Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador palavra de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palavra de Deus. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Verdadeiro Conhecimento à Luz da Palavra de Deus

12.01.2026

Publicado pelo pastor Irineu Messias


Vivemos em uma época de excesso de informações, opiniões e teorias. Mas afinal, o que é conhecimento verdadeiro? Filósofos como Platão, Kant e Popper refletiram sobre isso em seus tempos. E, surpreendentemente, suas ideias podem nos ajudar a compreender melhor o que a Bíblia já nos ensina há séculos.

Platão: das sombras para a luz

Platão dizia que conhecer é sair das sombras da caverna e enxergar a realidade. A Bíblia nos mostra que essa realidade é Cristo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8:12)

Assim como Platão falava das sombras, a Escritura revela que sem Jesus vivemos em trevas. O verdadeiro conhecimento é andar na luz que vem de Cristo.

Kant: razão iluminada pelo temor do Senhor

Kant acreditava que o conhecimento nasce da interação entre experiência e razão. A Bíblia valoriza a razão, mas ensina que ela deve ser guiada pelo temor do Senhor“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento.” (Provérbios 9:10)

Ou seja, não basta organizar dados com a mente. A verdadeira sabedoria vem de Deus e é dada àqueles que O buscam: “Se alguém dentre vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5)

Popper: o limite humano e a eternidade da Palavra

Popper dizia que o conhecimento humano é sempre provisório e precisa ser testado. A Bíblia confirma que nosso saber é limitado, mas aponta para a verdade eterna: “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.” (Isaías 40:8)

Enquanto as teorias mudam, a Palavra de Deus permanece firme. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.” (Hebreus 13:8)

Conclusão

Platão nos lembra da necessidade de sair das sombras → Cristo é a luz. Kant valoriza a razão →, mas a Bíblia ensina que ela deve ser guiada pelo temor do Senhor. Popper mostra a limitação humana → e a Escritura revela a eternidade da Palavra de Deus.

O verdadeiro conhecimento não está na filosofia ou na ciência, mas na revelação divina. Em meio às incertezas do mundo, podemos descansar na certeza de que a Palavra de Deus é eterna e suficiente.

******

sábado, 10 de janeiro de 2026

Entendendo e Resistindo ao Gnosticismo: Lições da Igreja Primitiva para Hoje

10.01.2026

Postado por pastor Irineu Messias

Nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja enfrentou inúmeros desafios — não apenas perseguições externas, mas também ameaças internas à pureza do evangelho. Entre essas ameaças, uma das mais sutis e perigosas foi o gnosticismo. Embora tenha surgido há quase dois mil anos, seus ecos ainda ressoam em muitos ensinos contemporâneos que prometem “conhecimento secreto”, experiências místicas ou uma espiritualidade desvinculada da verdade bíblica.

Neste artigo, vamos explorar três pilares essenciais para compreender e resistir ao gnosticismo:

  1. O que é o gnosticismo?
  2. Qual o seu contexto histórico e por que ele é enganoso?
  3. Como os primeiros cristãos responderam a essa ameaça?

Que estas reflexões nos ajudem a permanecer firmes na fé que “foi entregue aos santos de uma vez por todas” (Judas 1:3).

1. O Que É o Gnosticismo?

O gnosticismo (do grego gnōsis, que significa “conhecimento”) era um movimento religioso-filosófico que surgiu no século I d.C., especialmente nas regiões do Império Romano onde culturas judaica, grega e oriental se encontravam. Seus seguidores acreditavam que a salvação não vinha pela fé em Cristo, mas por meio de um conhecimento esotérico e secreto, acessível apenas a uma elite espiritual.

Características principais:

  • Dualismo radical: o mundo material é mau; só o espiritual é bom.
  • Rejeição da criação física: Deus verdadeiro não criaria um mundo “sujo” — logo, o mundo teria sido feito por um deus inferior (chamado Demiurgo).
  • Cristo sem corpo real: muitos gnósticos negavam que Jesus tivesse vindo “em carne” (1 João 4:2–3), pois achavam impossível que o divino se unisse à matéria.
  • Salvação elitista: só os “iluminados” seriam salvos, enquanto os demais permaneceriam presos na ignorância.

