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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Trágico Diálogo do Jardim do Éden: Livre-Arbítrio, Tentação e a Voz da Escolha

19.01.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*

Introdução

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é um dos pilares da teologia cristã, oferecendo uma janela para a origem do pecado e a complexidade da condição humana. Longe de ser uma mera história antiga, ela revela princípios eternos sobre a tentação, a liberdade de escolha e as consequências da desobediência. Este artigo propõe uma análise desse "trágico diálogo", que valoriza a responsabilidade humana e a capacidade de resposta à graça divina. Ao examinar a interação entre a serpente e Eva, buscaremos compreender como a tentação se desenrola, como a Palavra de Deus pode ser distorcida e, crucialmente, como a liberdade de escolha, um dom divino, se manifesta no momento da decisão. A partir dessa exegese, extrairemos lições doutrinárias e aplicações pastorais que ressoam com os desafios contemporâneos da fé, convidando à reflexão sobre a "voz estranha" em nosso próprio tempo e a urgência de ouvir a voz de Deus.

Contexto bíblico-literário de Gênesis 3.1-6

O livro de Gênesis estabelece o cenário da criação perfeita de Deus, onde a humanidade, criada à Sua imagem e semelhança, desfrutava de comunhão plena com o Criador. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden, um lugar de abundância e harmonia, com uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Esta proibição não era arbitrária, mas um teste da obediência e da lealdade, um exercício da liberdade que lhes havia sido concedida. O capítulo 3 inicia com a introdução de um novo personagem: a serpente, descrita como "mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito" (Gn 3.1). A narrativa, portanto, não apresenta um cenário de predestinação para a queda, mas um ambiente onde a escolha moral era uma realidade presente e iminente. A liberdade de Adão e Eva era genuína, e a possibilidade de obedecer ou desobedecer estava diante deles.

Exegese e análise do “diálogo” (v.1-5)

O diálogo entre a serpente e Eva é uma obra-prima de engano e manipulação. A "antiga serpente", identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), não ataca diretamente, mas questiona sutilmente a Palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" (Gn 3.1). Esta é a primeira tática da "voz estranha": semear a dúvida sobre a bondade e a veracidade da revelação divina. A serpente não nega a Palavra, mas a distorce, misturando verdade e mentira, uma estratégia que hoje reconhecemos como "fake news" espiritual.

Eva, em sua resposta, demonstra um conhecimento parcial da ordem divina, mas com uma adição perigosa: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais" (Gn 3.3). A proibição de "tocar" não havia sido dada por Deus (Gn 2.16-17). Essa adição, embora aparentemente bem-intencionada para reforçar a proibição, revela uma vulnerabilidade: a Palavra de Deus não deve ser alterada, nem para mais, nem para menos.(Dt 4.2) Ao acrescentar à Palavra, Eva abriu uma brecha para a serpente explorar.

A serpente então avança com uma negação direta e uma promessa enganosa: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3.4-5). Aqui, a "voz estranha" acusa Deus de egoísmo e de reter algo bom de Suas criaturas. A promessa de "ser como Deus" apela ao orgulho e ao desejo de autonomia, distorcendo a verdadeira imagem e semelhança com Deus que a humanidade já possuía. A serpente não forçou Eva; ela apresentou uma alternativa, uma "verdade" sedutora que apelava à sua razão e aos seus desejos. A escolha, no entanto, permaneceu nas mãos de Eva, evidenciando a liberdade e a responsabilidade que Deus lhe havia concedido.

A dinâmica do desejo (v.6) e a queda

O versículo 6 descreve o clímax da tentação e a consumação da queda: "E, vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, e ele comeu." Este versículo revela a progressão da tentação, que se move do questionamento externo para o desejo interno. Eva não foi coagida; ela "viu", "desejou" e "tomou".

A serpente plantou a semente da dúvida, Eva a regou com sua alteração da Palavra, e o desejo a fez florescer. A árvore, antes proibida, tornou-se "boa para se comer" (satisfação física), "agradável aos olhos" (satisfação estética) e "desejável para dar entendimento" (satisfação intelectual/espiritual, o desejo de ser como Deus). Esta tríplice atração ecoa as tentações que a humanidade enfrentaria repetidamente (1Jo 2.16).

