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sábado, 10 de janeiro de 2026

Entendendo e Resistindo ao Gnosticismo: Lições da Igreja Primitiva para Hoje

10.01.2026

Postado por pastor Irineu Messias

Nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja enfrentou inúmeros desafios — não apenas perseguições externas, mas também ameaças internas à pureza do evangelho. Entre essas ameaças, uma das mais sutis e perigosas foi o gnosticismo. Embora tenha surgido há quase dois mil anos, seus ecos ainda ressoam em muitos ensinos contemporâneos que prometem “conhecimento secreto”, experiências místicas ou uma espiritualidade desvinculada da verdade bíblica.

Neste artigo, vamos explorar três pilares essenciais para compreender e resistir ao gnosticismo:

  1. O que é o gnosticismo?
  2. Qual o seu contexto histórico e por que ele é enganoso?
  3. Como os primeiros cristãos responderam a essa ameaça?

Que estas reflexões nos ajudem a permanecer firmes na fé que “foi entregue aos santos de uma vez por todas” (Judas 1:3).

1. O Que É o Gnosticismo?

O gnosticismo (do grego gnōsis, que significa “conhecimento”) era um movimento religioso-filosófico que surgiu no século I d.C., especialmente nas regiões do Império Romano onde culturas judaica, grega e oriental se encontravam. Seus seguidores acreditavam que a salvação não vinha pela fé em Cristo, mas por meio de um conhecimento esotérico e secreto, acessível apenas a uma elite espiritual.

Características principais:

  • Dualismo radical: o mundo material é mau; só o espiritual é bom.
  • Rejeição da criação física: Deus verdadeiro não criaria um mundo “sujo” — logo, o mundo teria sido feito por um deus inferior (chamado Demiurgo).
  • Cristo sem corpo real: muitos gnósticos negavam que Jesus tivesse vindo “em carne” (1 João 4:2–3), pois achavam impossível que o divino se unisse à matéria.
  • Salvação elitista: só os “iluminados” seriam salvos, enquanto os demais permaneceriam presos na ignorância.

Por que isso importa hoje?

Embora o gnosticismo antigo tenha sido condenado pelos pais da Igreja, suas ideias persistem. Hoje, vemos traços dele em:

  • Ensinos que valorizam “revelações pessoais” acima da Bíblia;
  • Movimentos que desprezam o corpo, a criação ou a vida cotidiana como “menos espirituais”;
  • Correntes que prometem acesso a “mistérios ocultos” ou níveis superiores de espiritualidade.

A Palavra de Deus, porém, afirma que a salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo — e não por conhecimento secreto (Efésios 2:8–9).

2. O Contexto Histórico da Gnose: Origens e Enganos

O gnosticismo não surgiu do nada. Ele foi fruto de uma mistura sincretista de ideias:

  • Filosofia grega (especialmente o platonismo, com sua visão negativa do corpo);
  • Religiões de mistério (que prometiam salvação por rituais secretos);
  • Elementos do judaísmo apocalíptico e até do zoroastrismo persa.

Essa “sopa cultural” gerou sistemas complexos, com deuses, eons, anjos caídos e narrativas mitológicas — tudo apresentado como a “verdadeira” interpretação do cristianismo.

As falácias centrais do gnosticismo:

  1. Negava a bondade da criação — contradizendo Gênesis 1:31 (“Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom”).
  2. Desumanizava Jesus — negando Sua encarnação real, Sua morte redentora e Sua ressurreição corporal.
  3. Criava divisões na Igreja — entre “espirituais” (os que tinham gnosis) e os “simples fiéis”.
  4. Substituía a cruz por um sistema de iluminação intelectual — tirando o foco da graça e colocando-o no mérito humano.

Por que combatê-lo?
Porque o gnosticismo corrompe o evangelho. Ele transforma o Cristo crucificado e ressurreto — Salvador de todos os que creem — em um mero transmissor de sabedoria oculta. E isso é outro evangelho, que Paulo advertiu ser anátema (Gálatas 1:8).

3. A Apologética Cristã Contra a Gnose: A Resposta da Igreja Primitiva

Diante dessa ameaça, os primeiros cristãos não ficaram em silêncio. Eles levantaram a voz com clareza, coragem e fidelidade às Escrituras.

Grandes defensores da fé:

  • Irineu de Lyon (século II): escreveu Contra as Heresias, um dos mais importantes tratados contra o gnosticismo. Ele defendeu a encarnação real de Cristo, a unidade da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) e a tradição apostólica como guardiã da verdade.
  • Tertuliano: usou lógica e ironia para expor as contradições dos sistemas gnósticos.
  • Hipólito de Roma e outros bispos: trabalharam para identificar e excluir falsos mestres das comunidades cristãs.