Por que isso importa hoje?

Embora o gnosticismo antigo tenha sido condenado pelos pais da Igreja, suas ideias persistem. Hoje, vemos traços dele em:

  • Ensinos que valorizam “revelações pessoais” acima da Bíblia;
  • Movimentos que desprezam o corpo, a criação ou a vida cotidiana como “menos espirituais”;
  • Correntes que prometem acesso a “mistérios ocultos” ou níveis superiores de espiritualidade.

A Palavra de Deus, porém, afirma que a salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo — e não por conhecimento secreto (Efésios 2:8–9).

2. O Contexto Histórico da Gnose: Origens e Enganos

O gnosticismo não surgiu do nada. Ele foi fruto de uma mistura sincretista de ideias:

  • Filosofia grega (especialmente o platonismo, com sua visão negativa do corpo);
  • Religiões de mistério (que prometiam salvação por rituais secretos);
  • Elementos do judaísmo apocalíptico e até do zoroastrismo persa.

Essa “sopa cultural” gerou sistemas complexos, com deuses, eons, anjos caídos e narrativas mitológicas — tudo apresentado como a “verdadeira” interpretação do cristianismo.

As falácias centrais do gnosticismo:

  1. Negava a bondade da criação — contradizendo Gênesis 1:31 (“Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom”).
  2. Desumanizava Jesus — negando Sua encarnação real, Sua morte redentora e Sua ressurreição corporal.
  3. Criava divisões na Igreja — entre “espirituais” (os que tinham gnosis) e os “simples fiéis”.
  4. Substituía a cruz por um sistema de iluminação intelectual — tirando o foco da graça e colocando-o no mérito humano.

Por que combatê-lo?
Porque o gnosticismo corrompe o evangelho. Ele transforma o Cristo crucificado e ressurreto — Salvador de todos os que creem — em um mero transmissor de sabedoria oculta. E isso é outro evangelho, que Paulo advertiu ser anátema (Gálatas 1:8).

3. A Apologética Cristã Contra a Gnose: A Resposta da Igreja Primitiva

Diante dessa ameaça, os primeiros cristãos não ficaram em silêncio. Eles levantaram a voz com clareza, coragem e fidelidade às Escrituras.

Grandes defensores da fé:

  • Irineu de Lyon (século II): escreveu Contra as Heresias, um dos mais importantes tratados contra o gnosticismo. Ele defendeu a encarnação real de Cristo, a unidade da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) e a tradição apostólica como guardiã da verdade.
  • Tertuliano: usou lógica e ironia para expor as contradições dos sistemas gnósticos.
  • Hipólito de Roma e outros bispos: trabalharam para identificar e excluir falsos mestres das comunidades cristãs.

Estratégias eficazes:

  • Apelo à sucessão apostólica: a verdade não estava em revelações novas, mas naquilo que os apóstolos ensinaram.
  • Defesa da materialidade da salvação: se Cristo não assumiu verdadeiramente um corpo, “nossa fé é vã” (1 Coríntios 15:17).
  • Formação do cânon bíblico: a Igreja começou a definir quais escritos eram autenticamente apostólicos — justamente para combater textos gnósticos falsos (como o Evangelho de Tomé).

Lição para nós hoje:

Assim como os primeiros cristãos, somos chamados a “combater pelo evangelho” (Filipenses 1:27). Isso não significa agressividade, mas discernimento, estudo da Palavra e fidelidade à sã doutrina.

Em um mundo cheio de vozes que prometem “novas verdades”, precisamos voltar sempre à fonte: Jesus Cristo, a Palavra encarnada, revelada nas Escrituras.

Conclusão: Firmes, na Verdade, Livres da Ilusão

O gnosticismo antigo pode parecer distante, mas seus apelos — conhecimento exclusivo, espiritualidade sem encarnação, desprezo pelo mundo físico — continuam sedutores. Por isso, mais do que nunca, precisamos:

Conhecer bem a Bíblia — nossa única regra de fé e prática.
Valorizar a tradição cristã histórica — que preservou a fé contra erros antigos.
Viver uma espiritualidade encarnada — que ama a Deus com a mente, o coração e o corpo, e que cuida da criação como dom de Deus.

