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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Trágico Diálogo do Jardim do Éden: Livre-Arbítrio, Tentação e a Voz da Escolha

19.01.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*

Introdução

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é um dos pilares da teologia cristã, oferecendo uma janela para a origem do pecado e a complexidade da condição humana. Longe de ser uma mera história antiga, ela revela princípios eternos sobre a tentação, a liberdade de escolha e as consequências da desobediência. Este artigo propõe uma análise desse "trágico diálogo", que valoriza a responsabilidade humana e a capacidade de resposta à graça divina. Ao examinar a interação entre a serpente e Eva, buscaremos compreender como a tentação se desenrola, como a Palavra de Deus pode ser distorcida e, crucialmente, como a liberdade de escolha, um dom divino, se manifesta no momento da decisão. A partir dessa exegese, extrairemos lições doutrinárias e aplicações pastorais que ressoam com os desafios contemporâneos da fé, convidando à reflexão sobre a "voz estranha" em nosso próprio tempo e a urgência de ouvir a voz de Deus.

Contexto bíblico-literário de Gênesis 3.1-6

O livro de Gênesis estabelece o cenário da criação perfeita de Deus, onde a humanidade, criada à Sua imagem e semelhança, desfrutava de comunhão plena com o Criador. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden, um lugar de abundância e harmonia, com uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Esta proibição não era arbitrária, mas um teste da obediência e da lealdade, um exercício da liberdade que lhes havia sido concedida. O capítulo 3 inicia com a introdução de um novo personagem: a serpente, descrita como "mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito" (Gn 3.1). A narrativa, portanto, não apresenta um cenário de predestinação para a queda, mas um ambiente onde a escolha moral era uma realidade presente e iminente. A liberdade de Adão e Eva era genuína, e a possibilidade de obedecer ou desobedecer estava diante deles.

Exegese e análise do “diálogo” (v.1-5)

O diálogo entre a serpente e Eva é uma obra-prima de engano e manipulação. A "antiga serpente", identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), não ataca diretamente, mas questiona sutilmente a Palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" (Gn 3.1). Esta é a primeira tática da "voz estranha": semear a dúvida sobre a bondade e a veracidade da revelação divina. A serpente não nega a Palavra, mas a distorce, misturando verdade e mentira, uma estratégia que hoje reconhecemos como "fake news" espiritual.

Eva, em sua resposta, demonstra um conhecimento parcial da ordem divina, mas com uma adição perigosa: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais" (Gn 3.3). A proibição de "tocar" não havia sido dada por Deus (Gn 2.16-17). Essa adição, embora aparentemente bem-intencionada para reforçar a proibição, revela uma vulnerabilidade: a Palavra de Deus não deve ser alterada, nem para mais, nem para menos.(Dt 4.2) Ao acrescentar à Palavra, Eva abriu uma brecha para a serpente explorar.

A serpente então avança com uma negação direta e uma promessa enganosa: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3.4-5). Aqui, a "voz estranha" acusa Deus de egoísmo e de reter algo bom de Suas criaturas. A promessa de "ser como Deus" apela ao orgulho e ao desejo de autonomia, distorcendo a verdadeira imagem e semelhança com Deus que a humanidade já possuía. A serpente não forçou Eva; ela apresentou uma alternativa, uma "verdade" sedutora que apelava à sua razão e aos seus desejos. A escolha, no entanto, permaneceu nas mãos de Eva, evidenciando a liberdade e a responsabilidade que Deus lhe havia concedido.

A dinâmica do desejo (v.6) e a queda

O versículo 6 descreve o clímax da tentação e a consumação da queda: "E, vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, e ele comeu." Este versículo revela a progressão da tentação, que se move do questionamento externo para o desejo interno. Eva não foi coagida; ela "viu", "desejou" e "tomou".

A serpente plantou a semente da dúvida, Eva a regou com sua alteração da Palavra, e o desejo a fez florescer. A árvore, antes proibida, tornou-se "boa para se comer" (satisfação física), "agradável aos olhos" (satisfação estética) e "desejável para dar entendimento" (satisfação intelectual/espiritual, o desejo de ser como Deus). Esta tríplice atração ecoa as tentações que a humanidade enfrentaria repetidamente (1Jo 2.16).

A decisão de Eva foi um ato de livre-arbítrio. Ela tinha a capacidade de resistir, de rejeitar a "voz estranha" e de permanecer fiel à Palavra de Deus. A graça preveniente de Deus, que a capacitava a discernir e a obedecer, estava disponível. No entanto, ela escolheu ceder ao desejo e à mentira. Adão, por sua vez, também fez sua própria escolha consciente ao comer do fruto. A queda não foi um acidente ou um destino inevitável, mas o resultado de escolhas livres e responsáveis, que tiveram consequências devastadoras para toda a humanidade.

