JESUS CRISTO, A ÚNICA ESPERANÇA
Jesus Cristo, o Filho do Deus Único e Verdadeiro, é a única Esperança de Vida Eterna para toda a Humanidade
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sábado, 21 de fevereiro de 2026
A Sombra do Onipotente
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Sendo Cristão nas Redes Sociais: Testemunho, Verdade e Amor no Mundo Digital
20.02.2026
Publicado por pastor IrineuMessias
Vivemos
dias em que o mundo digital se tornou uma extensão da praça pública — um lugar
onde ideias circulam, corações são tocados e testemunhos são dados. Nesse
contexto, somos chamados, como filhos da luz, a viver com coerência entre o
que cremos e o que postamos, entre a fé que professamos nos cultos e a
conduta que assumimos nas telas. A Palavra de Deus nos exorta: “Seja a
vossa palavra: Sim, sim; Não, não” (Mateus 5.37). Que esta mesma
integridade nos guie também no ambiente virtual.
As
redes sociais, embora criadas pelo homem, as nossas redes devem estar sob
o senhorio de Cristo. Por isso, o uso delas deve ser edificante, verdadeiro
e cheio de graça. Não basta apenas evitar o mal; é necessário semear o bem.
Compartilhar conteúdos que glorifiquem a Deus, que proclamem o Evangelho
de Cristo, promovam a paz, a justiça e o amor ao próximo — eis a nossa missão
digital! Lembremo-nos de que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm
do alto” (Tiago 1.17), e que nossas publicações devem
refletir nossa conduta cristã.
Contudo,
há um perigo sutil e devastador rondando as redes: a desinformação, as
chamadas fake News. Essas mentiras, muitas vezes
disfarçadas de “alerta” ou “revelação”, geram pânico, alimentam o
medo, semeiam divisão e até incitam preconceito e xenofobia — frutos amargos que jamais brotam do
Espírito Santo. A Bíblia é clara: “Não dareis falso testemunho contra o
teu próximo” (Êxodo 20.16). E Jesus nos advertiu: “Pela
tua palavra serás justificado, e pela tua palavra serás condenado” (Mateus
12.37). Por isso, repitamos com firmeza: mentira não se propaga!
Antes, sejamos "praticantes da verdade” (João 3.21).
A
vida cristã exige domínio próprio, sabedoria e discernimento — virtudes
do fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23). Não somos guiados pelo impulso do
momento, mas pela unção do Santo Consolador. Que cada comentário, cada
compartilhamento, cada reação nas redes seja precedido de
oração e reflexão: “Isso honra a Cristo? Isso edifica meu
irmão? Isso revela o caráter de Jesus?”
Lembremo-nos,
por fim, dos dois grandes papéis que o Senhor nos confiou na sociedade: refletir
a pessoa de Jesus Cristo e servir com humildade. Nas redes, assim
como na rua, na igreja ou no lar, somos embaixadores de Cristo (2 Coríntios
5.20). Que o nosso perfil digital seja um altar onde o nome de Jesus seja
exaltado — não por palavras vazias, mas por uma vida coerente, cheia de
graça e verdade.
Que
o Senhor nos guarde dos enganos deste século e nos use como instrumentos de Sua
luz, mesmo nos tempos digitais.
Em Cristo, nossa Rocha e Redentor
*****
Os Cinco Pontos da Era Patrística: Explorando os Fundamentos do Agostinianismo-Calvinismo
- Deus oferece a salvação igualmente.
- Resposta residual de livre escolha
- Uma tonificação universal
- Eleição condicional baseada em conhecimento prévio
- A vida eterna para aqueles que respondem com fé.
- Vamos explorar cada um desses pontos com mais detalhes:
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Onde está a Arca da Aliança? O que aconteceu com ela?
O
destino da Arca da Aliança permanece um dos mistérios da Bíblia. As Escrituras
sugerem que a arca reaparecerá um dia como parte do plano de Deus.