Que o Senhor nos conceda sabedoria para discernir o espírito da verdade do espírito do erro (1 João 4:6) — e que nossa fé seja sempre simples, bíblica e centrada em Cristo.

“Guardai-vos dos falsos profetas... Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:15–16)

** 

Saiba mais:  

Livro Gnosticismo: As Origens Gnósticas das Heresias na Igreja Primitiva A Verdade Revelada sobre as Heresias do Segundo Século

As Origens Gnósticas do Calvinismo

Por que deixei de ser calvinista (Parte 1): O calvinismo apresenta uma Bíblia descontextualizada da história

*****

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A Piedade: O Segredo de uma Vida que Agrada a Deus

08.12.2025

Postado pelo editor do blog

Vivemos em uma sociedade que valoriza a desempenho, o sucesso e a autoexpressão. Mas, como seguidores de Cristo, somos chamados a buscar algo mais profundo e duradouro: a piedade. A piedade, na sua essência bíblica, não é apenas um conjunto de regras a seguir ou uma demonstração externa de santidade; é uma atitude interna do coração, moldada pelo Espírito Santo, que resulta numa vida vivida em reverência, obediência e amor a Deus.

A Palavra de Deus nos exorta repetidamente a buscarmos a piedade. O apóstolo Paulo instruiu Timóteo: "Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida presente e da que há de vir" (1 Timóteo 4:7-8).

O Que é Piedade Genuína?

A piedade (em grego, eusebeia) é frequentemente traduzida como "reverência", "devoção" ou "santidade prática". Ela se manifesta de várias formas na vida do crente:

  1. Reverência a Deus: É o reconhecimento humilde da majestade, santidade e soberania de Deus. A piedade nos leva a adorá-Lo com temor e tremor (Salmos 2:11), não por medo servil, mas por uma profunda admiração e respeito por quem Ele é.
  2. Obediência Prática: A piedade não é teórica; é vivida. Jesus disse: "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15). A piedade se traduz em um desejo sincero de obedecer à Sua Palavra, não por obrigação legalista, mas como expressão do nosso amor e devoção. Ela nos leva a fugir do pecado e a buscar a justiça (1 Timóteo 6:11).
  3. Vida de Oração e Busca Constante: Uma pessoa piedosa anseia pela presença de Deus. Ela dedica tempo para a oração e o estudo da Palavra. Essa busca diligente reflete o que o salmista expressou: "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!" (Salmos 42:1).

A Necessidade Urgente da Piedade nos Últimos Dias

As Escrituras nos advertem que a piedade será uma característica rara nos tempos que precedem a volta de Cristo. Em 2 Timóteo 3:1-5, Paulo descreve os "últimos dias", onde os homens seriam amantes de si mesmos, avarentos, arrogantes e, crucialmente, teriam "aparência de piedade, mas negando-lhe o poder".

Essa é uma advertência severa para nós hoje. É fácil adotar uma fachada religiosa – frequentar a igreja, participar de atividades, usar a linguagem "gospel" – sem que haja uma transformação real e piedosa do coração. A verdadeira piedade possui poder: o poder de transformar vidas, de resistir à tentação e de refletir o caráter de Cristo.

A Fonte da Piedade

De onde vem essa piedade? Não é algo que podemos gerar por nosso próprio esforço ou força de vontade. A verdadeira piedade é um dom da graça de Deus, operado em nós pelo Espírito Santo.

Paulo nos lembra que a "graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente" (Tito 2:11-12).

É a graça de Deus que nos capacita a viver de forma piedosa. A piedade é fruto de uma vida rendida ao Senhorio de Cristo.

Um Chamado ao Exercício Espiritual

Buscar a piedade é o exercício espiritual mais valioso que podemos empreender. Ele molda nosso caráter, fortalece nossa fé e nos prepara para a eternidade com Cristo.

Que possamos, como crentes, atender ao chamado de Deus para sermos um povo piedoso, que O honra não apenas com palavras, mas com uma vida que reflete Sua glória.