A decisão de Eva foi um ato de livre-arbítrio. Ela tinha a capacidade de resistir, de rejeitar a "voz estranha" e de permanecer fiel à Palavra de Deus. A graça preveniente de Deus, que a capacitava a discernir e a obedecer, estava disponível. No entanto, ela escolheu ceder ao desejo e à mentira. Adão, por sua vez, também fez sua própria escolha consciente ao comer do fruto. A queda não foi um acidente ou um destino inevitável, mas o resultado de escolhas livres e responsáveis, que tiveram consequências devastadoras para toda a humanidade.

Dimensões doutrinárias

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é rica em implicações doutrinárias: 

  • Pecado: O pecado não é uma condição imposta por Deus, mas o resultado de uma escolha voluntária de desobediência. Ele surge da liberdade humana de rejeitar a vontade divina. A queda de Adão e Eva demonstra que o pecado é uma transgressão da lei de Deus, uma falha em confiar e obedecer (Rm 5.12).
  • Liberdade: A liberdade de escolha, ou livre-arbítrio, é um dom inerente à imagem de Deus no ser humano. Adão e Eva eram genuinamente livres para obedecer ou desobedecer. Essa liberdade é fundamental para a responsabilidade moral. Deus não os programou para pecar, mas lhes deu a capacidade de escolher, tornando-os moralmente responsáveis por suas ações.
  • Tentações: A tentação não é pecado em si, mas um convite ao pecado. A narrativa mostra que a tentação opera através da dúvida, da distorção da verdade e do apelo aos desejos humanos. No entanto, a Bíblia assegura que Deus não permite que sejamos tentados além de nossas forças e que sempre provê um meio de escape (1Co 10.13). A possibilidade de resistir é real e depende da nossa escolha de confiar em Deus e em Sua Palavra.
  • Revelação: A clareza da revelação divina é crucial. Deus havia comunicado Sua vontade de forma inequívoca. A serpente, no entanto, buscou obscurecer e distorcer essa revelação. Isso sublinha a importância de uma compreensão pura e inalterada da Palavra de Deus.
  • Autoridade das Escrituras: A integridade da Palavra de Deus é inegociável. A falha de Eva em manter a pureza da ordem divina, ao adicionar "nem nele tocareis", ilustra o perigo de manipular ou relativizar a autoridade das Escrituras. A Palavra de Deus é a verdade absoluta e o padrão para a vida e a fé.

Aplicações pastorais contemporâneas

A história do Éden, embora antiga, ressoa poderosamente em nosso contexto contemporâneo, oferecendo valiosas aplicações pastorais:

  • Má conversação e influência: A "voz estranha" da serpente é um lembrete constante do poder da influência negativa. Como Paulo adverte, "as más conversações corrompem os bons costumes" (1Co 15.33). Isso se manifesta em amizades tóxicas, ambientes de trabalho hostis à fé ou até mesmo dentro da própria comunidade de fé, onde a dúvida e o engano podem ser semeados. A escolha de quem ouvimos e com quem nos associamos é vital para nossa saúde espiritual. O exemplo de Pedro, que se tornou uma "pedra de tropeço" para Jesus ao sugerir um caminho diferente do plano divino (Mt 16.23), demonstra que a "voz estranha" pode vir de onde menos esperamos, até mesmo de pessoas bem-intencionadas. A história de Datã, Abirão e Corá (Nm 16), que lideraram uma rebelião contra a autoridade estabelecida por Deus, ilustra o perigo da influência coletiva para o mal e a responsabilidade individual de não seguir a multidão para o erro.
  • "Voz estranha" e "fake news": A estratégia da serpente de misturar verdade e mentira é um precursor das "fake news" de hoje. Em um mundo saturado de informações e desinformações, a capacidade de discernir a verdade da mentira é mais crucial do que nunca. A "voz estranha" pode vir de mídias sociais, ideologias seculares ou até mesmo de púlpitos que distorcem a Palavra de Deus. O crente é chamado a ser vigilante, testando os espíritos para ver se procedem de Deus (1Jo 4.4).
  • Discernimento espiritual: A falha de Eva em discernir a verdadeira intenção da serpente e a integridade da Palavra de Deus destaca a necessidade de um discernimento espiritual aguçado. Isso se desenvolve através do estudo diligente das Escrituras, da oração e da comunhão com o Espírito Santo. Somente assim podemos reconhecer a "voz estranha" e permanecer firmes na verdade.
  • A escolha da obediência: A liberdade de escolha é um tema central. Josué desafiou o povo de Israel: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Essa exortação ecoa a cada geração. A salvação e a vida cristã são um caminho de escolhas contínuas. Receber a Cristo é uma escolha (Jo 1.12), e viver no Espírito é uma escolha diária contra a carne (Rm 8.5-14). A advertência de Hebreus 3.7-8, "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações", ressalta a urgência e a responsabilidade de responder prontamente à voz de Deus, antes que a oportunidade se perca.