Estratégias eficazes:

  • Apelo à sucessão apostólica: a verdade não estava em revelações novas, mas naquilo que os apóstolos ensinaram.
  • Defesa da materialidade da salvação: se Cristo não assumiu verdadeiramente um corpo, “nossa fé é vã” (1 Coríntios 15:17).
  • Formação do cânon bíblico: a Igreja começou a definir quais escritos eram autenticamente apostólicos — justamente para combater textos gnósticos falsos (como o Evangelho de Tomé).

Lição para nós hoje:

Assim como os primeiros cristãos, somos chamados a “combater pelo evangelho” (Filipenses 1:27). Isso não significa agressividade, mas discernimento, estudo da Palavra e fidelidade à sã doutrina.

Em um mundo cheio de vozes que prometem “novas verdades”, precisamos voltar sempre à fonte: Jesus Cristo, a Palavra encarnada, revelada nas Escrituras.

Conclusão: Firmes, na Verdade, Livres da Ilusão

O gnosticismo antigo pode parecer distante, mas seus apelos — conhecimento exclusivo, espiritualidade sem encarnação, desprezo pelo mundo físico — continuam sedutores. Por isso, mais do que nunca, precisamos:

Conhecer bem a Bíblia — nossa única regra de fé e prática.
Valorizar a tradição cristã histórica — que preservou a fé contra erros antigos.
Viver uma espiritualidade encarnada — que ama a Deus com a mente, o coração e o corpo, e que cuida da criação como dom de Deus.

Que o Senhor nos conceda sabedoria para discernir o espírito da verdade do espírito do erro (1 João 4:6) — e que nossa fé seja sempre simples, bíblica e centrada em Cristo.

“Guardai-vos dos falsos profetas... Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:15–16)

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Saiba mais:  

Livro Gnosticismo: As Origens Gnósticas das Heresias na Igreja Primitiva A Verdade Revelada sobre as Heresias do Segundo Século

As Origens Gnósticas do Calvinismo

Por que deixei de ser calvinista (Parte 1): O calvinismo apresenta uma Bíblia descontextualizada da história

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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

MINDFULNESS E A FÉ CRISTÃ

23.10.2024

Postado por pastor Irineu Messias

Afinal o que é Mindfulness?

"Mindfulness é uma prática que consiste em focar a atenção no momento presente, sem julgamentos, e a observar os pensamentos, sentimentos e emoções. Também é conhecida como atenção plena"

Origem e Contexto da Prática

Mindfulness, ou atenção plena, tem raízes nas tradições budistas, onde é parte de um sistema de meditação que busca a iluminação e a libertação do ciclo de reencarnações (samsara). A prática está intimamente ligada a conceitos budistas como o desapego e a não-dualidade, que são diferentes das crenças centrais do Cristianismo, que enfatizam a relação pessoal com Deus, a redenção por meio de Jesus Cristo e a vida eterna.

Conflitos com Princípios Cristãos

  1. A Natureza de Deus: No Cristianismo, Deus é visto como um ser pessoal e relacional, enquanto no Budismo, muitas vezes, não há um deus pessoal central. A prática do mindfulness, que muitas vezes enfatiza o "eu" e a consciência, pode levar a uma abordagem mais individualista que não se alinha com a visão cristã da submissão a Deus.

  2. Desapego e Pecado: O mindfulness busca o desapego das emoções e dos pensamentos, fazendo com que os praticantes observem sua experiência sem julgamento. No entanto, o Cristianismo ensina a necessidade de lidar com o pecado e as emoções de maneira diferente: reconhecer nossos pecados, buscar perdão e transformação mediante Cristo.

  3. Redenção em Cristo: A centralidade da redenção em Jesus Cristo é um pilar do Cristianismo. A prática do mindfulness, ao se concentrar na experiência imediata e na auto-observação, pode desviar a atenção da necessidade de redenção e do relacionamento com Deus. Em vez de se voltar para Cristo, a prática pode incentivar uma busca por autossuficiência.

  4. O Papel da Oração: A oração cristã é um meio de comunicação com Deus, que envolve não apenas a meditação, mas também a intercessão, a adoração e a confissão. Em contraste, o mindfulness muitas vezes se concentra na autorreflexão e na meditação silenciosa, que pode não levar a um engajamento ativo com a divindade.