Dimensões doutrinárias

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é rica em implicações doutrinárias: 

  • Pecado: O pecado não é uma condição imposta por Deus, mas o resultado de uma escolha voluntária de desobediência. Ele surge da liberdade humana de rejeitar a vontade divina. A queda de Adão e Eva demonstra que o pecado é uma transgressão da lei de Deus, uma falha em confiar e obedecer (Rm 5.12).
  • Liberdade: A liberdade de escolha, ou livre-arbítrio, é um dom inerente à imagem de Deus no ser humano. Adão e Eva eram genuinamente livres para obedecer ou desobedecer. Essa liberdade é fundamental para a responsabilidade moral. Deus não os programou para pecar, mas lhes deu a capacidade de escolher, tornando-os moralmente responsáveis por suas ações.
  • Tentações: A tentação não é pecado em si, mas um convite ao pecado. A narrativa mostra que a tentação opera através da dúvida, da distorção da verdade e do apelo aos desejos humanos. No entanto, a Bíblia assegura que Deus não permite que sejamos tentados além de nossas forças e que sempre provê um meio de escape (1Co 10.13). A possibilidade de resistir é real e depende da nossa escolha de confiar em Deus e em Sua Palavra.
  • Revelação: A clareza da revelação divina é crucial. Deus havia comunicado Sua vontade de forma inequívoca. A serpente, no entanto, buscou obscurecer e distorcer essa revelação. Isso sublinha a importância de uma compreensão pura e inalterada da Palavra de Deus.
  • Autoridade das Escrituras: A integridade da Palavra de Deus é inegociável. A falha de Eva em manter a pureza da ordem divina, ao adicionar "nem nele tocareis", ilustra o perigo de manipular ou relativizar a autoridade das Escrituras. A Palavra de Deus é a verdade absoluta e o padrão para a vida e a fé.

Aplicações pastorais contemporâneas

A história do Éden, embora antiga, ressoa poderosamente em nosso contexto contemporâneo, oferecendo valiosas aplicações pastorais:

  • Má conversação e influência: A "voz estranha" da serpente é um lembrete constante do poder da influência negativa. Como Paulo adverte, "as más conversações corrompem os bons costumes" (1Co 15.33). Isso se manifesta em amizades tóxicas, ambientes de trabalho hostis à fé ou até mesmo dentro da própria comunidade de fé, onde a dúvida e o engano podem ser semeados. A escolha de quem ouvimos e com quem nos associamos é vital para nossa saúde espiritual. O exemplo de Pedro, que se tornou uma "pedra de tropeço" para Jesus ao sugerir um caminho diferente do plano divino (Mt 16.23), demonstra que a "voz estranha" pode vir de onde menos esperamos, até mesmo de pessoas bem-intencionadas. A história de Datã, Abirão e Corá (Nm 16), que lideraram uma rebelião contra a autoridade estabelecida por Deus, ilustra o perigo da influência coletiva para o mal e a responsabilidade individual de não seguir a multidão para o erro.
  • "Voz estranha" e "fake news": A estratégia da serpente de misturar verdade e mentira é um precursor das "fake news" de hoje. Em um mundo saturado de informações e desinformações, a capacidade de discernir a verdade da mentira é mais crucial do que nunca. A "voz estranha" pode vir de mídias sociais, ideologias seculares ou até mesmo de púlpitos que distorcem a Palavra de Deus. O crente é chamado a ser vigilante, testando os espíritos para ver se procedem de Deus (1Jo 4.4).
  • Discernimento espiritual: A falha de Eva em discernir a verdadeira intenção da serpente e a integridade da Palavra de Deus destaca a necessidade de um discernimento espiritual aguçado. Isso se desenvolve através do estudo diligente das Escrituras, da oração e da comunhão com o Espírito Santo. Somente assim podemos reconhecer a "voz estranha" e permanecer firmes na verdade.
  • A escolha da obediência: A liberdade de escolha é um tema central. Josué desafiou o povo de Israel: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Essa exortação ecoa a cada geração. A salvação e a vida cristã são um caminho de escolhas contínuas. Receber a Cristo é uma escolha (Jo 1.12), e viver no Espírito é uma escolha diária contra a carne (Rm 8.5-14). A advertência de Hebreus 3.7-8, "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações", ressalta a urgência e a responsabilidade de responder prontamente à voz de Deus, antes que a oportunidade se perca.

Conclusão

O trágico diálogo no Jardim do Éden em Gênesis 3.1-6 permanece como um testemunho perene da liberdade humana e da seriedade da escolha moral. A "antiga serpente", com sua astúcia e sua estratégia de distorcer a Palavra de Deus, encontrou em Eva uma vulnerabilidade que levou à queda. Contudo, a narrativa não é de um destino selado, mas de uma decisão livre e responsável. Este relato bíblico nos lembra que a humanidade foi criada com a capacidade de escolher, e que a graça preveniente de Deus sempre nos capacita a resistir à tentação e a obedecer à Sua voz.