Conclusão

O trágico diálogo no Jardim do Éden em Gênesis 3.1-6 permanece como um testemunho perene da liberdade humana e da seriedade da escolha moral. A "antiga serpente", com sua astúcia e sua estratégia de distorcer a Palavra de Deus, encontrou em Eva uma vulnerabilidade que levou à queda. Contudo, a narrativa não é de um destino selado, mas de uma decisão livre e responsável. Este relato bíblico nos lembra que a humanidade foi criada com a capacidade de escolher, e que a graça preveniente de Deus sempre nos capacita a resistir à tentação e a obedecer à Sua voz.

As lições do Éden são atemporais. Em um mundo repleto de "vozes estranhas", "fake news" e "más conversações", somos chamados a um discernimento espiritual constante, a um apego inabalável à pureza da Palavra de Deus e a uma vigilância sobre nossas próprias escolhas. Que possamos, como crentes, exercer nossa liberdade dada por Deus para ouvir e obedecer à Sua voz, escolhendo a vida e a bênção, e resistindo a toda forma de engano, para a glória Daquele que nos amou e nos deu, por meio de Cristo Jesus, poder de nos tornarmos Seus filhos.

Referências bíblicas

  • Gênesis 2.16-17
  • Gênesis 3.1-6
  • Números 16
  • Deuteronômio 30.19
  • Josué 24.15
  • Mateus 16.23
  • João 1.12; 8.44
  • Romanos 5.12
  • Romanos 8.5-14
  • 1 Coríntios 10.13
  • 1 Coríntios 15.33
  • Hebreus 3.7-8
  • 1 João 2.16
  • 1 João 4.4
  • Apocalipse 12.9; 20.2
Nota: Este arrtigo foi elaborado a partir do sermão do pastor Irineu Messias "O Trágico Diálogo do Jardim do Éden", mnistrado  no dia 18.01.2026, na Assembleia de Deus do Planalto Central - ADEPLAN - DF. Clique  aqui e ouça no Youtube
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quinta-feira, 3 de março de 2022

A vida humana está acima das ideologias; oremos pela paz na Rússia e Ucrânia

 03.02.2022

Do portal  gospel GUIAME.COM.BR,25.02.2022

(Foto: Freepik)

Quando Deus decidiu criar a humanidade, o seu objetivo foi nos dar a chance de construir uma sociedade que refletisse com perfeição os seus princípios, sendo como uma espécie de reprodução direta das maravilhas do Céu, na Terra.

Mas, infelizmente não fizemos bom uso do livre-arbítrio e permitimos que o mal, até então desconhecido do ser humano, nos contaminasse como resultado da desobediência ao Senhor. Nos tornamos vulneráveis à influência maligna de satanás, pecando contra Deus reiteradamente.

A desobediência humana tornou o mal uma realidade presente em nosso meio, através dos muitos pecados que passaram a surgir. Por causa disso, a Bíblia chega a dizer que Deus se arrependeu (expressão usada para a compreensão humana sobre o profundo sentimento de tristeza e decepção) de ter nos criado, dado o volume de coisas ruins que o ser humano passou a praticar.

"O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração", diz o verso de Gênesis, 6:5.