Considerações Finais

Embora seja possível argumentar que a prática de mindfulness pode oferecer benefícios como redução do estresse e maior autoconsciência, esses aspectos não compensam as preocupações teológicas e filosóficas mais profundas que surgem de suas raízes budistas. Como cristãos, é fundamental discernir entre práticas que promovem um crescimento espiritual alinhado com a Palavra de Deus e aquelas que podem desviar os fiéis de uma compreensão mais profunda de sua fé em Cristo e da intimidade com Deus que se dá tão-somente pela não oração e não pela meditação focada em si mesmo.

Portanto, a adoção de práticas como o mindfulness, a partir de uma clara compreensão teológica cristã, tem implicações espirituais, visto que se confronta com a centralidade da fé cristã e no relacionamento com Deus. A meditação se concentra no próprio indivíduo e não em Cristo. Ademais tem a ver, como foi dito acima, com meditação que busca a iluminação e a libertação do ciclo de reencarnações (samsara). Sendo a reencarnação, uma doutrina refutada pelas Escrituras Sagradas, em que um de seus textos diz: 


"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo". Hebreus 9:27 (grifo nosso)

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sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Refutações Teológicas à Antroposofia: Uma Perspectiva do Cristianismo Bíblico

04.10.2024
Postado por Irineu Messias

A análise da antroposofia à luz da Escritura e da teologia cristã tradicional revela várias preocupações e refutações. A antroposofia propõe uma visão holística do ser humano e do universo que pode entrar em conflito com a revelação bíblica e os princípios fundamentais da fé cristã. Eis alguns pontos de vista e refutações:

1. Visão do Ser Humano

Ponto de Vista Bíblico:

A Bíblia ensina que o ser humano é criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27) e que a essência do ser humano é a relação com o Criador. A separação entre corpo, alma e espírito, conforme mencionado em 1 Tessalonicenses 5:23, é reconhecida, mas tal divisão não implica uma abordagem holística que seja não bíblica.

Refutação Teológica:

A antroposofia enfatiza a influência de esferas espirituais e seres superiores que moldam a vida humana. Isso pode levar à promoção de um humanismo espiritual que desconsidera a soberania de Deus sobre a criação. O cristianismo bíblico sustenta que a salvação e a verdadeira transformação do ser humano vêm apenas através da fé em Cristo (João 14:6), e não pela ascensão espiritual mediante caminhos esotéricos ou práticas antroposóficas.

2. Natureza Espiritual e Esoterismo

Ponto de Vista Bíblico:

A Escritura afirma a triunidade de Deus e a suficiência de Sua Revelação (Hebreus 1:1-2). A crença em esoterismo e em verdades ocultas, como propõe a antroposofia, vai contra a ideia de que a verdade divina é revelada claramente na Bíblia.

Refutação Teológica:

A antroposofia promove a ideia de uma sabedoria oculta e conhecimentos que devem ser desvendados por meio da meditação e da pesquisa espiritual. Essa abordagem pode ser vista como uma nova forma de gnosticismo, que a Carta de Colossenses refuta claramente (Colossenses 2:8). Os cristãos são advertidos contra filosofias que se baseiam em tradições humanas e não na verdade do Evangelho.

3. Visão de Deus e da Criação

Ponto de Vista Bíblico:

A teologia cristã ortodoxa defende que Deus é um ser pessoal, não uma força ou princípio impessoal. Ele é o Criador do universo, que se relaciona com a criação de uma maneira direta e pessoal (Salmo 19:1-4).

Refutação Teológica:

A antroposofia, em muitos aspectos, apresenta uma visão panteísta, onde a divindade está presente na natureza de forma difusa. Tal perspectiva não se alinha com a doutrina cristã que ensina que Deus transcende Sua criação e que a relação com Ele é mediada por Jesus Cristo (João 1:1-14). Panteísmo nega as distinções claras entre Criador e criatura propostas nas Escrituras.

4. Cura e Saúde

Ponto de Vista Bíblico:

Embora a Bíblia reconheça a importância da saúde física e emocional, ela também enfatiza que a verdadeira cura e restauração vêm da fé e da oração (Tiago 5:14-15). A prática da medicina deve ser à luz da soberania de Deus e da confiança em Seu poder.

Refutação Teológica:

A medicina antroposófica propõe métodos e remédios que muitas vezes são baseados em princípios não científicos ou místicos, o que pode levar à dependência de práticas que desconsideram a eficácia e a provisão de Deus através dos meios tradicionais de cuidado. A Bíblia, embora não reprove a medicina científica, não valida práticas que se afastam da dependência em Deus e da verdade revelada.