Por
mais de dois mil anos, pessoas ao redor do mundo têm se fascinado pelo mistério
do que aconteceu com a Arca da Aliança, o elemento central da adoração
israelita no Antigo Testamento. O mistério começa onde o relato histórico da
Bíblia termina, na época do Rei Josias (2 Crônicas 35:1-6; 2 Reis 23:21-23),
quando a arca desaparece do registro bíblico. Ela não é mencionada quando os
babilônios saquearam Jerusalém e destruíram o templo, o que leva a especulações
sobre seu destino. Alguns acreditam que ela foi escondida ou levada para outro
lugar; referências em textos apócrifos, como 2 Macabeus, sugerem que Jeremias a
escondeu em uma montanha. As teorias sobre sua localização variam amplamente,
da Etiópia aos arredores da Colina de Tara, na Irlanda, nenhuma das quais é
verificável. Apocalipse 11:19 indica que a arca será vista novamente nos
últimos dias, sugerindo que ela ainda existe e ressurgirá como parte da
profecia.
- A Arca
da Aliança era um baú de madeira de acácia revestido de ouro (Êxodo
25:10-22) que continha um jarro de maná (Êxodo 16:33-34), a vara de Arão (Números 17:10) e os Dez Mandamentos (Deuteronômio
10:2-5).
- Foi
guardado no santuário interior do tabernáculo no deserto e, finalmente, no
Lugar Santíssimo do templo quando este foi construído em Jerusalém.
- A
tampa da arca era chamada de "propiciatório". Sobre a tampa
havia dois querubins de ouro, frente a frente, com as asas estendidas para
cima, cobrindo o propiciatório. A presença de Deus se manifestava acima
dele, entre os querubins, quando Ele falava com o sacerdote.
- O
propiciatório era importante porque, uma vez por ano, o sumo sacerdote
entrava no Lugar Santíssimo, onde a arca era guardada, e aspergia sangue
sobre a tampa para fazer expiação pelos pecados daquele ano (Levítico 16). Este era o único lugar no mundo onde
essa expiação podia ocorrer.
- Em 1
Samuel, a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus depois que Israel
a levou para a batalha na esperança de obter a vitória, mas, em vez disso,
sofreu uma derrota (1 Samuel 4:1-11). A Arca trouxe pragas sobre as
cidades filisteias, levando-as a devolvê-la a Israel, onde finalmente
repousou em Quiriate-Jearim (1 Samuel 5-7).
- 2
Crônicas 35:1-6 e 2 Reis 23:21-23 contêm a última menção bíblica da arca
durante o reinado do Rei Josias. Ele havia redescoberto a Lei, e os
israelitas celebraram a Páscoa pela primeira vez desde a época de Samuel.
- Embora
Moisés não tivesse permissão para entrar na Terra Prometida por causa de
sua desobediência, ele garantiu que a Lei fosse escrita e a entregou aos
sacerdotes que carregavam a arca, para que pudessem ensiná-la ao povo e
instruí-los a seguir o Senhor, obedecendo-lhe (Deuteronômio 31:1-13).
- Jeremias 3:15-18 fala de um tempo em que a arca
não será mais necessária nem fará falta. Naquele tempo, os judeus seguirão
a Deus livre e completamente e terão acesso a Ele.
- Apocalipse 11:19 prediz o aparecimento da arca no
templo celestial, afirmando sua existência contínua e sua importância
futura em eventos escatológicos.
As pessoas são fascinadas pelo desaparecimento da Arca da Aliança. Teorias modernas sobre sua localização incluem a de que ela viajou para a África (Etiópia ou Egito) através de Salomão e da Rainha de Sabá; que está escondida sob Jerusalém em um local inacessível devido à sua proximidade com a Mesquita do Domo da Rocha; e que o Rolo de Cobre descoberto nas cavernas de Qumran descreve sua localização, embora não possa ser decifrado com precisão suficiente para precisar o local exato. Um conto irlandês chega a afirmar que a arca está enterrada sob a colina de Tara.
A Igreja Ortodoxa Etíope alega possuir a arca em um cofre trancado. Há também lendas que afirmam que ela está na posse dos Cavaleiros Templários ou dos Maçons. Mas nenhuma dessas histórias é plausível. Nem a ideia de que Indiana Jones a encontrou em Tanis, no Egito, e a trouxe para os Estados Unidos, onde o governo a armazenou em um depósito. Embora não seja canônico, o Segundo Livro dos Macabeus afirma, em seu segundo capítulo, que o profeta Jeremias recebeu uma visão para esconder a Arca e outros artefatos em uma caverna na montanha que Moisés subiu para contemplar a terra de Israel antes de sua morte (Deuteronômio 34:1-6).