A guerra entre povos e nações é, sem dúvida, a maior expressão da queda humana perante o mal. Nesse aspecto, quando a enxergamos pela perspectiva espiritual, não importam lados políticos e ideológicos, pois a sua natureza é, por si só é, um indicativo de pecado, visto que nenhuma guerra foi originada pela vontade de Deus, senão pelas atitudes humanas.

A passagem de Tiago 4:1-2, por exemplo, nos dá uma explicação bastante contundente sobre esses conflitos. Diz o texto: 

"De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis."

A origem das guerras está no abandono humano da sua inteira dependência de Deus ("...porque não pedis"), bem como dos seus propósitos para a humanidade, em função dos "deleites" que nada mais são do que os frutos da cobiça, inveja e ganância.

Em maior ou menor grau, portanto, direta ou indiretamente, todas as guerras têm a sua raiz no pecado. Felizmente, porém, quis o Senhor derramar sobre a humanidade a sua graça e misericórdia imerecidas, criando um plano de salvação mediante o sacrifício do seu próprio filho, Jesus Cristo.

Como cristãos, portanto, devemos nos colocar em oração pelas vidas em nações como Rússia e Ucrânia, envolvidas em mais uma entre tantas guerras já travadas pela humanidade. Oremos, pois, para que a verdade sobre o evangelho de Cristo prevaleça na mente dos homens e mulheres que provocam essas lutas.

Que o Senhor traga aos seus corações a verdade de que, bem-aventurados são "os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9), assim como a de "quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado" (Gênesis 9:6).

Este deve ser o nosso clamor agora, amanhã e sempre, até que o futuro Reino de Cristo se estabeleça e possamos todos viver em harmonia, na presença do Senhor e por toda a eternidade. Esta é a minha oração.

Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

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Fonte: https://guiame.com.br/colunistas/marisa-lobo/vida-humana-esta-acima-das-ideologias-oremos-pela-paz-na-russia-e-ucrania.html

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

NEGUE-SE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E SIGA A CRISTO JESUS.Mc 8:34-38

20.12.2021 
Do canal do pastor Irineu Messias, no You Tube, 14.12.21

   

NEGUE-SE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E SIGA A CRISTO JESUS. Mc 8:34-38: https://youtu.be/KOSykscYFAA
 
O convite para servir a Cristo é universal. No entanto, esse convite deve ser aceito de forma voluntária e espontânea. Deus respeita nossa livre vontade e não aceitará ninguém seguí-Lo, senão espontaneamente. 

Por isso o Senhor estabelece  as seguintes condicionantes para quem quiser tornar-se um seu discípulo:

a) Temos  que  O aceitar de modo voluntário e livre. Deus nos concedeu o direito de fazer as nossas próprias escolhas. Sobre isso Josué assim se expressou:

"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. " Josué 24:15

b) Negar-se a si mesmo. Se não renunciarmos às nossas próprias vontades, nunca conseguiremos servir a Deus perfeitamente. Não podemos servir a Deus e ao nosso próprio coração, nosso "outro senhor", como disse Jesus:

"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro..." Mateus 6:24a

c) Tomar a sua cruz. Cada um deve levar a sua própria cruz, como Jesus levou a sua. Cruz é símbolo de sofrimento. Cristo sofreu por nós na cruz; devemos sofrer por Ele também. Ele tornou-se maldito ,ao morrer na cruz; que nós , se preciso, enfrentaremos também a maldição por amor a Cristo:

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."  Mateus 5:11


Após preencher essas condicionantes divinas, só assim estaremos prontos para servir a Cristo.
 
Só lembrando que não foi nenhum homem ou religião que estabeleceu essas condicionantes, mas foi o próprio Deus, por meio de Cristo Jesus, Seu Amado,o Deus Bendito eternamente.

Por isso, finalizo repetindo as palavras do Senhor Jesus Cristo:

"E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me." Marcos 8:34.

Assistam o vídeo , reflita e atenda o divinal convite: NEGUE-SE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E SIGA A CRISTO JESUS https://youtu.be/KOSykscYFAA

Deus o abençoe,

Pastor Irineu Messias*

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* Irineu Messias, é ministro evangélico da Assembleia de Deus Ebenézer em Pernambuco.