As lições do Éden são atemporais. Em um mundo repleto de "vozes estranhas", "fake news" e "más conversações", somos chamados a um discernimento espiritual constante, a um apego inabalável à pureza da Palavra de Deus e a uma vigilância sobre nossas próprias escolhas. Que possamos, como crentes, exercer nossa liberdade dada por Deus para ouvir e obedecer à Sua voz, escolhendo a vida e a bênção, e resistindo a toda forma de engano, para a glória Daquele que nos amou e nos deu, por meio de Cristo Jesus, poder de nos tornarmos Seus filhos.

Referências bíblicas

  • Gênesis 2.16-17
  • Gênesis 3.1-6
  • Números 16
  • Deuteronômio 30.19
  • Josué 24.15
  • Mateus 16.23
  • João 1.12; 8.44
  • Romanos 5.12
  • Romanos 8.5-14
  • 1 Coríntios 10.13
  • 1 Coríntios 15.33
  • Hebreus 3.7-8
  • 1 João 2.16
  • 1 João 4.4
  • Apocalipse 12.9; 20.2
Nota: Este arrtigo foi elaborado a partir do sermão do pastor Irineu Messias "O Trágico Diálogo do Jardim do Éden", mnistrado  no dia 18.01.2026, na Assembleia de Deus do Planalto Central - ADEPLAN - DF. Clique  aqui e ouça no Youtube
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

FIRME EM CRISTO: EM MEIO AS BATALHAS DA VIDA

04.09.2015
Do blog EVANGÉLICO BLOG
Por Ana Carolina

firma-em-cristo
Graça e paz povo santo!
Depois de algum tempo (posso dizer milênios sem escrever, ‘risos’) estou tentando me redimir com vocês!
No tema de hoje vamos refletir juntos, sobre um assunto que tem extrema importância em relação ao no nosso modo de agir, e falo assim aos cristãos que desejam viver em Santidade, até porque sem ela não veremos a Deus (Hebreus 12.14)!
Começaremos com uma pergunta bem óbvia em relação ao nosso tema: Como está firme em Cristo se tanta tentação nos sobrevém, independente de idade, denominação, e outras questões? Dessa forma daremos início a nossa reflexão de hoje, relacionando esse trecho á vida espiritual dos cristãos contemporâneos.

Lutando Contra?

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É de conhecimento natural do ser humano que aquilo que não ajuda, atrapalha, e o que não acrescenta, subtrai; e desse modo se dá nossa relação interpessoal com Deus.
Temos conhecimento de nossa natureza pecaminosa (Efésios 4.22-24), e por isso devemos lutar contra ela todos os dias até o arrebatamento da igreja. Essa batalha é travada em nós desde a hora em que nascemos, nossas tendências caem sobre a ‘carne’ ou a natureza pecaminosa (Romanos 3.23).
Todavia temos em mente, que não é contra a carne humana em si que lutamos (Efésios 6.12), e sim contra aquilo que tenta afastar-nos da presença do Deus, aquilo que ataca nossa personalidade, atitudes e fragilidades.
Se estivermos prontos pra vencer o maligno, estaremos com toda vantagem sobre as tentações e pecados, a resistência contra o pecado concentra-se em está fortalecido em Deus, com os PÉS firmes.

Fortalecido na Palavra!

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É notório que toda estrutura carece de um bom firmamento ou base, certo? Dessa forma aquilo que for ali construído em seguida estará firme, e não correrá o risco de declínio futuro.
Sem deixar as palavras pela metade, falo a vocês que todo alicerce ou raiz deve está fundamentado em Deus, já que tratamos dessa relação, que por sua vez deve ser a mais importante de nossas vidas.
A Palavra de Deus é o nosso alimento diário, e se você, querido leitor não está habituado a ler as Sagradas escrituras, comece agora a fazê-lo, pois essa é a forma que você terá de lutar contra o inimigo de sua alma.
O salmista fala que a Palavra de Deus era sua meditação diária (Salmos 1.2), surge aí uma analogia feita por ele, o crescimento daquele que vive pela Palavra se dá como uma árvore plantada junto ao ribeiro. Que maravilha!
Já reparou o quanto floresce uma árvore bem regada? Dessa forma é comigo e com você, nosso espírito deve ser bem alimentado pra que floresçamos, e assim produza frutos, e frutos permanentes!

Preparando o alicerce!

