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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Trágico Diálogo do Jardim do Éden: Livre-Arbítrio, Tentação e a Voz da Escolha

19.01.2026
Publicado pelo pastor Irineu Messias*

Introdução

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é um dos pilares da teologia cristã, oferecendo uma janela para a origem do pecado e a complexidade da condição humana. Longe de ser uma mera história antiga, ela revela princípios eternos sobre a tentação, a liberdade de escolha e as consequências da desobediência. Este artigo propõe uma análise desse "trágico diálogo", que valoriza a responsabilidade humana e a capacidade de resposta à graça divina. Ao examinar a interação entre a serpente e Eva, buscaremos compreender como a tentação se desenrola, como a Palavra de Deus pode ser distorcida e, crucialmente, como a liberdade de escolha, um dom divino, se manifesta no momento da decisão. A partir dessa exegese, extrairemos lições doutrinárias e aplicações pastorais que ressoam com os desafios contemporâneos da fé, convidando à reflexão sobre a "voz estranha" em nosso próprio tempo e a urgência de ouvir a voz de Deus.

Contexto bíblico-literário de Gênesis 3.1-6

O livro de Gênesis estabelece o cenário da criação perfeita de Deus, onde a humanidade, criada à Sua imagem e semelhança, desfrutava de comunhão plena com o Criador. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden, um lugar de abundância e harmonia, com uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Esta proibição não era arbitrária, mas um teste da obediência e da lealdade, um exercício da liberdade que lhes havia sido concedida. O capítulo 3 inicia com a introdução de um novo personagem: a serpente, descrita como "mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito" (Gn 3.1). A narrativa, portanto, não apresenta um cenário de predestinação para a queda, mas um ambiente onde a escolha moral era uma realidade presente e iminente. A liberdade de Adão e Eva era genuína, e a possibilidade de obedecer ou desobedecer estava diante deles.

Exegese e análise do “diálogo” (v.1-5)

O diálogo entre a serpente e Eva é uma obra-prima de engano e manipulação. A "antiga serpente", identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), não ataca diretamente, mas questiona sutilmente a Palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" (Gn 3.1). Esta é a primeira tática da "voz estranha": semear a dúvida sobre a bondade e a veracidade da revelação divina. A serpente não nega a Palavra, mas a distorce, misturando verdade e mentira, uma estratégia que hoje reconhecemos como "fake news" espiritual.

Eva, em sua resposta, demonstra um conhecimento parcial da ordem divina, mas com uma adição perigosa: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais" (Gn 3.3). A proibição de "tocar" não havia sido dada por Deus (Gn 2.16-17). Essa adição, embora aparentemente bem-intencionada para reforçar a proibição, revela uma vulnerabilidade: a Palavra de Deus não deve ser alterada, nem para mais, nem para menos.(Dt 4.2) Ao acrescentar à Palavra, Eva abriu uma brecha para a serpente explorar.

A serpente então avança com uma negação direta e uma promessa enganosa: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3.4-5). Aqui, a "voz estranha" acusa Deus de egoísmo e de reter algo bom de Suas criaturas. A promessa de "ser como Deus" apela ao orgulho e ao desejo de autonomia, distorcendo a verdadeira imagem e semelhança com Deus que a humanidade já possuía. A serpente não forçou Eva; ela apresentou uma alternativa, uma "verdade" sedutora que apelava à sua razão e aos seus desejos. A escolha, no entanto, permaneceu nas mãos de Eva, evidenciando a liberdade e a responsabilidade que Deus lhe havia concedido.

A dinâmica do desejo (v.6) e a queda

O versículo 6 descreve o clímax da tentação e a consumação da queda: "E, vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, e ele comeu." Este versículo revela a progressão da tentação, que se move do questionamento externo para o desejo interno. Eva não foi coagida; ela "viu", "desejou" e "tomou".

A serpente plantou a semente da dúvida, Eva a regou com sua alteração da Palavra, e o desejo a fez florescer. A árvore, antes proibida, tornou-se "boa para se comer" (satisfação física), "agradável aos olhos" (satisfação estética) e "desejável para dar entendimento" (satisfação intelectual/espiritual, o desejo de ser como Deus). Esta tríplice atração ecoa as tentações que a humanidade enfrentaria repetidamente (1Jo 2.16).

