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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Trágico Diálogo do Jardim do Éden: Livre-Arbítrio, Tentação e a Voz da Escolha

19.01.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*

Introdução

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é um dos pilares da teologia cristã, oferecendo uma janela para a origem do pecado e a complexidade da condição humana. Longe de ser uma mera história antiga, ela revela princípios eternos sobre a tentação, a liberdade de escolha e as consequências da desobediência. Este artigo propõe uma análise desse "trágico diálogo", que valoriza a responsabilidade humana e a capacidade de resposta à graça divina. Ao examinar a interação entre a serpente e Eva, buscaremos compreender como a tentação se desenrola, como a Palavra de Deus pode ser distorcida e, crucialmente, como a liberdade de escolha, um dom divino, se manifesta no momento da decisão. A partir dessa exegese, extrairemos lições doutrinárias e aplicações pastorais que ressoam com os desafios contemporâneos da fé, convidando à reflexão sobre a "voz estranha" em nosso próprio tempo e a urgência de ouvir a voz de Deus.

Contexto bíblico-literário de Gênesis 3.1-6

O livro de Gênesis estabelece o cenário da criação perfeita de Deus, onde a humanidade, criada à Sua imagem e semelhança, desfrutava de comunhão plena com o Criador. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden, um lugar de abundância e harmonia, com uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Esta proibição não era arbitrária, mas um teste da obediência e da lealdade, um exercício da liberdade que lhes havia sido concedida. O capítulo 3 inicia com a introdução de um novo personagem: a serpente, descrita como "mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito" (Gn 3.1). A narrativa, portanto, não apresenta um cenário de predestinação para a queda, mas um ambiente onde a escolha moral era uma realidade presente e iminente. A liberdade de Adão e Eva era genuína, e a possibilidade de obedecer ou desobedecer estava diante deles.

Exegese e análise do “diálogo” (v.1-5)

O diálogo entre a serpente e Eva é uma obra-prima de engano e manipulação. A "antiga serpente", identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), não ataca diretamente, mas questiona sutilmente a Palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" (Gn 3.1). Esta é a primeira tática da "voz estranha": semear a dúvida sobre a bondade e a veracidade da revelação divina. A serpente não nega a Palavra, mas a distorce, misturando verdade e mentira, uma estratégia que hoje reconhecemos como "fake news" espiritual.

Eva, em sua resposta, demonstra um conhecimento parcial da ordem divina, mas com uma adição perigosa: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais" (Gn 3.3). A proibição de "tocar" não havia sido dada por Deus (Gn 2.16-17). Essa adição, embora aparentemente bem-intencionada para reforçar a proibição, revela uma vulnerabilidade: a Palavra de Deus não deve ser alterada, nem para mais, nem para menos.(Dt 4.2) Ao acrescentar à Palavra, Eva abriu uma brecha para a serpente explorar.

A serpente então avança com uma negação direta e uma promessa enganosa: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3.4-5). Aqui, a "voz estranha" acusa Deus de egoísmo e de reter algo bom de Suas criaturas. A promessa de "ser como Deus" apela ao orgulho e ao desejo de autonomia, distorcendo a verdadeira imagem e semelhança com Deus que a humanidade já possuía. A serpente não forçou Eva; ela apresentou uma alternativa, uma "verdade" sedutora que apelava à sua razão e aos seus desejos. A escolha, no entanto, permaneceu nas mãos de Eva, evidenciando a liberdade e a responsabilidade que Deus lhe havia concedido.

A dinâmica do desejo (v.6) e a queda

O versículo 6 descreve o clímax da tentação e a consumação da queda: "E, vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, e ele comeu." Este versículo revela a progressão da tentação, que se move do questionamento externo para o desejo interno. Eva não foi coagida; ela "viu", "desejou" e "tomou".

A serpente plantou a semente da dúvida, Eva a regou com sua alteração da Palavra, e o desejo a fez florescer. A árvore, antes proibida, tornou-se "boa para se comer" (satisfação física), "agradável aos olhos" (satisfação estética) e "desejável para dar entendimento" (satisfação intelectual/espiritual, o desejo de ser como Deus). Esta tríplice atração ecoa as tentações que a humanidade enfrentaria repetidamente (1Jo 2.16).