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Ao falarmos sobre espiritualidade, devemos ter cautela ao preparar-nos para essas batalhas, pois são contra o maligno e ele por sua vez não está despreparado quando o assunto é afastar-nos da presença de Deus (1° Pedro 5.8-9)!
No texto em destaque anteriormente, vemos que só iremos prevalecer contra o mal, estando firmados na Palavra de Deus, e Paulo diz mais: “As mesmas aflições vem sobre vossos irmãos.” Nota-se que é uma batalha universal, da qual temos as chaves pra vencer!
  • Revestidos de poder: No evangelho de Lucas capítulo 24 versículo 49, recebemos de Cristo uma promessa de ser cheios de poder, poder este que viria ser derramado após o dia de pentecostes, festa que sucede a páscoa no calendário judeu (latim-Pentecoste, grego- pentekoste). Esse revestimento de poder é selado pela presença do Espírito Santo (Atos 2.17-18), sem o Santo Espírito queridos, é impossível viver em comunhão total com Cristo!
LEMBRE-SE: Ter o Espirito Santo não se mostra só pelo falar em línguas,  mas também pelo discernimento e ousadia pra anunciar Cristo! (Estudo a ser dado mais a frente, OREM!). Saiba mais sobre o Espirito Santo clique aqui.
  • Fortes em Deus: Soldados somos de Jesus… Esse trecho é bem conhecido, está no hino 305 da Harpa Cristã, e nesse caso, como falar sobre batalhas sem falar sobre armas e soldados? Isso mesmo, como soldados de Cristo devemos está trajados a rigor! Efésios Seis fala-nos claramente sobre isso, todo o aparato da armadura tem sua função, faltando um, o outro não suprirá sua falta, por isso fortaleça-se em Cristo, busque-o sempre (Isaías 55.6)!
  • Orando sempre: Trabalho com um grupo de crianças da igreja e sempre lembro a elas: “A escada para o céu é a ORAÇÃO.” Com oração o crente em Jesus vai longe, pois ela faz-nos ter Deus muito perto de nós, não é a toa que a Bíblia sempre nos fala sobre a oração (Atos 2.42), e esse trecho fala ainda sobre unidade entre irmãos, irmãos de oração. Outro texto bíblico conhecido entre nós encontra-se em 1° Tessalonicenses 5.17: “Orai Sem Cessar.” Já viu né? Parou já era! Ore sempre, sem medo e da forma certa, sem intenção de mostrar-se a ninguém (Mateus 6.6-7).
  • Vigilância: Oração sem vigilância é o mesmo que uma árvore que não é regada, todo seu crescimento é vão, pois não conseguirá sobreviver por muito tempo. Na vida do Cristão o estar atento faz-nos perceber quando as investidas do adversário vêm contra nós, e estando fortes prevaleceremos contra ele, desse modo ajudaremos o espírito a vencer a carne em toda situação (Mateus 26.41).
Pois é gente dessa forma termino o texto de hoje, lembrando a vocês que Cristo está em nós e somos vencedores (1° João 2.14), você estará sempre firme em Cristo!
(…) “Mas aquele que faz a vontade do Senhor permanece para sempre.” (1° João 2.17).
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Fonte:http://evangelicoblog.com/firme-em-cristo/

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Cuidado com as tendências pecaminosas

11.06.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 09.06.15
Por Martinho Lutero*

terça-feira
Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Gálatas 5.24
É muito vantajoso para os cristãos estar cientes de suas tendências corruptas decorrentes da sua natureza pecaminosa. Essa atenção os guarda de se tornarem cheios de orgulho por meio da ilusão inútil e ímpia de tentarem se tornar justos pelas obras, como se isso os tornasse aceitáveis para Deus. Inchados por essa ilusão, os monges acreditavam que eram santos por causa das obras escolhidas por eles próprios que vendiam a retidão e a santidade deles aos outros. Em seus próprios corações, contudo, eles estavam convencidos de que eram impuros. Confiar em nossa própria justiça e nos imaginar puros são comportamentos muito prejudiciais.
Mas, se estivermos cientes da pecaminosidade presente em nossos corações, não confiaremos na nossa própria justiça. Essa compreensão nos humilha de tal forma que nos desprendemos do nosso orgulho e paramos de confiar nas nossas próprias obras. Ela nos impulsiona a correr para Cristo, nosso Reconciliador. Ele não tem uma natureza pecaminosa, impura, mas completamente limpa e santa, a qual ele ofereceu pela vida do mundo. Nele, nós encontramos uma justiça fidedigna e completa. Assim, nós permanecemos humildes – não com falsa humildade, mas com verdadeira humildade – por causa das tendências e defeitos corruptos da nossa natureza pecaminosa. Portanto, seríamos culpados de morte eterna se Deus fosse nos julgar severamente. Mas nós não somos orgulhosos aos olhos de Deus. Nós reconhecemos humildemente os nossos pecados e desejamos o perdão com um coração quebrantado. Confiando na obra de Cristo como Mediador, nós entramos na presença de Deus e suplicamos perdão de pecados. Consequentemente, Deus estende seu céu imensurável de bondade sobre nós e, por amor de Cristo, não nos atribui os nossos pecados.
>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.
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Fonte:http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2015/06/09/autor/martinho-lutero/cuidado-com-as-tendencias-pecaminosas/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Que adianta ter uma arma poderosa e não saber manuseá-la?