Conclusão:

A antroposofia apresenta uma visão da vida e do ser humano que, embora holística e atraente para alguns, se desvia fundamentalmente da revelação bíblica e da doutrina cristã ortodoxa. O cristão é chamado a discernir essas influências à luz das Escrituras e a permanecer firme na fé que foi uma vez para todos entregue aos santos (Judas 1:3), confiando na suficiência de Cristo e, na verdade da Palavra de Deus.

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terça-feira, 22 de março de 2022

Doreen Virtue: Maior escritora da Nova Era entrega a vida a Jesus após ler o Antigo Testamento

22.03.2022

Do portal GOSPEL MAIS, 16.03.22

Por  Tiago Chagas

https://noticias.gospelmais.com.br/files/2022/03/doreen-virtue.jpg 

A escritora Doreen Virtue relatou em um artigo seu testemunho de abandono à Nova Era e suas crenças demoníacas e a conversão à mensagem do Evangelho.

Autora best-seller, Doreen Virtue chegou a ser a escritora com mais livros vendidos em todo o mundo sobre o tema. Um dia, ouvindo um sermão expositivo em uma emissora de rádio, ela decidiu que precisava conhecer a verdadeira mensagem bíblica, e sua vida mudou desde então.

Confira o artigo escrito pela autora relatando seu testemunho de vida, e publicado pela revista Christianity Today:

Há cinco anos, eu era a autora de Nova Era mais vendida do mundo. Na época, eu desfrutava de um estilo de vida fenomenalmente lucrativo. Eu morava em um rancho de 50 acres no Havaí. Minha editora me tratou como uma estrela do rock, levando eu e meu marido de primeira classe para dar workshops esgotados em todo o mundo. Nós ficávamos em suítes de cobertura em hotéis chiques e nos acotovelávamos com celebridades.

No entanto, apesar desse sucesso mundano, eu não estava em paz. Para toda a minha busca da Nova Era, havia respostas que eu nunca poderia encontrar.

O engano do diabo

Cresci na falsa igreja da Ciência Cristã, embora minha mãe sempre dissesse que éramos cristãos. Fui ensinada a ignorar as partes “negativas” da Bíblia, como a queda da humanidade e a crucificação de Jesus. Na medida em que estudamos as Escrituras, apenas escolhemos versículos ou os lemos fora de contexto. Então eu estava pronta para o engano do Diabo.

Fui para a Chapman University, na Califórnia, onde me formei em psicologia e me tornei terapeuta profissional. A partir daí, encontrei um agente literário e comecei a escrever livros de autoajuda para grandes editoras. Isso trouxe convites para falar em conferências e aparecer no rádio e na televisão, onde preguei o evangelho da autoajuda.

Quando um editor da Nova Era se ofereceu para transformar minha dissertação de psicologia em um livro de autoajuda, concordei. Com essa editora, comecei a escrever outros livros de psicologia que incorporavam minhas crenças da Ciência Cristã. A popularidade deles me rendeu um trabalho como palestrante com um grupo de professores e vendedores da Nova Era que viajaram para centros de convenções na América do Norte.

Durante os intervalos das palestras, eu andava pelos andares da convenção e visitava os vários estandes da Nova Era. Fiquei intrigada com os cristais de cura e outras mercadorias exóticas que eles exibiam, bem como as técnicas de cura que eles promoviam, que envolviam som, energia, massagem e ioga. Com esses fornecedores, aprendi mais sobre as crenças e práticas da Nova Era.

Logo, eu estava ensinando esses métodos da Nova Era em meus workshops e incorporando-os em meus livros. Enquanto isso, mergulhei em ioga, meditação oriental, limpeza de chakras, astrologia, adivinhação e outras práticas da Nova Era. Os adeptos da Nova Era costumam ver o cristianismo como tendo regras dogmáticas, mas têm seus próprios padrões rígidos sobre o que uma “pessoa iluminada” deve e não deve fazer.

Durante meus 20 anos como professora de Nova Era, fiz turnês com outros autores best-sellers. Promoveríamos técnicas como “quadros de visão” e “afirmações positivas”, acreditando e ensinando que “suas palavras criam sua realidade”. Muitos de nós distorcemos as palavras de Jesus para sugerir que Deus lhe daria tudo o que você pedisse. E o tempo todo, mantínhamos nossa riqueza e fama como evidência de que nossos princípios eram verdadeiros e eficazes.