A decisão de Eva foi um ato de livre-arbítrio. Ela tinha a capacidade de resistir, de rejeitar a "voz estranha" e de permanecer fiel à Palavra de Deus. A graça preveniente de Deus, que a capacitava a discernir e a obedecer, estava disponível. No entanto, ela escolheu ceder ao desejo e à mentira. Adão, por sua vez, também fez sua própria escolha consciente ao comer do fruto. A queda não foi um acidente ou um destino inevitável, mas o resultado de escolhas livres e responsáveis, que tiveram consequências devastadoras para toda a humanidade.

Dimensões doutrinárias

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é rica em implicações doutrinárias: 

  • Pecado: O pecado não é uma condição imposta por Deus, mas o resultado de uma escolha voluntária de desobediência. Ele surge da liberdade humana de rejeitar a vontade divina. A queda de Adão e Eva demonstra que o pecado é uma transgressão da lei de Deus, uma falha em confiar e obedecer (Rm 5.12).
  • Liberdade: A liberdade de escolha, ou livre-arbítrio, é um dom inerente à imagem de Deus no ser humano. Adão e Eva eram genuinamente livres para obedecer ou desobedecer. Essa liberdade é fundamental para a responsabilidade moral. Deus não os programou para pecar, mas lhes deu a capacidade de escolher, tornando-os moralmente responsáveis por suas ações.
  • Tentações: A tentação não é pecado em si, mas um convite ao pecado. A narrativa mostra que a tentação opera através da dúvida, da distorção da verdade e do apelo aos desejos humanos. No entanto, a Bíblia assegura que Deus não permite que sejamos tentados além de nossas forças e que sempre provê um meio de escape (1Co 10.13). A possibilidade de resistir é real e depende da nossa escolha de confiar em Deus e em Sua Palavra.
  • Revelação: A clareza da revelação divina é crucial. Deus havia comunicado Sua vontade de forma inequívoca. A serpente, no entanto, buscou obscurecer e distorcer essa revelação. Isso sublinha a importância de uma compreensão pura e inalterada da Palavra de Deus.
  • Autoridade das Escrituras: A integridade da Palavra de Deus é inegociável. A falha de Eva em manter a pureza da ordem divina, ao adicionar "nem nele tocareis", ilustra o perigo de manipular ou relativizar a autoridade das Escrituras. A Palavra de Deus é a verdade absoluta e o padrão para a vida e a fé.

Aplicações pastorais contemporâneas

A história do Éden, embora antiga, ressoa poderosamente em nosso contexto contemporâneo, oferecendo valiosas aplicações pastorais:

  • Má conversação e influência: A "voz estranha" da serpente é um lembrete constante do poder da influência negativa. Como Paulo adverte, "as más conversações corrompem os bons costumes" (1Co 15.33). Isso se manifesta em amizades tóxicas, ambientes de trabalho hostis à fé ou até mesmo dentro da própria comunidade de fé, onde a dúvida e o engano podem ser semeados. A escolha de quem ouvimos e com quem nos associamos é vital para nossa saúde espiritual. O exemplo de Pedro, que se tornou uma "pedra de tropeço" para Jesus ao sugerir um caminho diferente do plano divino (Mt 16.23), demonstra que a "voz estranha" pode vir de onde menos esperamos, até mesmo de pessoas bem-intencionadas. A história de Datã, Abirão e Corá (Nm 16), que lideraram uma rebelião contra a autoridade estabelecida por Deus, ilustra o perigo da influência coletiva para o mal e a responsabilidade individual de não seguir a multidão para o erro.
  • "Voz estranha" e "fake news": A estratégia da serpente de misturar verdade e mentira é um precursor das "fake news" de hoje. Em um mundo saturado de informações e desinformações, a capacidade de discernir a verdade da mentira é mais crucial do que nunca. A "voz estranha" pode vir de mídias sociais, ideologias seculares ou até mesmo de púlpitos que distorcem a Palavra de Deus. O crente é chamado a ser vigilante, testando os espíritos para ver se procedem de Deus (1Jo 4.4).
  • Discernimento espiritual: A falha de Eva em discernir a verdadeira intenção da serpente e a integridade da Palavra de Deus destaca a necessidade de um discernimento espiritual aguçado. Isso se desenvolve através do estudo diligente das Escrituras, da oração e da comunhão com o Espírito Santo. Somente assim podemos reconhecer a "voz estranha" e permanecer firmes na verdade.
  • A escolha da obediência: A liberdade de escolha é um tema central. Josué desafiou o povo de Israel: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Essa exortação ecoa a cada geração. A salvação e a vida cristã são um caminho de escolhas contínuas. Receber a Cristo é uma escolha (Jo 1.12), e viver no Espírito é uma escolha diária contra a carne (Rm 8.5-14). A advertência de Hebreus 3.7-8, "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações", ressalta a urgência e a responsabilidade de responder prontamente à voz de Deus, antes que a oportunidade se perca.