Esses textos refletem a tradição judaica de que Jeremias desempenhou um papel na preservação da Arca da captura pelos babilônios. As principais teorias sobre o que aconteceu com a Arca incluem que ela foi 1) destruída, 2) levada pelos babilônios ou 3) escondida pelo povo judeu antes da destruição do Templo. Embora intrigante, a localização física da Arca é menos importante do que as verdades que ela representa: a presença de Deus, Sua aliança e Sua fidelidade. Ela nos ensina sobre a natureza eterna das promessas de Deus e o cumprimento de Seus planos. A Arca, seja encontrada ou não, nos lembra que os propósitos de Deus não são limitados pelo tempo ou pela compreensão humana, mas sempre caminham para o cumprimento em Seu tempo perfeito.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Os 5 Pontos da Patrística: Redescobrindo a Soteriologia Primitiva e o Legado de Agostinho
10.02.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*
1. Quem é Ken Wilson e qual sua pesquisa?
2. A Soteriologia Tradicional: O Acrônimo GRACE
G - God offers salvation equally (Deus oferece salvação igualmente)
R - Residual free choice response (Resposta pela livre escolha residual)
A - Atonement universally (Expiação universal)
C - Conditional election based on foreknowledge (Eleição condicional baseada na presciência)
E - Eternal life for those who respond in faith (Vida eterna para os que respondem em fé)
3. O "Enigma" de Agostinho: Antes e Depois da Conversão
Neoplatonismo, Maniqueísmo, Gnosticismo e Estoicismo: Todos esses sistemas possuíam elementos de determinismo e uma visão dualista ou unilateral da realidade.
A Fase Cristã Inicial (386 d.C.)
A Grande Mudança (412 d.C.)
4. O Papel da Lógica e da Filosofia na Teologia
A Alternativa do Molinismo
Conclusão
******
Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=LN6GyYl5GXQ
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
O Que é a Doutrina da Trindade: Um Guia Simples
09.02.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias
Índice
- Começando pelo básico: o que é a Trindade?
- Fundamento bíblico em poucos passos
- Armadilhas comuns: analogias e heresias clássicas
- Um giro rápido na cidade
- Por que Trindade é importante na vida diária
- Dúvidas difíceis que sempre surgem
Começando pelo básico: o que é a Trindade?
Vamos entender a Trindade de forma clara e simples. Quando afirmamos que Deus é “um Deus em três Pessoas”, queremos dizer que existe um único Deus — uma só essência divina — que existe eternamente em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo. Cada uma dessas Pessoas é plenamente Deus, coeterna (sempre existe) e coigual (todas têm a mesma aparência).
Não são três deuses separados, nem partes de Deus divididas, mas três pessoas que compartilham a mesma natureza divina. Por exemplo, o Filho, além de ser totalmente Deus, também se fez homem na encarnação (isso se chama união hipostática: uma Pessoa com duas naturezas, divina e humana). Em resumo:
- Unidade na essência: só há um Deus.
- Distinção nas Pessoas: três Pessoas diferentes, mas um só Deus.
Para uma explicação acessível, veja a doutrina da Trindade.
A palavra “Trindade” está na Bíblia?
Você pode se perguntar: “Mas a palavra 'Trindade' aparece na Bíblia?” Na verdade, não. Esse termo foi criado depois para ajudar a explicar o que a Bíblia ensina. O que importa não é o nome, mas o ensino que ele resume. A Bíblia mostra claramente que Deus é uno, e que o Pai, o Filho e o Espírito são divinos e diferentes.
Os primeiros cristãos obtiveram palavras técnicas (como ousia para essência e hipóstase para pessoa) para proteger essa verdade contra erros. Então, a ausência da palavra “Trindade” no texto bíblico não invalida a doutrina. O que vale é ser fiel ao que as Escrituras revelam.
A Trindade é um mistério ou uma contradição?
Às vezes, parece difícil entender como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo. Mas a Trindade não é uma contradição lógica — não é dizer que algo é e não é ao mesmo tempo. É um mistério coerente.
Deus é um em essência (o que Ele é) e três em pessoa (como Ele existe pessoalmente). Isso significa que, embora nossa mente finita não consiga compreender tudo, podemos afirmar essa verdade sem erro, já que mantemos a distinção entre essência e pessoa.
Dica: Pense na Trindade como uma família perfeita, onde há unidade no amor e na essência, mas cada pessoa é única. Isso ajuda a entender sem confundir.