A decisão de Eva foi um ato de livre-arbítrio. Ela tinha a capacidade de resistir, de rejeitar a "voz estranha" e de permanecer fiel à Palavra de Deus. A graça preveniente de Deus, que a capacitava a discernir e a obedecer, estava disponível. No entanto, ela escolheu ceder ao desejo e à mentira. Adão, por sua vez, também fez sua própria escolha consciente ao comer do fruto. A queda não foi um acidente ou um destino inevitável, mas o resultado de escolhas livres e responsáveis, que tiveram consequências devastadoras para toda a humanidade.

Dimensões doutrinárias

A narrativa de Gênesis 3.1-6 é rica em implicações doutrinárias: 

  • Pecado: O pecado não é uma condição imposta por Deus, mas o resultado de uma escolha voluntária de desobediência. Ele surge da liberdade humana de rejeitar a vontade divina. A queda de Adão e Eva demonstra que o pecado é uma transgressão da lei de Deus, uma falha em confiar e obedecer (Rm 5.12).
  • Liberdade: A liberdade de escolha, ou livre-arbítrio, é um dom inerente à imagem de Deus no ser humano. Adão e Eva eram genuinamente livres para obedecer ou desobedecer. Essa liberdade é fundamental para a responsabilidade moral. Deus não os programou para pecar, mas lhes deu a capacidade de escolher, tornando-os moralmente responsáveis por suas ações.
  • Tentações: A tentação não é pecado em si, mas um convite ao pecado. A narrativa mostra que a tentação opera através da dúvida, da distorção da verdade e do apelo aos desejos humanos. No entanto, a Bíblia assegura que Deus não permite que sejamos tentados além de nossas forças e que sempre provê um meio de escape (1Co 10.13). A possibilidade de resistir é real e depende da nossa escolha de confiar em Deus e em Sua Palavra.
  • Revelação: A clareza da revelação divina é crucial. Deus havia comunicado Sua vontade de forma inequívoca. A serpente, no entanto, buscou obscurecer e distorcer essa revelação. Isso sublinha a importância de uma compreensão pura e inalterada da Palavra de Deus.
  • Autoridade das Escrituras: A integridade da Palavra de Deus é inegociável. A falha de Eva em manter a pureza da ordem divina, ao adicionar "nem nele tocareis", ilustra o perigo de manipular ou relativizar a autoridade das Escrituras. A Palavra de Deus é a verdade absoluta e o padrão para a vida e a fé.

Aplicações pastorais contemporâneas

A história do Éden, embora antiga, ressoa poderosamente em nosso contexto contemporâneo, oferecendo valiosas aplicações pastorais:

  • Má conversação e influência: A "voz estranha" da serpente é um lembrete constante do poder da influência negativa. Como Paulo adverte, "as más conversações corrompem os bons costumes" (1Co 15.33). Isso se manifesta em amizades tóxicas, ambientes de trabalho hostis à fé ou até mesmo dentro da própria comunidade de fé, onde a dúvida e o engano podem ser semeados. A escolha de quem ouvimos e com quem nos associamos é vital para nossa saúde espiritual. O exemplo de Pedro, que se tornou uma "pedra de tropeço" para Jesus ao sugerir um caminho diferente do plano divino (Mt 16.23), demonstra que a "voz estranha" pode vir de onde menos esperamos, até mesmo de pessoas bem-intencionadas. A história de Datã, Abirão e Corá (Nm 16), que lideraram uma rebelião contra a autoridade estabelecida por Deus, ilustra o perigo da influência coletiva para o mal e a responsabilidade individual de não seguir a multidão para o erro.
  • "Voz estranha" e "fake news": A estratégia da serpente de misturar verdade e mentira é um precursor das "fake news" de hoje. Em um mundo saturado de informações e desinformações, a capacidade de discernir a verdade da mentira é mais crucial do que nunca. A "voz estranha" pode vir de mídias sociais, ideologias seculares ou até mesmo de púlpitos que distorcem a Palavra de Deus. O crente é chamado a ser vigilante, testando os espíritos para ver se procedem de Deus (1Jo 4.4).
  • Discernimento espiritual: A falha de Eva em discernir a verdadeira intenção da serpente e a integridade da Palavra de Deus destaca a necessidade de um discernimento espiritual aguçado. Isso se desenvolve através do estudo diligente das Escrituras, da oração e da comunhão com o Espírito Santo. Somente assim podemos reconhecer a "voz estranha" e permanecer firmes na verdade.
  • A escolha da obediência: A liberdade de escolha é um tema central. Josué desafiou o povo de Israel: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Essa exortação ecoa a cada geração. A salvação e a vida cristã são um caminho de escolhas contínuas. Receber a Cristo é uma escolha (Jo 1.12), e viver no Espírito é uma escolha diária contra a carne (Rm 8.5-14). A advertência de Hebreus 3.7-8, "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações", ressalta a urgência e a responsabilidade de responder prontamente à voz de Deus, antes que a oportunidade se perca.