Conclusão

O trágico diálogo no Jardim do Éden em Gênesis 3.1-6 permanece como um testemunho perene da liberdade humana e da seriedade da escolha moral. A "antiga serpente", com sua astúcia e sua estratégia de distorcer a Palavra de Deus, encontrou em Eva uma vulnerabilidade que levou à queda. Contudo, a narrativa não é de um destino selado, mas de uma decisão livre e responsável. Este relato bíblico nos lembra que a humanidade foi criada com a capacidade de escolher, e que a graça preveniente de Deus sempre nos capacita a resistir à tentação e a obedecer à Sua voz.

As lições do Éden são atemporais. Em um mundo repleto de "vozes estranhas", "fake news" e "más conversações", somos chamados a um discernimento espiritual constante, a um apego inabalável à pureza da Palavra de Deus e a uma vigilância sobre nossas próprias escolhas. Que possamos, como crentes, exercer nossa liberdade dada por Deus para ouvir e obedecer à Sua voz, escolhendo a vida e a bênção, e resistindo a toda forma de engano, para a glória Daquele que nos amou e nos deu, por meio de Cristo Jesus, poder de nos tornarmos Seus filhos.

Referências bíblicas

  • Gênesis 2.16-17
  • Gênesis 3.1-6
  • Números 16
  • Deuteronômio 30.19
  • Josué 24.15
  • Mateus 16.23
  • João 1.12; 8.44
  • Romanos 5.12
  • Romanos 8.5-14
  • 1 Coríntios 10.13
  • 1 Coríntios 15.33
  • Hebreus 3.7-8
  • 1 João 2.16
  • 1 João 4.4
  • Apocalipse 12.9; 20.2
Nota: Este arrtigo foi elaborado a partir do sermão do pastor Irineu Messias "O Trágico Diálogo do Jardim do Éden", mnistrado  no dia 18.01.2026, na Assembleia de Deus do Planalto Central - ADEPLAN - DF. Clique  aqui e ouça no Youtube
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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Onde Você Está? Deus Está à Sua Procura!

1.7.2024


Lições Poderosas da História de Adão e Eva

Nesta jornada espiritual, vamos mergulhar na história da queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, encontrando lições valiosas que podem transformar nossas vidas. A Palavra de Deus é uma ferramenta poderosa que corrige e orienta tanto os crentes como os não-crentes, e a narrativa de Gênesis 3 nos revela verdades profundas sobre a natureza humana, a influência do pecado e a busca incessante de Deus por Sua criação.

A Queda da Humanidade

A cena que se revela em Gênesis 3 é uma das mais tristes da história da humanidade. Adão e Eva, criados por Deus para viver em perfeita comunhão com Ele no Jardim do Éden, sucumbem à tentação e desobedecem ao comando divino. Essa desobediência marca um divisor de águas na relação entre o homem e Deus, trazendo consequências devastadoras para toda a humanidade.


Deus havia dado a Adão e Eva uma ordem clara: eles poderiam comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se desobedecessem, morreriam. No entanto, Satanás, disfarçado em uma serpente, conta uma história distorcida, enganando Eva e, posteriormente, Adão. Eles deram ouvidos a essa voz falsa, ignorando os conselhos de Deus, e caíram no pecado.