No entanto, apesar desse sucesso mundano, éramos pecadores impenitentes com vidas marcadas por divórcios e vícios. Ter palestras esgotadas, aplausos de pé, fãs adoráveis e amigos famosos nos deu egos inchados. Lembro-me de acreditar que cada pensamento meu era uma mensagem ou um sinal de Deus ou de seus anjos.

Todo o tempo, eu me convenci de que era realmente uma cristã, embora uma cristã de “mente aberta” que era superior a todos aqueles seguidores de mente estreita que só acreditavam em Jesus. Para mim, Jesus funcionou como um “guia espiritual” que, como um gênio mágico, me ajudou a realizar meus desejos. Eu era uma estudante de religiões do mundo e até tinha um colar com símbolos de todas as principais religiões. Eu acreditava que todos os caminhos levavam ao céu e todas as religiões adoravam o mesmo Deus.

Claro, nem eu, nem nenhum dos outros professores da Nova Era jamais apontaram para o verdadeiro Jesus Cristo. Certamente nunca dissemos a ninguém para ler suas Bíblias. Em vez disso, encorajamos as pessoas a buscarem seus desejos egoístas, tornando-as mais cobiçosas e materialistas.

Arrependimento

Como alguém com uma curiosidade intensa sobre as religiões do mundo, eu frequentemente ouvia rádios cristãs, bem como estações especializadas em budismo, hinduísmo, xamanismo, adoração de deusas celtas e vários outros tipos de espiritualidade. Faminta por respostas, procurei por toda parte.

Em janeiro de 2015, eu estava dirigindo por uma estrada havaiana enquanto ouvia o pastor escocês Alistair Begg na Christian Satellite Network. Begg estava dando um sermão expositivo chamado “Coceira nas Orelhas”. Foi por volta de 2 Timóteo 4, onde o apóstolo Paulo escreve que no fim dos tempos, as pessoas vão querer que seus ouvidos coceguem por falsos mestres que oferecem falsas esperanças (v. 3). Eu poderia dizer que ele estava descrevendo pessoas como eu.

Deus usou o sermão de Begg para me condenar pela primeira vez na vida. Suas palavras perfuraram meu coração de pedra, e eu me senti envergonhada de meus falsos ensinamentos. Quando cheguei em casa, disse ao meu marido, Michael, que queria começar a frequentar uma igreja cristã de verdade. Ele prontamente concordou.

Depois de uma vida inteira de envolvimento nas práticas da Ciência Cristã e da Nova Era, levou tempo para limpar as teias de aranha da falsa crença. Percebi que não confiava em Deus para suprir minhas necessidades. Então, em vez de orar e confiar no Senhor, continuei confiando em cartões de adivinhação, astrologia, leituras psíquicas, horóscopos e cristais.

Ler a Bíblia inteira mudou tudo. Quando cheguei a Deuteronômio 18:10–12, encontrei uma lista de atividades pecaminosas que incluíam várias que eu estava praticando, como adivinhação, interpretação de sinais e presságios e mediunidade. Esta passagem diz que as pessoas que usam esses métodos são “detestáveis”, uma abominação para Deus.

Eu estava quebrada, profundamente envergonhada e humilhada por essas palavras. Caí de joelhos de vergonha e tristeza. “Sinto muito, Deus!”. Continuei chorando em arrependimento. “Eu não sabia!”. Naquele mesmo dia entreguei minha vida a Jesus como Senhor e Salvador.

A decisão teve consequências de longo alcance. Meu marido e eu deixamos nossa casa chique no Havaí. Minha editora New Age encerrou nossa parceria profissional. E a Nova Era me tratou como objeto de desprezo e escândalo depois que comecei a renunciar publicamente às minhas velhas crenças. Eles me enviaram mensagens de ódio diariamente, acusando-me de traição. Também experimentei a guerra espiritual pela primeira vez, o que me aproximou ainda mais de Deus.

Para aprender melhor como dividir corretamente a Palavra de Deus, completei um mestrado em estudos bíblicos e teológicos no Western Seminary em Portland, Oregon. Foi incrível ver como Deus me deu a capacidade de entender o Evangelho depois de uma vida inteira acreditando em uma visão distorcida das Escrituras.