  • "Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão." (1 Timóteo 6:11)

Que o Senhor Jesus nos ajude a crescer em graça e em piedade a cada dia, para a glória do Seu nome. Amém.

*****

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A Morte Não Tem a Última Palavra: A Esperança que Só Cristo Oferece

04.12.2025

Postado pelo Editor do Blog

Todos morrem. Essa é a única certeza que une a humanidade, do rei ao mendigo, do sábio ao leigo. Diante dessa realidade inescapável, filósofos, poetas e pensadores têm buscado, ao longo dos séculos, dar sentido à morte — ou, pelo menos, ensinar como conviver com ela sem desespero.

Sócrates via a morte como um sono ou uma viagem ao reino dos justos. Epicuro dizia que “quando estamos, a morte não está; quando a morte está, nós não estamos” — e, portanto, não deveríamos temê-la. Sêneca, o estoico, exortava: memento mori — “lembra-te de que és mortal” — como forma de viver com sabedoria. Heidegger a via como o chamado à autenticidade. E o filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho resume bem o sentimento moderno: “É exatamente por sabermos que vamos morrer que procuramos viver de maneira digna, justa e plena”.

Há verdade nisso? Sim — parcial. A Bíblia também reconhece que a consciência da finitude pode nos levar à sabedoria:

Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90.12)

Eclesiastes afirma que é melhor ir à casa do luto do que à casa do banquete, “porque naquele está o fim de todos os homens; e os vivos o aplicarão ao seu coração” (Eclesiastes 7.2).

Mas aqui está a diferença crucial: a Bíblia não se contenta em nos ensinar a conviver com a morte. Ela nos convida a vencê-la.

A morte não é natural — é inimiga

Enquanto muitas filosofias veem a morte como parte “natural” da existência, a Bíblia a apresenta como consequência do pecado e inimiga de Deus.

“Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte.” (Romanos 5.12)
“O último inimigo a ser destruído é a morte.” (1 Coríntios 15.26)

Não fomos criados para morrer. Fomos feitos à imagem de Deus, para viver em comunhão eterna com Ele. A morte é uma invasora, um sinal de que algo está profundamente quebrado no mundo.

A morte não é o fim — é um portal

Para o cristão, a morte não é um sono inconsciente, nem o nada, nem apenas uma passagem filosófica. É o portal para a presença de Cristo.

“Estou sendo pressionado dos dois lados: tenho o desejo de partir e estar com Cristo, pois isso é muito melhor.” (Filipenses 1.23)
“Portanto, temos confiança e preferimos estar ausentes do corpo e presentes com o Senhor.” (2 Coríntios 5.8)

A alma do crente não se dissolve. Não se perde na “Vontade” do universo, como em Schopenhauer. Não é aniquilada. Ela entra imediatamente na glória de Deus — enquanto aguarda a ressurreição final do corpo, quando a morte será engolida para sempre (1 Coríntios 15.54).

A vida plena não vem da finitude — vem de Cristo

Clóvis de Barros tem razão ao dizer que a finitude nos faz valorizar o tempo. Mas a plenitude da vida não nasce do medo da morte, e sim do encontro com Aquele que disse:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (João 11.25)

A ética cristã não é motivada pela necessidade de “deixar um legado” ou “viver com dignidade até o fim”. É fruto do amor a Deus e da graça que nos transforma. Não vivemos bem apesar da morte, mas porque Cristo já venceu a morte.

A verdadeira esperança não é filosófica — é histórica

Nenhuma filosofia ressuscitou dos mortos. Nenhum pensador voltou do túmulo para dizer: “Estou vivo, e você também será”. Mas Cristo ressuscitou — não como metáfora, mas como fato histórico, testemunhado por centenas (1 Coríntios 15.3–8).

É essa ressurreição que transforma a morte de inimiga em serva. Não tememos mais o túmulo, porque sabemos que ele foi esvaziado.

Conclusão: A morte perdeu seu aguilhão

O apóstolo Paulo, diante da morte, não filosofou — cantou:

“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Coríntios 15.55)

A esperança cristã não é uma tentativa de consolo humano diante do fim. É a certeza vitoriosa de que, em Cristo, a morte foi derrotada, o pecado, perdoado, e a vida eterna, garantida.