Não Dê Ouvidos a Conselhos Contrários à Palavra de Deus

Essa lição é fundamental para nós hoje. Assim como Adão e Eva, muitas vezes somos levados a dar ouvidos a conselhos que parecem belos e elaborados, mas que se confrontam com os princípios e valores da Palavra de Deus. Sejam eles provenientes de líderes religiosos, de outras religiões ou de qualquer outra fonte, se esses conselhos não estiverem dispostos com as Escrituras, devemos rejeitá-los imediatamente.

Jesus alertou que, nos últimos tempos, apareceriam falsos mestres e profetas, buscando enganar muitos. Portanto, é essencial mantermos nossa fé firmemente ancorada na gloriosa e bendita Palavra de Deus, rejeitando qualquer conselho que possamos nos afastar de Seus caminhos.

As Consequências da Desobediência

A desobediência de Adão e Eva trouxe consequências devastadoras não apenas para eles, mas para toda a humanidade. O pecado que eles introduziram no mundo passou a germinar e se espalhou, dando origem à violência, ao adultério, aos homicídios, às mentiras, aos conflitos familiares e a toda sorte de homens que vão de encontro aos princípios de Deus.

Assim como Adão e Eva, muitas pessoas hoje no dia também estão perdendo a percepção da onisciência de Deus e do Seu poder de salvação. Elas continuam a cometer pecados horrendos, acreditando que podem se esconder dos olhos do Senhor. No entanto, a Bíblia deixa claro que os olhos de Deus contemplam todos os filhos dos homens, e ninguém pode se esconder de Sua presença.

Deus Não Abandona Suas Criaturas

Apesar da desobediência de Adão e Eva, Deus, em Sua misericórdia, não os abandonou. Quando Ele os chamou no Jardim, perguntou "Onde estás?", Ele não estava buscando informações, pois Deus é onisciente. Ele queria que Adão e Eva confessassem seus pecados e se arrependessem.

Assim como Adão e Eva, Deus está buscando por você neste momento. Ele quer que você confesse onde está, quais os lugares de pecado em que você se encontra, para que possa alcançar Sua misericórdia. Deus não deseja que você se esconda dEle, pois de Sua presença ninguém pode se esconder.

Assuma a Responsabilidade pelos Seus Atos

Quando Deus confrontou Adão sobre seu pecado, em vez de assumir a responsabilidade, Adão culpou a mulher que Deus lhe dera. Essa é uma tendência comum entre os seres humanos, que buscam terceirizar a culpa e não cometer seus próprios erros.

Você, meu amigo, também precisa aprender a assumir a responsabilidade por suas ações. Não culpe seus filhos, seus pais ou a sociedade pelos seus próprios pecados. Você tem o livre arbítrio, o poder de escolha, e Deus o criou à Sua imagem e semelhança. Portanto, assuma seus erros diante de Deus e clame por Sua misericórdia.

Não Dê Ouvidos a Notícias Falsas

Assim como Satanás usou uma meia-verdade para enganar Adão e Eva, hoje no dia também somos confrontados com uma coleção de notícias falsas, ou "fake news", que misturam verdades com mentiras. Essas informações distorcidas têm o potencial de nos afastar de Deus e nos levar a tomar decisões erradas.

Portanto, é essencial que mantenhamos nossos olhos e ouvidos atentos à Palavra de Deus, rejeitando prontamente qualquer conselho ou informação que vá de encontro aos princípios bíblicos. Não se deixe levar por argumentos bem elaborados ou por uma retórica polida, mas mantenha-se firme na verdade, revelada nas Escrituras.

Conclusão: Volte-se para Deus

A história de Adão e Eva nos ensina lições valiosas que podem transformar nossas vidas. Não dê ouvidos a conselhos estranhos que se confrontam com a Palavra de Deus. Assuma a responsabilidade por suas ações e não culpe os outros. Mantenha-se atento às notícias falsas que nos perseguem e pode nos afastar de Deus.

