I Pe 5.8).

II. Nunca subestime a sua influencia:

a. Ele é capaz de se transformar em anjo de luz (II Co 11.14);

b. Ele é o deus deste século e o dominador deste mundo tenebroso (II Co 4.4; Ef 6.12).

III. Nunca ceda legalidade as suas tentações:

a. Resistir ao Diabo até que ele fuja de nossa presença: (Tg 4.7);

b. Reviste-se sempre da armadura de Deus: (Ef 6.10,11).

Conclusão:

Infelizmente o diabo vem arruinando algumas vidas por conta de tais legalidades, ou seja, brechas abertas que precisam urgentemente ser reparadas, antes que sejam tarde demais, por essa mesma razão devemos nos posicionar como verdadeiros reparadores de brechas.

“…E será chamado reparador de brechas…”. (Is. 58.12).

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Fonte:http://estudos.gospelprime.com.br/nao-deis-brecha-ao-diabo/