Versículos-chave para lembrar
Com esses pontos, você já tem uma base sólida para entender e explicar a Trindade de forma simples, fiel e bíblica.
Fundamento bíblico em poucos passos
Vamos direto ao ponto: a Bíblia é clara sobre a existência de um só Deus, mas também revela que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo — três Pessoas divinas e distintas. Entender isso é essencial para não se perder em explicações confusas ou erradas.
1. Um só Deus
A Bíblia começa afirmando que Deus é único. Por exemplo:
- Deuteronômio 6:4 : "Ouve, Israel: o Senhor nosso Deus, o Senhor é um só."
- Isaías 43:10–11 e 44:6 reforçam essa unicidade.
- No Novo Testamento, Jesus cita o Shemá (Marcos 12:29), e Paulo lembra que há "um só Deus" (1 Coríntios 8:4–6).
Esses versículos mostram que o monoteísmo (crer em um só Deus) é a base da fé cristã.
2. Pai, Filho e Espírito Santo: divinos e diferentes
Agora, onde a Bíblia mostra que Deus é três Pessoas? Veja alguns exemplos:
Além disso, passagens como o batismo de Jesus (Mateus 3:16–17) e a fórmula batismal (Mateus 28:19) mostram as três Pessoas juntas, mas não confundidas.
3. Versículos para ler hoje
Quer um roteiro prático para entender e explicar Trindade? Leia estes textos com calma:
- João 1:1–14 — O Verbo (Jesus) é Deus e se fez carne.
- Mateus 3:16–17 — O batismo de Jesus: Pai, Filho e Espírito juntos.
- Mateus 28:19 — A fórmula batismal trinitária.
- 2 Coríntios 13:14 — A vitória que menciona as três Pessoas.
- João 14–16 — Jesus fala do Espírito Santo que virá.
- João 20:24–29 — Tomé Jesus confirmado como Deus.
- Atos 5:3–4 — O Espírito Santo é tratado como Deus.
- Colossenses 1 e 2:9 — A plenitude da divindade em Cristo.
Dica: Ler esses textos em conjunto ajuda a ver que Deus é um só em essência, mas três em Pessoas — uma verdade que a Bíblia mantém com clareza e profundidade.
Com esses passos, você tem um panorama bíblico simples e sólido para entender e ensinar a Doutrina da Trindade sem confusão.
Armadilhas comuns: analogias e heresias clássicas
Você já deve ter ouvido aquelas explicações do tipo: “Deus é como um ovo, que tem casca, clara e gema”, ou “Deus é como a água, que pode ser líquida, sólida ou gasosa”, ou ainda “Deus é como o sol, que tem luz, calor e forma”. Essas analogias são populares, mas infelizmente não funcionam para explicar a Trindade. Por quê?
Por que as analogias do ovo, da água ou do sol não funcionam para explicar Deus?
Essas imagens falham por três motivos principais:
Elimine a distinção pessoal:
Por exemplo, a água em seus três estados (líquido, sólido, gasoso) é sempre a mesma substância, só muda a forma. Isso sugere que Deus seria um só que aparece de modos diferentes, ou que chamamos de modalismo . Mas a Bíblia mostra que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas que se relacionam (Jesus ora ao Pai, o Espírito consola).
Dividem a essência:
O ovo tem casca, clara e gema, partes diferentes que formam um todo. Isso pode levar ao triteísmo — a ideia errada de que existem três deuses separados, o que contradiz o monoteísmo bíblico (Deuteronômio 6:4).
Simplificamos demais um ser infinito:
Deus é infinito e perfeito, e nossas categorias humanas são limitadas. Toda analogia humana quebra em algum ponto. Por isso, é melhor usar a Bíblia para mostrar o que Deus revelou e lembrar que analogias são apenas uma ajuda temporária, não uma definição completa.
O que é modalismo, triteísmo e arianismo? Por que não batem com a Bíblia?
Dica importante:
"Cada erro nega algum dado bíblico essencial: ou a unidade, ou a divindade plena, ou a distinção pessoal. Por isso, é fundamental conhecer bem as Escrituras para não cair nessas armadilhas."
Como evitar explicar que levam a erros doutrinários?
Aqui vão algumas orientações práticas para você que quer ensinar ou entender a Trindade sem confusão:
Priorize a Bíblia: Leia e explique os textos que falam da Trindade, como João 1:1-14, Mateus 28:19 e 2 Coríntios 13:14.