Acima de tudo, volte-se para Deus, pois Ele está à sua procura. Confesse seus pecados, arrependa-se e receba Sua misericórdia. Permita que a Palavra de Deus seja a seu guia, pois ela é a verdade que pode libertá-lo das armadilhas do pecado e da desobediência. Que esta mensagem ressoe em seu coração e o inspire a viver uma vida de obediência e comunhão com o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Atente para essas observações e  recomendações:

  • A Palavra de Deus é uma ferramenta poderosa que corrige e orienta tanto os crentes como os não crentes.
  • A desobediência de Adão e Eva leva à queda da humanidade.
  • Não dê ouvidos a conselhos que vão contra a palavra de Deus.
  • Ouvir os falsos profetas e ignorar os conselhos de Deus leva a uma vida perturbada.
  • Deus não abandonou Adão e Eva apesar da sua desobediência.
  • Adão e Eva se esconderam de Deus no Jardim, perdendo a percepção da onisciência de Deus.
  • Deus sabe onde você está, mas quer que você confesse.
  • Não se esconda de Deus e assuma a responsabilidade por suas ações.
  • Assuma a responsabilidade diante de Deus e não culpe os outros pelos seus erros.
  • Adão falhou em ouvir a ordem original de Deus e culpou os outros pelas suas próprias escolhas.
  • Não dê ouvidos a notícias falsas.
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Fonte:https://youtu.be/EiR2CYlQQfA

sexta-feira, 21 de junho de 2024

O Poder das Leis Espirituais - Um Estudo Sobre a Carta aos Romanos

21.06.2024

Por pastor Irineu Messias, extraído do seu canal, no YOU TUBE

A Lei do Espírito de Vida

A carta do apóstolo Paulo aos Romanos é uma das epístolas mais profundas e importantes para a cristandade. Nela, Paulo discute diversos aspectos do cristianismo, com destaque para o tema da justificação pela fé. No capítulo 8, ele faz uma afirmação poderosa: "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8:1).

Paulo começa esse trecho identificando três leis que foram instituídas, duas por Deus e uma pelo inimigo. A primeira é a lei do Espírito de Vida, que foi estabelecida no Jardim do Éden, quando Deus criou Adão e Eva. Nesse período, a humanidade vivia em perfeita comunhão com Deus, adorando e conversando livremente com Ele.

No entanto, Adão e Eva escolheram não obedecer à lei do Espírito de Vida e acabaram cedendo à tentação do inimigo, que instituiu a segunda lei: a lei do pecado. Essa lei trouxe a separação entre o homem e Deus, resultando em morte espiritual.

Mas, para aqueles que estão em Cristo Jesus, ou seja, aqueles que escolhem seguir a lei do Espírito de Vida, não há condenação. Essa lei nos liberta do poder do pecado e nos dá vida em Cristo Jesus.

A Lei do Pecado e da Morte

A lei do pecado foi introduzida quando Adão e Eva desobedeceram a Deus no Jardim do Éden. O inimigo os enganou e eles escolheram seguir seus próprios desejos, em vez de seguir a vontade de Deus. Essa escolha trouxe a morte espiritual e a separação do Espírito de Vida.

Hoje em dia, muitos ainda escolhem seguir a lei do pecado, vivendo de acordo com seus próprios desejos e prazeres. No entanto, Paulo nos alerta que aqueles que seguem essa lei não podem agradar a Deus.

É importante compreender que a lei do pecado e da morte não foi instituída por Deus para salvar o pecador, mas sim para santificar e aproximar o pecador temporariamente de Deus, até que o sacrifício de Jesus na cruz fosse realizado.

A Lei Instituída por Deus no Monte Sinai

A terceira lei mencionada por Paulo é a lei que Deus instituiu no Monte Sinai, conhecida como a lei de Moisés. Essa lei não foi dada para salvar o pecador, mas sim para santificá-lo e aproximá-lo de Deus de forma temporária.

No entanto, Paulo afirma que a lei de Moisés estava enferma pela natureza humana e, por isso, era impossível cumpri-la completamente. Ela mostrava aos homens a sua incapacidade de se aproximar de Deus por meio de suas próprias obras.

Portanto, a escolha de qual lei seguir é individual. Devemos refletir sobre qual lei estamos sendo regidos: a lei do pecado e da morte, a lei de Moisés ou a lei do Espírito de Vida. Aqueles que desejam agradar a Deus devem andar segundo o Espírito, buscando viver em obediência e comunhão com Ele.