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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=KOSykscYFAA

segunda-feira, 19 de julho de 2021

MOMENTO COM DEUS #28: ESCOLHA VIVER UMA VIDA PURIFICADA EM CRISTO. 2Co 7:1

19.07.2021 
Do canal do pastor Irineu Messias, no YouTube, 18.07.21
   

Esse vídeo é a continuidade de uma série de mensagens mais curtas em que abordaremos a necessidade e a importância de todos termos o nosso MOMENTO COM DEUS.

A reflexão de hoje é:ESCOLHA VIVER UMA VIDA PURIFICADA EM CRISTO:https://youtu.be/Aj-BCb8N0M0

Nessa mensagem vamos refletir sobre a necessidade de termos uma vida de acordo com o Evangelho de Cristo. Temos que ESCOLHER VIVER UMA VIDA PURIFICADA EM CRISTO.
Nós podemos fazer esta escolha. Foi isso que Paulo ensinou nesse trecho de 2Co 7:1b"...purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne..."
Fica claro portanto, que cabe um decisão pessoal de atendermos a voz do Espírito de Deus para sermos por Ele santificados para não vivermos de acordo com a imundícia da carne, expressão esta que se assemelha com "os frutos da carne" descritos em Gl 5:19-21.

Que o Senhor nos ajude a ouvir a voz do Espírito de Cristo e assim permitirmos que sejamos por Ele por ele santificados e aperfeiçoados na santificação no temos de Deus.( 2Co 7:1c).

Se em nós não forças suficientes para purificarmos nossas vidas, o Senhor tem poder para nos fortalecer nEle e pelo Seu Espírito no ajuda nas nossas fraquezas e fragilidades humanas.

Assistam o vídeo e meditem nesta mensagem e com certeza Deus, o Pai, em Nome de Jesus e na unção do Espírito Santo nos ajudará :

a) a ter um vida santa e purificada;

b) a neutralizar as imundícies de nossa carne( natureza humana) e de nosso espírito em nosso interior;

c) a sermos aperfeiçoados na nossa santificação no temor de Deus.


Deus abençoe a todos,
Pastor Irineu Messias

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Fonte:https://youtu.be/Aj-BCb8N0M0



segunda-feira, 25 de maio de 2015

O preço de uma obra inacabada

25.05.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por Anderson Cassio de Oliveira 

O mesmo Espírito que vivificou Ele, também nos vivificará (Romanos 8:11). 


 “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro  suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão  dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.”  (Lucas 14:28-30)

Recentemente eu e minha família alugamos uma casa, como costumeiramente fazemos para o feriado de  carnaval.  Deixamos a cargo do meu cunhado para providenciar o lugar. E tal não foi a minha surpresa quando  percebi que a casa que havíamos alugado era a mesma onde havíamos feito anos atrás o retiro de jovens da Igreja. Aquele retiro foi marcante, pois na época era líder de jovens e fizeram uma homenagem surpresa para mim, depois do feriado de 07 de setembro.

Porém, naquele dia que chegamos para descansar o feriado de carnaval, o que mais me impressionou naquela casa foi o estado que ela se encontrava atualmente. A parte superior daquela casa  estava no mesmo estágio de construção do que daquele retiro passado,ou seja, inacabada.  Porém a parte que era habitável no térreo estava cheia de sujeira e mofos nas paredes. Enfim, aquele não seria o melhor lugar para “desfrutar” e “descansar” no feriado, na verdade aquele lugar nem ao menos deveria ser alugado, pois aquela casa estava inacabada.

Conversando com conhecidos do dono da casa, fiquei sabendo que aquela casa havia sido construída por um homem que havia aceitado Jesus, bem como, alguns da sua família haviam abraçado a fé. Entretanto, a perda de uma filha, através de uma doença rara e terminal acabaram abalando a estrutura daquela família inteira, acarretando no abandono da fé por alguns deles e dos projetos que elaboravam como aquela construção.

Sabe queridos, Jesus nos ensina que nossa vida espiritual precisa ser construída, cuidada e planejada.  Nossa vida espiritual não deve ser construída na empolgação de um projeto humano ou de auto-realização como o  relato acima descrito.