13.04.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por Pb Josiel Dias

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de DEUS. Efésios 6:17

Nas guerras medievais é possível observar como o guerreiro usava a sua arma, que na época era a conhecida “espada”. Ele tinha total consciência do manuseio e de que a espada era de dois gumes, não importava o lado do golpe, era afiada, cortava na ida e na volta.

A mesma que era usada para combater o inimigo à sua frente, era a mesma que também exigia perícia quem a segurava. Qualquer movimento ou manuseio errado do guerreiro em frente ao seu inimigo, correria o risco de ser abatido com sua própria espada.

Aguda, penetrante e afiada dos dois lados, por isso o soldado que manuseava tinha temor quando estava no combate segurando sua arma, não poderia de forma alguma errar o golpe. Mas vale lembrar que aquele soldado que era bem treinado conhecia muito bem sua arma, ele sabia usar nos momentos apropriado e em uma possível falha do inimigo. Vencia quem fosse melhor na guerra e nos golpes.

Existiam estratégias para golpes perfeitos. Acredita-se que estes guerreiros lutadores medievais ficavam horas, dias, meses golpeando e descobrindo movimentos que enganariam seus inimigos. “Os guerreiros buscavam o golpe perfeito e fatal”.

A nossa guerra não é contra a carne nem o sangue.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efésios 6:12

Conforme os guerreiros medievais e suas estratégias nos seus diários combates, devemos conhecer as armas espirituais disponíveis para nós nos dias de hoje. Devemos ser aprovados, devemos manusear a espada do Espírito que é a PALAVRA de DEUS, a Bíblia. Muitos saem ao combate despreparado até segurando a espada nas mãos, mas não as conhece nem tão pouco sabe usá-la.

É praticando a PALAVRA de DEUS que afugenta o inimigo.

“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15
Combatendo o inimigo com a espada da verdade

Combati o bom combate, completei a corrida, perseverei na fé! 2 Timóteo 4:7 O Apostolo Paulo em vários textos e contextos usa termos militares para definir a nossa guerra travada enquanto peregrinamos aqui na terra, uma desta palavra está no texto acima “combate”. Leia outros textos sobre esse contexto: 1Timóteo 6:12, 1Timóteo 1:18, 2 Timóteo 2:4, Efésios 6:11-17.

A vida do crente é travada de combates. Muitos desistem, outros perseveram até o final e vencem guardando a fé e por manusear bem sua arma. Paulo fala exatamente isso que após longos combates ele chegou ao final de seus dias firme na fé. Deus não deixou o crente sem armas, ele disponibiliza 24 horas por dia armamentos poderosos para vencer o mau.

Entre as armas espirituais disponíveis para o crente a Bíblia é considerada a “Espada, com ela destruiremos o inimigo, derrotaremos toda investida contraria, mas é preciso manusear bem esta espada. A arma que derrota o mau é a mesma que derrota o pecado, e é a mesma que corrige o soldado. É uma arma poderosa. Quanto mais conhecemos a espada do Espírito, mais temos condições de manuseá-la bem para vencer o nosso inimigo e suas armadilhas.

Não se iluda apenas por ter uma espada em suas mãos, nada adiantará tê-la se não souber usá-la. O inimigo também conhece essa espada e tentou alguns golpes usando contra CRISTO. Mas o Senhor venceu aquele duelo com um golpe definitivo.

Jesus estava com fome acabara de sair de jejum de 40 dias, quando conduzido pelo Espirito foi levado ao deserto. O diabo então tenta alguns golpes usando textos bíblicos para tentar a Cristo. Mas é derrotado nesse duelo, pois para cada texto fora de seu contexto usado pelo diabo, JESUS golpeava com a palavra de Deus. Em fim o tentador se retira, pois ele não resiste a Espada do Espírito a “PALAVRA”.  Mateus 4:1-11

Estamos em uma batalha espiritual e precisamos resistir ao inimigo, mas como resistir? Usando as armas disponíveis para os crentes. Efésios 6:11-17.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de DEUS. Efésios 6:17

A Palavra de Deus é a espada do Espírito em nossas mãos. Como combatentes de Cristo devemos manejar bem essa arma. O teu inimigo sabe o poder que existe na PALAVRA, por isso ele tenta 24 horas por dia te afastar dessa verdade.