Afirme a unidade e a distinção: Deus é um só, mas em três Pessoas distintas. Não abra mão de nenhum desses pontos.
Use os credos históricos: O Credo Niceno e outros documentos antigos ajudaram a manter a ortodoxia e evitar erros.
Evite analogias que impliquem partes ou mudanças: Deus não é uma mistura nem muda de forma.
Entenda a subordinação funcional: O Filho e o Espírito se submetem ao Pai em missão, mas são iguais em essência.
Ensine com humildade: A Trindade é um mistério revelado, não um problema para ser “resolvido” com imagens humanas.
Consulte bons comentários e tradições teológicas: Isso ajuda a não escorregar para interpretações erradas.
Com esses cuidados, você pode explicar a Trindade de forma clara, fiel à Bíblia e sem cair em armadilhas comuns.
Um giro rápido na cidade
Vamos dar uma passada rápida pelos momentos-chave em que a Igreja define a Doutrina da Trindade, para que você entenda de onde vêm essas palavras difíceis e o que elas querem dizer.
Como a Igreja formulou a doutrina nos concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381)?
No ano 325, aconteceu o Concílio de Niceia, uma reunião importante onde a Igreja desencadeou uma grande controvérsia chamada Arianismo. Essa ideia dizia que Jesus era uma criatura criada, inferior a Deus Pai. A Igreja rejeitou isso e afirmou que o Filho é “consubstancial” (do grego homoousios ) com o Pai. Isso significa que Jesus tem a mesma essência divina do Pai — Ele não foi criado nem é menos Deus.
Mais tarde, em 381, no Concílio de Constantinopla, a Igreja completou essa explicação, deixando claro que o Espírito Santo também é plenamente Deus. Foi ali que nasceu o que chamamos de Credo Niceno-Constantinopolitano, um resumo que protege a fé bíblica e ajuda a gente a entender e ensinar a Trindade com clareza.
Dica: Esses concílios foram como reuniões de família para resolver dúvidas sérias. Eles obtiveram palavras técnicas para evitar confusões, mas o objetivo era simples: mostrar que Deus é um só, mas se revela em três pessoas.
O que significa “essência” (uma só) e “pessoa” (três) nesse assunto?
Aqui está o segredo para não se perder:
- Essência (ousia) é o que Deus é — a natureza divina, o ser verdadeiro e único de Deus.
- Pessoa (hipóstase) é como Deus existe em três modos pessoais: Pai, Filho e Espírito Santo.
Imagine que você tem uma caneta azul, uma caneta vermelha e uma caneta verde. Cada uma é uma caneta diferente (pessoa), mas todas são feitas do mesmo plástico azul (essência). Assim, Deus é um só em essência, mas três em pessoas, cada uma com vontade e ação própria, sem dividir a natureza divina nem confundir as pessoas.
Essa explicação ajuda a evitar erros comuns, como pensar que Deus é três deuses (triteísmo) ou que Ele muda de forma (modalismo).
Com esse panorama, você já tem uma base sólida para entender e explicar a Trindade de forma simples e fiel à Bíblia.
Por que Trindade é importante na vida diária
Entender a Trindade não é só para debates teológicos; ela impacta diretamente sua vida, sua oração e sua relação com Deus e com os outros. Vamos ver como isso funciona na prática.
A quem orar: Pai, Filho ou Espírito?
Você pode se perguntar: "Devo orar ao Pai, ao Filho ou ao Espírito? Existe uma forma certa?" A Bíblia mostra que orar ao Pai é o padrão mais comum, especialmente em nome de Jesus e com a ajuda do Espírito Santo (veja João 14 e Romanos 8:26–27). Mas também há orações diretamente a Jesus, e o Espírito Santo intercede por nós.
O importante não é decorar uma fórmula, mas considerar que Deus é Trindade — três Pessoas em um só Deus — e orar com fé e respeito. Assim, você pode orar:
- Ao Pai, pedindo e agradecendo.
- A Jesus, confirmando seu poder e amor.
- Ao Espírito, pedindo ajuda e direção.
- A Trindade na salvação, amor e comunidade.
A Trindade não está no coração da sua salvação e da vida cristã. Veja como cada Pessoa atua:
Além disso, a Trindade revela que Deus é comunhão e amor eternos. Isso serve de modelo para a igreja e para você: viver em unidade, amar uns aos outros e trabalhar juntos na missão. Passagens como 1 Pedro 1:2 e 2 Coríntios 13:14 mostram essa ação trinitária na história e na comunidade.