Conclusão

O trágico diálogo no Jardim do Éden em Gênesis 3.1-6 permanece como um testemunho perene da liberdade humana e da seriedade da escolha moral. A "antiga serpente", com sua astúcia e sua estratégia de distorcer a Palavra de Deus, encontrou em Eva uma vulnerabilidade que levou à queda. Contudo, a narrativa não é de um destino selado, mas de uma decisão livre e responsável. Este relato bíblico nos lembra que a humanidade foi criada com a capacidade de escolher, e que a graça preveniente de Deus sempre nos capacita a resistir à tentação e a obedecer à Sua voz.

As lições do Éden são atemporais. Em um mundo repleto de "vozes estranhas", "fake news" e "más conversações", somos chamados a um discernimento espiritual constante, a um apego inabalável à pureza da Palavra de Deus e a uma vigilância sobre nossas próprias escolhas. Que possamos, como crentes, exercer nossa liberdade dada por Deus para ouvir e obedecer à Sua voz, escolhendo a vida e a bênção, e resistindo a toda forma de engano, para a glória Daquele que nos amou e nos deu, por meio de Cristo Jesus, poder de nos tornarmos Seus filhos.

Referências bíblicas

  • Gênesis 2.16-17
  • Gênesis 3.1-6
  • Números 16
  • Deuteronômio 30.19
  • Josué 24.15
  • Mateus 16.23
  • João 1.12; 8.44
  • Romanos 5.12
  • Romanos 8.5-14
  • 1 Coríntios 10.13
  • 1 Coríntios 15.33
  • Hebreus 3.7-8
  • 1 João 2.16
  • 1 João 4.4
  • Apocalipse 12.9; 20.2
Nota: Este arrtigo foi elaborado a partir do sermão do pastor Irineu Messias "O Trágico Diálogo do Jardim do Éden", mnistrado  no dia 18.01.2026, na Assembleia de Deus do Planalto Central - ADEPLAN - DF. Clique  aqui e ouça no Youtube
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sexta-feira, 12 de julho de 2024

PRINCÍPIOS PARA UM CASAMENTO FELIZ

12.07.2024
Do blog RECANTO DAS LETRAS, 16.02.2012
Por José Loula Júnior*


Disse então o homem: “Esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada”. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. Gênesis 2.23-24 – Nova versão Internacional

Introdução

O dia do seu casamento deve ter sido um dia especial em sua vida. Noiva atrasada, noivo apreensivo. Os homens ficam preocupados quando a noiva atrasa. Mas, de repente, alguém anuncia “a noiva chegou”. Toda ansiedade do dia é absolutamente normal. Afinal estávamos dando um passo rumo ao desconhecido. Ali, diante de uma autoridade eclesiástica ou civil fizemos votos e juras de amor eterno. Passam os anos e muitos de nós se esquece dos votos que fizemos. Casamos apaixonados. Mas com o passar do tempo a paixão continua? Você está feliz com seu cônjuge? Vejamos à luz da Bíblia alguns princípios para um casamento feliz.

I – Para o casamento ser feliz tem que haver parceria

Casais devem apoiar-se mutuamente, valorizar o trabalho do outro.

Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda". Gênesis 2:18.

II – Para o casamento ser feliz tem a ver confiança mútua

Ciúme destrói casamentos. Já diz um hino que costumamos cantar: “onde houver desconfiança, ai do amor...”

Coloque-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço; pois o amor é tão forte quanto a morte, e o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor. Cântico dos cânticos 8:6.

III – Para o casamento ser feliz é preciso existir o perdão

O perdão ao próximo é condição para recebermos o perdão de Deus. Nosso cônjuge é “nosso próximo, mais próximo”.