Nossa “construção espiritual” deve ser firmada na Rocha que é Cristo onde nenhum vento forte contrário ou maré alta poderá destruir. (Mt 7:24-27).  Os alicerces do verdadeiro cristão devem estar fundamentados em Cristo, cujos projetos jamais perecem.   A questão é que muitas das vezes os fundamentos de alguns cristãos não passam de alicerces humanos de auto-realização, quando na verdade, as bases do verdadeiro cristianismo exige certa renúncia e abnegação.
Como está escrito:

 Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. (Mc 8:34)

Jesus foi bem claro nesta passagem, quando nos mostrou a 2 coisas:

1) A chance de escolher andar ou não com Ele
2) A condição para segui-lo.

Quando disse:  Aquele que  “quiser ” vir após Ele  “deve” negar a si mesmo, estava justamente falando isso, dando-nos a chance de escolha e a condição pra andar com Ele.

O Senhor não nos obriga a andar com Ele, nem a obedece-lo, porém é necessário que entendamos isso se quisermos agradá-lo.

Mas por causa disso, de projetos sem a participação de Deus é que  muitos pessoas tem desperdiçado tempo e dinheiro em obras inacabadas.  Muitos são os que acabam esquecendo dos planos que o Senhor tem para suas vidas e poucos são os cristãos que entendem o propósito de um vida cristã de renúncia.

Amados, cada compartimento da nossa vida, do nosso coração deve estar limpo e pronto para o acabamento do Senhor. Devemos lembrar que a transformação que Deus faz é de dentro para fora e cabe a todo cristão se submeter ao Dono da Obra.  Como disse a irmã Iara Diniz de Paula: “Existe uma grande diferença entre fazer a obra do Senhor e obedecer ao Senhor da obra”.  Muitos acham que podem fazer a obra do Senhor de qualquer forma e de qualquer jeito, porém quando vem as provas é que vemos se ela estava realmente firmada e sem defeito.

Deus não exige pessoas perfeitas, mas usa pessoas dispostas  a serem usados por Ele . A questão é que não sabemos os custos de uma construção complexa que é o viver cristão, mas devemos nos esforçar em agradar a Deus , pois sabemos o preço que foi pago pelo Dono da Obra. (1 Co 6:20;7:23; AP 1:5)

É claro que na caminhada cristã não é fácil para alguém sofrer de perdas como foi no caso do dono daquela construção inacabada. Porém é necessário entender que o preço de andar na fé nem sempre envolve realizações pessoais. Vemos isso na vida de Jó e suas inúmeras perdas.  Também quando enxergamos a vida de Abraão conseguimos visualizar um homem que teve a disposição sair da zona de conforto de sua vida, bem como, negar o seu próprio filho para seguir ao Senhor.

Tanto Jó, como Abraão foram pessoas dispostas a se negar por obediência a Deus.

A abnegação traz a verdadeira transformação e conversão, não apenas uma adesão ou convencimento.  Essa é a diferença entre um crente regenerado e convertido para um cristão nominal e convencido.

Diz as Escrituras que certa vez um homem resolveu seguir Jesus, mas fez um pedido inusitado a Cristo, que era de enterrar seu pai primeiro. A resposta do Messias foi:

“Segue-me , e deixa os mortos sepultarem seus mortos (Mt 8:21-22).

Amados, o objetivo de Cristo nunca foi desagregar famílias ou destruí-las, mas edificá-las através de um novo fundamento. O que Cristo estava dizendo para aquele homem é que a obra que Ele estava fazendo Nele era maior que qualquer outro projeto humano. Os planos que o Senhor tem para nossa vida é bem maior daquilo que podemos imaginar (Jr 29:11).

Muitas pessoas costumam culpar Deus pela tragédia que são  acometidos,esquecendo muitas vezes que o inimigo de nossas vidas veio roubar, matar e destruir. (João 10). E que foi ele, Satanás que incitou a pecar e que tivéssemos uma vida finita e limitada.

Porém, o Criador do universo nos deu Seu filho para tivéssemos vida eterna (João 3:16).