O apóstolo Paulo nos encoraja a não darmos lugar à carne, ou seja, à nossa natureza decaída. Devemos buscar viver de acordo com a lei do Espírito de Vida, permitindo que o poder do Espírito Santo subjuge o poder do pecado em nossas vidas.

É importante ressaltar que, como seres humanos, estamos sujeitos a tentações e fraquezas. No entanto, o Espírito Santo está disposto a nos ajudar em nossas fraquezas, desde que estejamos dispostos a ouvir a Sua voz e seguir a Sua direção.

Conclusão

A carta aos Romanos nos traz uma profunda lição sobre o que significa ser cristão e a importância de escolher seguir a lei do Espírito de Vida. Aqueles que estão em Cristo Jesus, que andam segundo o Espírito, não estão mais sujeitos à condenação, mas têm vida em abundância.

Devemos tomar cuidado para não cairmos na armadilha da carne, escolhendo seguir nossos próprios desejos e vontades. Em vez disso, devemos buscar agradar a Deus, andando segundo o Espírito e permitindo que Ele nos guie em todas as áreas de nossas vidas.

Que possamos ser como aqueles crentes do passado, que enfrentavam perseguição e dificuldades por escolherem seguir a lei do Espírito de Vida. Que sejamos firmes em nossa fé e não nos deixemos levar pela tentação ou pelas mentiras do inimigo.

Que o Espírito Santo nos ajude a vencer as fraquezas e a caminhar em obediência, para que possamos experimentar a vida plena que Jesus nos oferece. Que possamos escolher diariamente andar pelo Espírito, pois só assim poderemos agradar a Deus e desfrutar de uma comunhão íntima com Ele.

Que o nome do Senhor Jesus seja exaltado em nossas vidas, e que Ele nos ajude a viver de acordo com a lei do Espírito de Vida. Que sejamos testemunhas vivas do poder transformador de Deus, para que outros também possam conhecer a liberdade e a vida abundante que há em Cristo Jesus.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Encontrando Deus: Uma Jornada de Obediência e Perdão

22.02.2024
Por Irineu Messias de Araujo

INTRODUÇÃO:

A história da desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden é um poderoso lembrete das consequências de não seguirmos o conselho de Deus. Junte-se a nós em uma exploração espiritual enquanto nos aprofundamos na mensagem atemporal transmitida em Gênesis 3:8-12.

A Queda da Humanidade

A desobediência de Adão e Eva à ordem de Deus serve como uma história de advertência, ilustrando o impacto devastador de desconsiderar a orientação divina. A sua escolha fatídica levou à introdução do pecado no mundo, alterando o curso da humanidade.


Consequências da Desobediência

As repercussões da desobediência de Adão e Eva repercutem através dos tempos, demonstrando a gravidade de ignorar a sabedoria de Deus. As suas ações romperam a relação harmoniosa entre a humanidade e Deus, sublinhando a importância de aderir ao conselho divino.


A Onisciência de Deus

Apesar da tentativa de Adão e Eva de se esconderem de Deus, a sua crença equivocada em fugir da consciência divina revelou-se fútil. A narrativa elucida a onipresença e onisciência de Deus, reforçando a noção de que a penitência genuína exige o reconhecimento aberto das próprias transgressões.

Abraçando a responsabilidade

Uma lição fundamental retirada desta narrativa diz respeito a assumir a responsabilidade pelas próprias ações, abstendo-se de táticas evasivas ou transferindo a culpa. Ao abraçar a responsabilidade e procurar o perdão divino, os indivíduos podem experimentar a renovação espiritual e a reconciliação com Deus.

Conclusão:

A narrativa de Adão e Eva transmite informações valiosas sobre as ramificações da desobediência e o poder redentor da contrição genuína. Deixe que este relato atemporal sirva como um lembrete comovente para atendermos à orientação de Deus e assumirmos a responsabilidade em nossas jornadas espirituais.