Deus te abençoe ricamente

Pb. Josiel Dias
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/que-adianta-ter-uma-arma-poderosa-e-nao-saber-manusea-la/

terça-feira, 7 de abril de 2015

VIDA CRISTÃ: Resistir ao diabo

07.04.2015
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por  Joe Fitch


Resistir ao diabo é a exigência tanto de Tiago (4:7) quanto de Pedro (1 Pedro 5:8). Mas como fazemos isso? Temos que ter o desejo de resitir. Alguns amam tanto ao mundo e os prazeres do pecado que simplesmente não querem resistir. “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (João 8:44). Tais pessoas não resistem: eles desistem–rapidamente, facilmente, alegremente. Deus opera com sucesso no homem ao fazê-lo "o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13). Nada substitui o “querer”. 

Também precisamos de um espírito confiante, uma atitude de “conseguir”. Raramente levantamos além das nossas expectativas. Lembrem de Pedro? Ele disse, "Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim...Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei" (Mateus 26:33,35). Ele negou sim, e antes de chegar a manhã. Porém não devemos esperar que ele renuncie sua afirmação. Mais tarde, Jesus o chamou para que reafirmasse o compromisso ousado. Ele disse a Pedro naquela cena final, este apóstolo seria fiel a esta afirmação da fé (João 21:15-19). E lembre-se do “posso” de Paulo, através de Cristo “que me fortalece” (Filipenses 4:13). E nós “podemos” também.

Nós também usamos as Escrituras para resistir. A Bíblia não é um amuleto que assusta e afasta o diabo, mas a sua verdade no homem o permite intimidá-lo. Jesus encontrou o diabo com “Está escrito”, e o diabo o deixou (Mateus 4:1). É a nossa “espada” com a qual lutamos com o diabo (Efésios 6:17). A delusão forte do diabo vence apenas aqueles que “não acolheram o amor” e “não deram crédito” à verdade (2 Tessalonicenses 2:10-12).
A oração nos ajuda a resistir. O Senhor orou por Pedro na sua crise (Lucas 22:32) e o disse depois que vigiasse e orasse, para que não entrasse em tentação (Marcos 14:38). O Senhor passou a noite anterior a ser preso em oração. Paulo pediu aos irmãos que orassem por ele para que ele pregasse ousadamente como lhe cumpria fazer (Efésios 6:18-20). Peça ajuda a Deus; ele sabe como livrar-nos (2 Pedro 2:9).

Nós precisamos de sabedoria para ajudar-nos a resistir. Tiago recomendou que se orasse pedindo sabedoria em épocas de dificuldades (Tiago 1:5). Não é um jogo de tolo! O bom julgamento é absolutamente necessário se vamos derrotar a esperteza do diabo. A resistência bem sucedida exige que nós “não lhes ignoramos os desígnios” (2 Coríntios 2:11).
Exige caráter resistir ao diabo. Isso quer dizer ser “fortalecido no Senhor” e revestir-se “de toda a armadura de Deus”. O resultado? Nós lutaremos “contra as forças espirituais do mal” e resitiremos “no dia mau” (Efésios 6:10-13). Os fracos são devorados por Satanás. O bom caráter rejeita o pecado. Mesmo no estresse da raiva calorosa, o bom caráter não pecará e nem dará “lugar ao diabo” (Efésios 4:26-27). Paulo mandou “indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse” (1 Tessalonicenses 3:5). Assim, nos incentiva a resistir “firmes na fé” (1 Pedro 5:9). 
As boas associações ajudam a nossa resistência ao mal (Galátas 6:1) como também as más companhias corrompem (1 Coríntios 15:33). Os bons irmãos estimulam “ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).  
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Fonte:http://estudosdabiblia.net/2005225.htm

domingo, 29 de março de 2015

Tentação e consequência

29.03.2015
Do portal VERBO DA VIDA, 27.01.15
Por João Alberto
blog_dentro_joao-580x157Hoje quero meditar com você um pouco sobre duas coisas. Porque existem duas formas de circunstâncias na vida de um crente: a tentação e a consequência.
A tentação é a instrução contrária ao que Deus diz. Ela permanece por pouco tempo, somente até sua fé ser provada. Você pode resistir firme na fé e ela vai fugir.
Já quando a circunstância é uma consequência, se faz necessário arrependimento e mudança de atitude. Apenas resistir firme na fé não vai resolver o problema, porque você deu legalidade para aquela circunstância se estabelecer em sua vida. E agora está apenas colhendo pelas suas escolhas erradas, pois Deus não pode quebrar suas próprias regras.
Existem armas espirituais que foram disponibilizadas por Deus para combatermos o bom combate da fé e precisamos usá-las. Se Deus as colocou ao nosso favor, não podemos ficar alheios, precisamos conhecê-las e saber usá-las corretamente.
A fidelidade te leva a desfrutar de bônus. Isso vem da legalidade, pois Deus não pode abençoar o que está errado. Se esforce para ser educado na justiça de Deus.
Espiritualmente, não crescer é igual a retroceder. Servir a Deus exige esforço de nossa parte. A Deus não devemos dar o que sobra. Os cristãos relaxados que negligenciam seus deveres acumulam conseqüências para seu futuro.
Cuidado com a sua vida, você não tem mais liberdade de fazer ou dizer o que quer.
Esteja atento a tentação e resista firme na fé.
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Fonte:http://verbodavida.org.br/ministerio/ministerio-colunistas/diretoria-joaoroberto/tentacao-e-consequencia/

sexta-feira, 6 de março de 2015

A sagacidade da serpente

06.02.2015
Do portal GOLSPEL PRIME
Por Sidnei Osvaldo Ferreira

A sagacidade da serpente
 
A sagacidade da serpente: (Gn 3.1-6).