Aparentemente a morte do Filho do Homem significava uma obra inacabada, mas foi através dela que o plano do Senhor se concretizou em nossas vidas (Colossenses 1;22; ). A  obra de Cristo poderia ser motivo de zombaria e fracasso, mas ao final se tornou sinal de triunfo e vitória.  A morte Dele não foi o fim de uma obra terrena,mas a consumação de uma obra celestial de imortalidade que se iniciava, onde Ele é o Primogênito(Cl 1:18; Ap 1:5; 2 Tm 1:10) . O mesmo Espírito que consumou a obra na vida Dele também consumará a nossa obra Nele.

Como está escrito:

O mesmo Espírito que vivificou Ele, também nos vivificará (Romanos 8:11).

Por isso, não podemos deixar de “completar” aquilo que foi construído por Deus em nossa vida espiritual. Precisamos perseverar na fé em Deus. Também não podemos deixar que áreas que estão em bom estado sejam consumidas pela infiltração do pecado oculto. Numa construção espiritual de nada adianta disfarçar o mofo consumido pela iniqüidade e pecado, com uma pintura superficial de boa aparência.  Devemos pintar as paredes do nosso coração com o sangue do Cordeiro que tira de vez todo mofo e sujeira do pecado e do passado. (1 Jo 1:7). Precisamos rebocar as rachaduras do rancor com a argamassa do perdão.  Nessa construção espiritual somos pedras vivas , edificados como casa espiritual de Deus nesta Terra e como templo do Seu Espírito , ( 1 Pe 2:5; 1 Cor 3:16;)

Nessa construção devemos, acima de tudo, crescer em Deus  como está escrito:

No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.

No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito. (Efésios 2:21-22)

Meu desejo é que possamos consumar aquilo que o Senhor começou em nossas vidas.

Pois aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;(Filipenses 1:6)
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/o-preco-de-uma-obra-inacabada/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