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O ÉDEN, E A VIRAÇÃO DO DIA

04.12.2014
Do blog VERSOS DE GRATIDÃO
Por Irineu Messias

Irineu Messias
03.12.14
Na viração do dia,
Quisera ser o Adão da Inocência,
O Adão do Éden sem pecado,
Para que pudesse estar em Tua Presença,
E caminhar ali, sempre ao Teu Lado;
Sentir toda aquela alegria
Caminhar naquele  jardim,também feito para mim

Na viração dia,
Meu coração ficaria
Contando cada minuto
Para ter aquela divinal alegria
De poder ouvir Tua voz,
E ouvires minhas histórias, eu e  o Senhor, a sós

Teus santos conselhos de amor
Há de sempre me guardar
Seja para onde eu for;
Nos muitos momentos da minha lida
Livras e protege a minha vida
Por onde quer que seja o meu andar

Ó, Senhor meu Deus,
Santo Eterno Senhor Jeová!
Não há Deus tão Amoroso
Tão cheio de misericórdia e
Todo-Poderoso,
Que enche meu ser de Santo gozo.
Por isso,meu coração agradecido
Há de sempre e eternamente te adorar!

O primeiro Adão, por seu pecado,
Trouxe a morte espiritual,
O segundo Adão, meu Cristo Amado,
Me libertou daquele mal,
Me levará de volta ao Éden-paraíso,
Por meio da Infinita Graça
De meu Senhor Jesus Cristo

Senhor, derrotaste na minha vida,
Todo o poder da transgressão,
Puseste em mim Teu  Santo Espírito,
Que regenerou meu  coração!

Seu supremo sacrifício naquela imerecida cruz
Salvou a humanidade inteira
Por Tua Graça divinal e maravilhosamente Verdadeira;
Me retiraste das minhas trevas
Para teu Santo Reino de Luz
Antes era teu inimigo,
Hoje sou amigo do Senhor Cristo Jesus!
Na minha história Ele escreveu um diferente e novo fim
Por seu  amor sem igual e por Seu sangue carmesim!

Tantas glórias Te darei,
Ó Deus Triúno e Bendito,
Ó meu Glorioso Rei!
Quando estiver na Tua glória,
Melhor que o Éden de Adão,
A morte não existirá jamais,
Minhas lágrimas,
Minhas dores
Lá não existirão mais
Será uma Eternidade de vitória
Na presença do Deus Pai!

Terei todos os dias,
A Presença Sacrossanta e Poderosa
Pelo séculos sem fim,
Do Deus Pai Misericordioso
Que por Cristo Jesus, o Deus Filho
Me dará um corpo glorioso

O Deus Espírito Santo,
Este Amigo mui Fiel,
Que o Pai enviou de Sua Glória
Depois  que o Senhor Jesus,subiu para os Céus
Este Consolador Amado, cuidou tanto de mim,
Enxugou todo o meu pranto,
Dos  muitos sofreres aqui!

Estarei no Éden Celestial,
Adorando o Deus Amado,
Que me salvou para sempre de todos os meus  pecado;
Não mais precisarei esperar
A costumeira  viração do dia,
Para que eu possa estar
Na tua sublime e divinal companhia.

Estarei diante do Trono Divinal,
De vestes brancas e angelicais,
Livre eternamente de todo o mal;
Adorando-te com altos brados de vitória:
Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos
Os Céus estão cheios de Tua Glória!
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Fonte:http://versosdegratidao.wordpress.com/2014/12/04/o-eden-e-a-viracao-do-dia/

terça-feira, 10 de junho de 2014

NOVELAS DA GLOBO DETURPAM A PALAVRA DE DEUS: Personagem de novela distorce a Bíblia e diz que diabo criou a vida e sexo!

10.06.2014
Do portal GNOTÍCIAS, 03.06.14
Por Sílvio Costa*


A última do folhetim “Em família” da TV Globo, a personagem Shirley interpretada pela atriz Viviane Pasmanter, fez as seguintes declarações em uma cena:
 
“[A serpente] É uma entidade divina. Vejam a história do mundo, por exemplo. Por que a gente tá aqui? Por que Adão e Eva pecaram quando fizeram amor. Quem foi que inspirou o primeiro casal do mundo? Uma serpente! [...] Portanto, devemos a ela o milagre da vida. Se não fosse a serpente, Adão e Eva ainda estariam no Paraíso, mortos de tédio e sem saber nada de sexo”.