Introdução: As escrituras sagradas comparam satanás a alguns animais, entre eles:
  • O lobo ladrão – (Jo 10.12);
  • O Leão que ruge – (I Pe 5.8);
  • O Grande dragão – (Ap 12.9; 20.2);
  • A sagacidade da Serpente – (Ap 12.9; 20.2).
Sobre essa peçonhenta serpente que apesar de ter sido criada por Deus (Gn 31), tornou-se o animal ideal entre toda a criação devido a sua astucia, para ser escolhido por satanás que se apoderou de sua forma para seduzir ao casal e conseqüentemente introduzir o pecado ao mundo.
O apostolo Paulo ao exortar a igreja de Coríntios, relembrando-os da sagacidade da serpente que enganou a Eva e que ainda continua seduzindo e corrompendo as mentes humanas a se afastarem da simplicidade de Cristo. (II Co 11.3).
A sagacidade da serpente
Em que consiste a sagacidade da serpente?
I – Em contestar a palavra de Deus: Questionar a autoridade da palavra – (Gn 3.1).
  • Implantar dúvidas sobre as verdades divinas: A serpente questiona o que Deus disse.
  • Induzir as indagações sobre a vontade de Deus: A serpente questiona sobre o que Deus disse.
  • A serpente continua lançando indagações sobre a palavra de Deus por meio do ceticismo. Usou desse mesmo veneno para com Jesus no deserto. (Mt 4.3,6).
  • Aplicação: Não deixe a serpente questionar o chamado de Deus sobre sua vida.
II – Contradizer a palavra de Deus: Negar a veracidade da palavra – (Gn 3.4).
  • Contrariar, denegando a palavra de Deus.
  • Convencendo e induzindo ao engano.
  • A serpente continua deturpando a palavra de Deus por meio das heresias.
  • Aplicação: Não deixe a serpente contrariar a vontade de Deus sobre sua vida.
III – Deturpar a palavra de Deus: Alterar o verdadeiro sentido da palavra – (Gn 3.5).
  • Verdades incompletas: A serpente disse que eles seriam conhecedores, mas omitiu as conseqüências do pecado.
  • Falsas promessas: A serpente disse que seria semelhante a Deus, essa é a síndrome luciferiana que incita a criação querer ser o criador.
  • A serpente continua alterando a palavra de Deus por meio das apostasias.
  • Aplicação: Não deixe a serpente distorcer a direção de Deus sobre tua vida.
Conclusão: O casal permitiu ser seduzido pela serpente e assim que consumaram seus desejos, sofreram as drásticas conseqüências de seus pecados:
  • Perderam a inocência e pureza: se cobriram, pois tiveram vergonha. (Gn 3.7).
  • Perderam a comunhão com Deus: se esconderam, pois tiveram medo. (Gn 3.8).
  • Perderam a benção do paraíso: foram expulsos do jardim de Deus. (Gn 3.23,24).
Precisamos está atento contra a sagacidade da serpente que ainda está viva e vive atormentando casais, famílias e ministérios no único intuito de seduzir para poder destruir. Acerca do peçonhento “satanás”, a bíblia a tempo já nos adverte. “Não lhe ignoremos os seus ardis.” (2co 2.11).
Importante lembrar que a serpente não ficou impune, além de sofrer sua severa punição, teve  sua cabeça esmagada pelos pés daquele que veio ao mundo para destruir as obras do maligno (I Jo 3.8b). E ainda há uma promessa da qual não podemos esquecer que nos garante a seguinte verdade:
“Em breve o Deus de toda paz esmagará satanás debaixo de vossos pés”. (Rm 16.20).