Ter que admitir que eu estava errada para o mundo inteiro – meus livros foram publicados em 38 idiomas – foi profundamente humilhante. Mesmo assim, eu precisava dessa humildade para aprender melhor a me apoiar em Deus. Ainda me sinto culpada por saber que as pessoas continuam a usar e vender meus produtos antigos, mesmo que eu tenha implorado para que parassem. Mas essas situações oferecem oportunidades para compartilhar o Evangelho. Eu oro continuamente para que Deus use meu testemunho para apontar Jesus para os Nova Era.

Depois de buscar, mas nunca encontrar a paz na Nova Era, finalmente a encontrei em Cristo. Apesar das tempestades em minha vida, minha esperança e confiança no Senhor me mantém firme.

Doreen Virtue é a autora de Deceived No More: How Jesus Led Me out of the New Age and into His Word (“Enganada Não Mais: Como Jesus Me Conduziu da Nova Era à Sua Palavra”, em tradução livre).

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Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/nova-era-escritora-jesus-antigo-testamento-152697.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

LEI MORAL & LEI CERIMONIAL - O grande equívoco do adventismo

17.11.2021

Do Facebook do diácono Sérgio Baeta,11.11.2021

Por Diácono Sérgio  Baeta

Pode ser uma imagem de texto que diz "LEI MORAL X LEI CERIMONIAL VANIFUSMO INTEGRADO"

 LEI MORAL & LEI CERIMONIAL
 
A Lei de Deus é a Torá com seus 613 mitzvot (instrução) ela é UNA e INDIVISÍVEL.
 
1- A Bíblia Sagrada NÃO faz distinção entre Lei Moral ou Lei Cerimonial. Isto é insustentável biblicamente.
 
2- Não existe um único texto bíblico dizendo que “este ou aquele” é mandamento Moral ou mandamento Cerimonial.
 
3- Dividir a Lei é surreal, isto é uma sutileza dos (doutores da lei adventista) para chancelar que apenas as Leis Cerimoniais foram abolidas na cruz, mas a Leis Morais (os dez mandamentos) estão vigentes.
 
4- A Lei Moral — São preceitos éticos que estabelecem uma vida de conduta correta e integra, um padrão universal de justiça a ser seguido por todos os povos, em todos as épocas que deva fazer parte da vida cotidiana do homem e irrevogáveis. Ex: Não Mataras, é uma Lei moral universal para todos os povos que não pode ser ab-rogada (abolida).
 
5- A Lei Cerimonial — São preceitos cujas observâncias regulam os atos solenes e ritualísticos, inclusive o sistema sacrificial praticado pelo povo de Israel da Antiga Aliança. Ex: O sábado, a lei cerimonial do descanso de um dia semanal foi ab-rogado (abolido) na Cruz (cf. Cl 2:14-17; Ef 2:15.)
 
6- O sábado é um mandamento de aspecto cerimonial porque os sacerdotes podiam profaná-lo. Ou não lestes na Lei que neste dia, os sacerdotes no templo VIOLAM o sábado e FICAM SEM CULPA?(cf. 1Sm 21:6; Mt 12:1-5).
 
Obs. — Jesus sendo o SENHOR ATÉ DO SÁBADO não imputou culpa aos seus discípulos. (Mc 2:28).
 
7- Na passagem da cura do paralítico no tanque de Betesda além de Jesus ter VIOLADO o dia do sábado, também disse ao paralítico toma a sua cama e anda, fazendo ele também VIOLAR o sábado. Pelo qual os judeus lhe disseram: Hoje é sábado, não te é licito levar a cama. Por isso os judeus queriam matar Jesus, porque não GUARDAVA o sábado. (João 5:5-18).
 
8- Tanto Jesus violou o sábado curando, quanto o paralítico carregando a cama sobre a ordem de Jesus (Levanta-te, toma a tua cama e anda. João 5:8). 
 
Obs. — Será que Jesus induziu aquele homem a VIOLAR um mandamento MORAL? Ou será que o sábado é um mandamento CERIMONIAL?
 
9- Não existe CONCESSÃO de TRANSGREDIR uma “Lei Moral” para que fiquem sem culpa.
10- O fato do Sábado “preceito cerimonial” estar entre 09 (nove) “preceitos morais”, não faz dele um preceito MORAL! 
 
Rev. Dr. Potts, Metodista, diz: "A Lei sob a dispensação mosaica foi formulada em 09 (nove) preceitos morais, com 01 (um) preceito cerimonial/ritual (descanso) de um dia semanal. [6+1+3=10).
 
"[...] sabendo que FUI posto para DEFESA do Evangelho" Filipenses 1:17.
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Fonte:https://www.facebook.com/photo/?fbid=4877605288940557&set=a.459210817446715