Existem violações bíblicas e teológicas nesse conjunto de palavras, vejamos:
 
1º Satanás não é uma entidade divina. O acusador é um ser criado ( Ez 28:15), como os demais anjos (Ne 9:6; Sl 148:2; Cl 1:16), eles são seres espirituais (Hb 1.13,14) superiores aos homens. A serpente não é divina porque não é eterna como Deus o é, ela não pode ser Deus em sentido teológico porque não tem atributos de divindade como onipotência, onisciência e onipresença – e esse é apenas um dos argumentos. Lúcifer foi deposto de sua posição original de querubim ungido (Ez 28:14) exatamente por querer ser deus (Ez 28:16). Enganou e levou consigo uma terça parte dos anjos (Ap 12:3-4) sendo que uns foram lançados em prisões eternas (Jd v.6) e outros habitam com ele nos ares (Ef 2:2; 6:12).
 
2º Não estamos aqui por que Adão e Eva pecaram. Estamos aqui porque Deus desejou que estivéssemos (Gn 1:27; Ec 7:29) e para tanto já havia promulgado a procriação através do sexo (Gn 1:28) antes da queda dos pais da raça humana. Toda a criação existe, inclusive o homem, por causa de Deus e não por nossa causa (Sl 104.31). Deus criou o homem para a sua própria glória (Is 43.7; Ef 1.11,12). Por isso tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus (I Co 10.31).
 
3º O diabo não inspirou o casal do Éden a fazer sexo (Gn 2:21-25). A atividade da antiga serpente foi fazê-los transgredir ao único mandamento que tinham (Gn 2:17) e infelizmente conseguiu, e isso não tem nada a ver com o sexo. É importante esclarecer que o sexo nos padrões da Palavra é uma bênção ao casal (Ct 4; 1 Pe 3.7). Tudo o que ocorre fora dos padrões da Bíblia é pecado como fornicação, adultério, homossexualismo e as esses o maligno inspira (2 Co 4:4; Gl 5:19; 1 Co 6;10).

4º O milagre da vida não é fruto da influência maligna sobre o casal edênico. Isso é um absurdo bíblico-teológico, um descabimento interpretativo sem medidas, uma afronta contra a procedência da origem e do sentido da existência da raça humana que provém do único Criador – o Deus Todo Poderoso (Gn 14:19; Jó 36:3; Is 40:21,22, 28). Satanás só sabe produzir morte e destruição (Jo 10:10; Jó 1:7-12).

5º Adão e Eva não estariam entediados no Éden. Havia (e há) um propósito original de Deus quanto a criação do homem e ela transcendia as divisas do jardim perfeito. Essa é uma ideia difundida através dos séculos de que uma vida na presença de Deus é uma existência sem graça – é falácia do astuto usurpador. É exatamente na presença de Deus que o homem alcançará a plenitude de sua existência (Ef 3:19) e tocará nos limites do propósito de ser humano conforme o plano de Deus (Jr 29:11) nos âmbitos espiritual, social e cultural.

Eu não assisto novelas – e nem por isso me acho melhor de quem as assiste (não estou aqui para os condenar – afinal a vida é de cada um e as contas futuras serão tratadas neste prisma) – mas minha consciência cristã se incomoda com notícias cada vez mais anticristãs acerca de novelas que tem transtornado o sentido das coisas, proposto a inversão de valores e pregado uma forma de viver sem pudores, restrições e fundamentos.

Ainda que as novelas em tese não expressem em absoluto a opinião e a forma de viver de seus telespectadores, ainda que em hipótese não forneçam fundamentos morais, bíblicos e teológicos para seus seguidores – pois os tais encaram as expressões, práticas, estereótipos e comportamentos novelísticos apenas como entretenimento e mera ficção; é inegável que a teledramaturgia brasileira influencia e transmite mensagens abertas sobre os mais variados assuntos, inclusive sobre espiritualidade, sociedade e ultimamente ligadas ao desdenho do cristianismo – na afronta e banalização deste e de seus valores e padrões milenares.

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Fonte:http://colunas.gospelmais.com.br/personagem-de-novela-distorce-biblia-e-diz-que-diabo-criou-vida-e-sexo_9590.html