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Fonte:http://estudos.gospelprime.com.br/sagacidade-serpente/

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não desafie sua natureza humana

28.02.2015
Do portal GOSPEL PRIME
ARTIGOS
Por Pb Josiel Dias

Resista ao diabo e ele fugirá. Mas corra, fuja de impulsos de sua natureza humana
Somos impulsionados todos os dias, por nossa natureza humana, a cometer coisas que, muitas vezes, não queremos realizar, mas quando notamos já fizemos, já praticamos. Não tem como lutar sozinho contra a nossa natureza adâmica, as vezes é preciso fugir, correr, passar de largo desses impulsos do velho Adão, pois conhecendo bem nossa estrutura será fatal desafiar a nossa natureza e confiar em nossa “carne”. Maldito o homem que confia no homem. Jeremias 17:5
. “O coração é enganoso e incurável, mais que todas as coisas; quem pode conhecê-lo?” Jeremias 17.9
Somos desafiados a resistir ao diabo, mas não a nossa natureza humana e pecaminosa.
A bíblia nos aconselha a resistir o diabo, certamente ele fugirá de nós, mas quando o assunto parte para a natureza humana o conselho é correr de seus impulsos e obras. O sangue do velho Adão ainda corre todos os dias em nossas veias. Por mais santo que você seja, por mais espiritual que você se encontre, a tua natureza te empurra para o pecado a cada segundo. O Apóstolo Paulo chega a dizer que se esbofeteia todos os dias, claro que ele está parafraseando quando diz isso, mas é como se falasse minha natureza precisa apanhar todos os dias.
Paulo denomina-se como miserável pecador, ou seja, ele sabe que não adianta resistir, lutar contra sua natureza pecaminosa. Romanos 7:24.  Para não fazer o que eu não quero o melhor é fugir, desviar, desvincular de algo que não consigo me controlar. A coisa é tão séria que quando percebemos já fizemos e porque fazemos?  Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Romanos 7:19-20.
Claro que quem habitava no Apóstolo Paulo era o Espirito Santo, mas quando o Apostolo Paulo diz: o pecado que habita em mim ele se refere a sua natureza humana e pecaminosa que o impulsionava a todo instante a fazer algo contrário ao seu homem interior [espiritual] 1 Coríntios 9: 27
“José conhecia muito bem sua estrutura, sua natureza; por isso apressou-se em fugir da mulher de Potifar”.
Algumas pessoas já me perguntaram: Porque José não resistiu a mulher de Potifar? Ele não foi fiel a DEUS por onde passou? Mesmo em várias situações de sua trajetória “não continuou sendo fiel a DEUS”? Embora o texto seja curto e objetivo e nem entre em detalhes se José tinha ou não, pontos fracos, uma coisa eu sei: podemos aprender muito com essa atitude de José.
Alguns teólogos veem essa fugida de José como sendo um livramento e que o próprio José talvez tenha percebido, identificado a armadilha ou quem sabe a aparência do mal. Muitos homens, quem sabe vulneráveis a esta área do sexo, se ficassem ali, com certeza cairiam na armadilha do adultério com a mulher de Potifar.Gênesis 39
“Reconheça sua fragilidade e identifique a isca que te deixa vulnerável, sujeito a cair na armadilha do diabo”
Não confie jamais em sua natureza humana, você não é “tão forte espiritual como imagina ser”, muitas vezes é preciso identificar onde está a armadilha, a pegadinha ou o laço.
Embora Deus nos livre do laço do passarinheiro [Salmo 91:3] o livramento se dá muitas vezes por um escape, não espere que DEUS envie um anjo para impedir que você cometa algum impulso carnal. Não vem anjo algum, o que aparece pra você é um “escape” uma fuga. Tendo conhecimento de tal laço é melhor não tentar a DEUS. Lucas 4:12
Quem sabe alguém diga: Não tem problema é só um gole; não tem problema só vou ficar olhando; não tem problema é só um click; não tem problema é só uma cheirada. A melhor opção é escapar fugir; corra, mesmo que isso lhe custe algo, pois a melhor opção, conhecendo seu ponto vulnerável, é fugir.
Com certeza Deus te dará o escape no momento certo.
 Muitas pessoas coloca a culpa em Deus por passar por alguma tentação, muitos dizem: Deus permitiu para me fortalecer nesta área. Veja o que Tiago diz a respeito:
Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”, Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Tiago 1:13-14.  A cobiça é a causa da queda, tudo isso vem de nossa natureza, mas podemos rejeitá-la, podemos fugir, pois se ficarmos, com certeza, seremos seduzidos. É melhor não mexer em algo que minha natureza não suportará.
Não veio sobre vós [provação], senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará [provar] acima do que podeis, antes com a [provação] dará também “o escape”, para que a possais suportar. O escape é correr, fugir, livrar-se da armadilha. 1 Coríntios 10:13
Portanto, sujeitai-vos a Deus. Resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós! Tiago 4:7
Você é aconselhado a resistir Satanás, e ele fugirá de você, mas jamais resista sua natureza, jamais confie em você mesmo. Jeremias 17:5 “Maldito o homem que confia no homem”
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum;e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Romanos 7:15-24
#FicaADica:  Não Confie em você, Não resista a sua Natureza, Fuja do laço!
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/nao-desafie-natureza-humana/