JOÃO ROBERTO: Em movimento

06.01.2014
Do portal VERBO DA VIDA, 17.12.13
Por João Roberto

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda” (Mateus 7.24-28)
Desde o Éden, Deus deu o livre arbítrio ao homem. Deus não nos manipula e nem quer que sejamos robôs dEle. Há uma beleza no livre arbítrio. Em Deuteronômio 30, Ele disse: “Diante de ti está a vida e a morte, a bênção e a maldição, escolhe pois a vida para que vivas”. A escolha é nossa, mas Deus fez questão de deixar bem clara a sua vontade: “Escolhe pois a vida”. Ele quer o melhor para nós, mas desfrutar disto depende das nossas escolhas.
Se você não se consagrar ao plano de Deus para a sua vida a ponto de seguir as instruções e praticar a Palavra dEle, Jesus disse que você cairá quando se descerem as chuvas, correrem os rios e soprarem os ventos. Você pode repreender isto, amarrar, bater três vezes na madeira isolando, mas não tem jeito, desobediência aos princípios gera queda. Não é Deus que lhe derruba, você cai por não ter se firmado na rocha que Ele é.
Há um vídeo circulando na internet de um homem que, mesmo sem os braços e sem as pernas, decidiu ser um sucesso. Há vários assim, capazes de fazer muitos ficarem com inveja. Eles decidiram não se vê como deficientes e romper limites.
Faça as escolhas certas, decida viver a vontade de Deus e seja um sucesso. Há muitos cristãos que não estão fazendo nada para se aperfeiçoar na área em que ainda estão pendentes. Conheço vários casais que estavam com problemas, mas resolveram pedir ajuda, passaram a ler bons livros, estudar a Palavra de Deus sobre o assunto e mudaram alguns hábitos. Hoje, pregam sobre família e são referências na nossa igreja.
Infelizmente, muitos estão “doentes” em algumas áreas, mas pensam que podem se auto medicar. Não buscam orientação dos líderes ou de pessoas mais maduras e tampouco se esforçam para tomar o remédio: se encher da Palavra de Deus, do que Deus diz sobre aquela área.
Não seja preguiçoso. “O preguiçoso diz: Tem um leão na rua” e por isso fica em casa (Pv. 22.13). Deixe de dar desculpas. Saia da inércia, faça alguma coisa e agrade Deus.
Se você retirar água de um rio com uma bacia e deixar a bacia na margem, o que acontecerá com aquela água? “Apodrecerá”. Água precisa está em movimento. Por isso os aquários precisam daquela bombinha, para movimentar a água, ter oxigênio e manter a vida ali. Muitos estão morrendo espiritualmente porque não estão em movimento.
Faça algo por terceiros. Abençoe pessoas, sirva. Eu cresci em uma igreja que ensinava bastante: “Dê de graça o que de graça recebeu”. Eu era tímido, mas uma pessoa tímida só precisa de um aperto. Alguém tímido caindo em um precipício ou se afogando e continuar tímido? Não! Ele grita: “Socorro! Me ajudem!”. Eu passei a romper limites, evangelizar, ajudar pessoas, servir, dando de graça o que de graça eu tinha recebido.
Deus não quer que a gente viva somente para se dar bem, mas para fazer o bem.
Estamos no ministério, servindo a Deus e isso para mim não é um peso, mas um privilégio. Ministério é trabalho e sei que vocês sabem disso, mas é prazeroso, porque você  entende com quem está ligado. Agradar aquele que nos alistou deve ser a nossa meta diária. Mas ainda podemos fazer melhor do que temos feito e mudar muitas coisas em nós.
Muitas coisas de Deus estão limitadas, mas por falha nossa e uma dessas áreas são os nossos relacionamentos. Devemos preferir em honra uns aos outros, e isso significa ter a disposição de sofrer o dano em favor do outro.
A Bíblia fala em diligência e diligência cada vez maior. A obra de Deus envolve pessoas. Uma advertência aos que atuam ministerialmente em tempo integral: Não confunda o que você faz com a sua comunhão com Deus. Uma coisa é o que a gente faz outra coisa é a nossa comunhão com Deus. Quando você experimenta a comunhão com Deus, você fica viciado.
Muitas vezes, estamos disponíveis a Deus apenas em um momento, mas Ele quer constância. Ajuste sua vida e faça o bem com a atitude correta. Ainda não chegamos a 50 % do que Deus espera de nós em maturidade. Não se acomode, pois não alcançamos a totalidade daquilo que Deus tem para nós. A nossa satisfação deve ser agradar aquele que nos alistou.
Precisamos andar com essa consciência: “Senhor, está precisando de alguma coisa?”. Ele pode lhe mandar na rua chamada Direita e você precisa estar sensível para obedecer.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nossa contribuição para o equilíbrio cósmico

28.11.2013
Do portal ULTIMATO ONLINE
DEVOCIONAL DIÁRIA
Por C.S.LEWIS

quinta-feira

Quando nós oramos pelo resultado de uma batalha ou de uma consulta médica, o pensamento que geralmente passa por nossa mente (se pelo menos nós soubéssemos) é de que a situação já está decidida de um jeito ou de outro.
Creio que isso não é razão para interrompermos nossas orações. A situação certamente está decidida — em certo sentido, ela foi decidida “antes de tudo existir”. Porém, uma das coisas levadas em conta para decidi-la e, portanto, uma das coisas que a ocasionou, pode ser a própria oração que estamos fazendo. Então, apesar de isso parecer chocante, concluo que podemos, ao meio-dia, fazer parte das causas de um acontecimento das 10 horas da manhã. (Alguns cientistas entenderiam isso com mais facilidade do que os leigos.) A imaginação, sem dúvida, tentará nos impor todos os tipos de truque nesse ponto. Ela questionará: “Então, se eu parar de orar, Deus pode voltar atrás e modificar o que já aconteceu?”.
Não. O evento já aconteceu e uma das causas foi o fato de você estar fazendo perguntas em vez de orar. Ou, pode perguntar: “Se eu começar a orar, Deus pode voltar atrás e modificar o que já aconteceu?”. Não. O evento já aconteceu e uma das causas foi sua presente oração. 
Assim, algo realmente depende das minhas escolhas. Meu livre-arbítrio contribui para o equilíbrio cósmico. Essa contribuição é feita na eternidade ou “antes de tudo existir”; mas a minha consciência de contribuição me alcança em um ponto específico do período de tempo.
>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.
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