Dica: A Trindade é um exemplo perfeito de “unidade na diversidade”. Assim como as três Pessoas são distintas, mas um só Deus, a igreja é chamada a ser unida, mesmo com pessoas diferentes.
Como ensinar uma Trindade para crianças e novos na fé
Ensinar a Trindade pode parecer difícil, mas com simplicidade você consegue. Comece assim:
- Explique que há um só Deus, que existe como Pai, Filho e Espírito — três Pessoas que são completamente Deus e que se amam.
- Use histórias bíblicas simples, como o batismo de Jesus (onde Pai, Filho e Espírito aparecem juntos) e Pentecostes (quando o Espírito desceu).
- Evite analogias que confundem, como partes de um ovo ou água em três estados, porque elas podem sugerir que Deus muda ou é dividido.
- Use imagens simples, como três círculos unidos, para mostrar que são diferentes, mas juntos formam um só Deus.
- Reforce que a Trindade é um mistério revelado por Deus, não algo que possamos entender completamente com a mente humana.
- Apresente versículos simples, como Mateus 28:19 (“batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”) e João 1.
Assim, você ajuda crianças e novos na fé a amar e respeitar esse ensino sem confusão.
Com esses pontos, você vê que Trindade não é apenas um conceito distante, mas algo que toca sua oração, sua salvação e sua vida em comunidade. Ela é um convite para viver em comunhão com Deus e com os outros, refletindo o amor que vem do próprio Deus Trino.
Dúvidas difíceis que sempre surgem
Vamos conversar sobre algumas perguntas que sempre aparecem quando conversamos com Trindade. São dúvidas comuns, e vou ajudá-lo a entender de forma simples e clara.
Como entender João 14:28 (“o Pai é maior do que eu”) e outros textos de aparente subordinação?
Esse versículo pode parecer confuso à primeira vista. Jesus diz: “o Pai é maior do que eu”. Mas é importante lembrar que Ele esteve falando durante sua vida na terra, quando assumiu a forma humana. Isso se chama encarnação .
Cristo, que é igual a Deus em essência, escolheu se humilhar e cumprir um papel específico para salvar a gente. Isso é o que chamamos de kenosis (Filipenses 2:6–8), que significa “esvaziar-se” de sua glória para viver como homem.
Então, a “subordinação” aqui é funcional, ou seja, Jesus estava cumprindo uma missão, não que Ele fosse inferior em sua natureza divina. A Trindade tem igualdade na essência, mas papéis diferentes na missão.
O Espírito Santo é uma força impessoal ou uma Pessoa divina?
Muita gente pensa que o Espírito Santo é só uma força, tipo uma energia. Mas a Bíblia mostra que Ele é uma Pessoa, com vontade, sentimentos e inteligência.
Veja apenas algumas características do Espírito Santo:
- Ele fala (Atos 8:29)
- Guia e ensina (João 14:26)
- Intercede por nós (Romanos 8:26–27)
- Tem vontade própria (1 Coríntios 12:11)
- Pode ser entristecido (Efésios 4:30)
Além disso, em Atos 5:3–4, o Espírito Santo é tratado como Deus. Ou seja, Ele é plenamente divino e pessoal dentro da Trindade.
Dica: Ao explicar isso, lembre-se de que o Espírito Santo age em nossas vidas de forma muito real — Ele nos ajuda, consola e orienta, não é uma força impessoal.
Se o Antigo Testamento parece menos claro, por que os cristãos ainda creem na Trindade?
O Antigo Testamento (AT) fala muito sobre um só Deus, e isso é fundamental. Mas ele também traz pistas que apontam para Trindade, mesmo que não de forma tão explícita.
Por exemplo, em Gênesis 1:26, Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem”. O plural aqui sugere uma complexidade na unidade de Deus. O Espírito também aparece agitado na criação.
A revelação é progressiva: o Novo Testamento (NT) mostra claramente que esse único Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Não é que Deus mudou, mas que Ele se revelou mais plenamente em Jesus e no Espírito Santo.
Por isso, é importante ler o AT e o NT juntos, como a Igreja sempre fez, para entender a fé na Trindade.
Lembre-se: é um mistério, mas um mistério que Deus nos revelou com amor. Você está no caminho certo para crescer nessa fé!
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