Por isso, o crente pode dizer, com coragem e paz:

“Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1.21)

Que essa seja a nossa filosofia — não de homens, mas do próprio Filho de Deus.

*****

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O Chamado à Integridade e o Alerta Contra as Contendas: Recomendações Espirituais

10.10.2025


Em tempos difíceis, nos quais o ódio é incitado e fake news são disseminadas, causando males e até mortes em diversos países, os cristãos devem ter um compromisso inabalável com a Palavra de Deus. O papel dos cristãos é espalhar tão somente Verdades, sendo a principal delas as Verdades da palavra de Deus.

O conteúdo ministrado, baseado na Palavra, pode, por vezes, incomodar ou não agradar, pois a mensagem toca em questões que as pessoas preferem evitar. Essa reação não é nova; profetas do passado, como Jeremias, foram hostilizados e quase morreram por pregar a Palavra do Senhor.

A Conduta Exemplar do Homem de Deus

A seriedade do trabalho em anunciar as verdades de Jesus Cristo tem sido o motivo pelo qual as pessoas têm procurado a igreja, buscando uma mensagem que vá ao encontro do coração. O pregador deve sempre tratar a todos com muito respeito, evitando a postura de alguns ministros que usam o púlpito para serem extremamente arrogantes, mal-educados, ou que criticam autoridades de forma "fora do tom" e anticristã. Cada indivíduo responderá a Deus pelos seus atos. A igreja não é espaço para esse tipo de atitude.

A reflexão espiritual se baseia em 1 Timóteo 6:11-14. Esta carta do apóstolo Paulo foi dirigida a Timóteo, um ministro que ele considerava um verdadeiro filho na fé, demonstrando grande cuidado com seu amadurecimento e a consolidação de sua fé. Timóteo, como ministro e pastor, tinha a obrigação de ser exemplo dos fiéis mais do que os demais, para poder instruir corretamente a igreja.

O apóstolo Paulo instrui Timóteo, o "homem de Deus," a fugir destas coisas e a seguir:

A justiça

• A piedade

• A fé

• O amor

• A constância

• A mansidão

Além disso, o homem de Deus é chamado a "pelejar a boa peleja da Fé" e a apoderar-se da vida eterna para a qual foi chamado. A ordem de Paulo é para que este mandamento seja guardado "sem mácula e irrepreensível" até a vinda de Jesus Cristo.

O Perigo das Cobiças e Contendas

As "coisas" das quais Timóteo deve fugir estão relacionadas à conduta não-exemplar e ao desvio doutrinário. No contexto do Capítulo 6, Paulo alerta sobre o perigo da cobiça, onde o amor ao dinheiro é classificado como "a raiz de todo mal".

Paulo também adverte contra aqueles que ensinam doutrinas diversas e que não seguem a doutrina e as palavras do Senhor Jesus Cristo. Tais pessoas são descritas como soberbas (arrogantes), que nada sabem e que "deliram acerca de várias questões de contendas das palavras".

Desta "contenda das palavras" e dessas disputas nascem:

• As invejas

• As porfias

• As injúrias

• As suspeitas maliciosas

Infelizmente, esse quadro — de uma verdadeira disputa pelo poder e pela fama — é observado em muitos rebanhos e igrejas evangélicas. Tais posturas nada contribuem para o engrandecimento do reino de Deus, mas, ao contrário, fazem com que as pessoas pensem duas vezes antes de entrar em uma igreja evangélica, especialmente quando confrontadas com exemplos chocantes de muitos pastores.

Atualmente tem-se observado muitos ministros dando péssimo exemplo aos fiéis, envolvendo-se em estelionato, falsos milagres, fake news e processos judiciais que causam espanto. Esses ministros não estão seguindo os conselhos do apóstolo Paulo ou o conselho do Espírito Santo de Deus de serem imitadores de Deus.

É vital que os crentes reflitam e orem, inclusive pelo próprio pregador, que reconhece não estar livre das tentações do diabo. É necessário reprovar posturas inadequadas, mas sempre com o cuidado de evitar palavras torpes que não condizem com a conduta cristã.
****
Fonte: https://youtu.be/bA-EGyhOfO8