Tomem cuidado. “Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe”. Lucas 17:3

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem mutualmente, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas". Mateus 6:14-15

IV – Para o casamento ser feliz o amor tem que ser cultivado dia a dia

O amor é como a flor. Se não for regado dia a dia, murcha e morre.

Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.

Cântico dos cânticos 8:7

Conclusão

Voltemos ao nosso texto básico. Precisamos entender o que significa “deixar o pai e a mãe”. Vale também para as mulheres.

1. Unir-se ao cônjuge é também separar-se

Une-se ao cônjuge, e separa-se física, emocional e geograficamente do lar dos pais.

2. Unir-se ao cônjuge é aceitar a família do outro como sua própria família

Se as famílias não se unem, o casamento tende ao fracasso.

3. Unir-se ao cônjuge é estar juntos nos momentos de alegria ou de tristeza. De fartura ou de escassez. De saúde ou de doença.

O apóstolo Paulo nos diz: “O amor Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. I Coríntios 13:7

Neste momento, quando diante de Deus renovamos os nossos votos matrimoniais, roguemos a Ele que nos abençoe e nos dê forças para prosseguirmos nesta caminhada, sendo fiéis àquele(a) que escolhemos para compartilhar conosco o nosso dia a dia, até que a morte nos separe. Deus nos abençoe

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*(Esboço de mensagem pregada no dia 31 de maio de 2008 na Primeira Igreja Batista em Tobias Barreto (Sergipe).


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Fonte:https://www.recantodasletras.com.br/mensagensreligiosas/3244244

quarta-feira, 6 de março de 2024

Livro de Gênesis: Desvendando as Origens

05.03.2024

Postado por pr Irineu Messias 

Introdução:

O livro de Gênesis, o primeiro da Bíblia, é um portal para a história da criação, da humanidade e do povo de Israel. Através de suas narrativas poéticas e rica simbologia. Gênesis nos leva a uma jornada épica que explora temas como a origem do universo, a natureza humana, a relação entre Deus e o homem, a promessa da redenção e a formação da nação israelita.

Tópicos Explicativos:

1. A Criação (Gênesis 1:1-2:4a):

  • A narrativa da criação em seis dias, com Deus como criador soberano e ordenador do cosmos.
  • A distinção entre Deus e o mundo, e a santidade do sétimo dia como um símbolo de descanso e comunhão com Deus.

2. A Queda do Homem (Gênesis 2:4b-3:24):

  • A criação de Adão e Eva à imagem de Deus e sua colocação no Jardim do Éden.
  • A tentação da serpente, a desobediência do homem e a consequente queda da graça.
  • As maldições que recaem sobre a humanidade e a promessa de um Redentor.

3. As Consequências da Queda (Gênesis 4-11):

  • A história de Caim e Abel, revelando a inclinação do homem para o pecado e a violência.
  • A genealogia dos descendentes de Adão e a crescente corrupção da humanidade.
  • O dilúvio como um julgamento divino sobre a Terra e a preservação de Noé e sua família.

4. A Torre de Babel e a Dispersão dos Povos (Gênesis 11:1-9):

  • A tentativa frustrada de construir uma torre que chegasse ao céu, simbolizando a rebelião humana contra Deus.
  • A dispersão dos povos como forma de Deus controlar a soberba humana e preservar a diversidade cultural.

5. A Promessa a Abraão (Gênesis 12:1-25:18):

  • O chamado de Abraão e a promessa de Deus de fazer dele uma grande nação e abençoar todas as famílias da Terra.
  • A fé de Abraão, mesmo diante de desafios e provas, como a peregrinação a Canaã e o sacrifício de Isaque.
  • O nascimento de Isaque e a promessa de que através dele a descendência de Abraão seria abençoada.

6. Jacó e Esaú: A Escolha da Fé (Gênesis 25:19-36:43):

  • A história dos gêmeos Jacó e Esaú, ilustrando a escolha entre a fé e a bênção material.
  • O engano de Jacó e a obtenção da primogenitura, demonstrando a astúcia humana e as consequências do pecado.
  • A reconciliação entre Jacó e Esaú, revelando a misericórdia de Deus.

7. José e Seus Irmãos: Do Poço ao Palácio (Gênesis 37:1-50:26):

  • A história de José, vendido como escravo pelos seus irmãos e posteriormente elevado a governador do Egito.
  • A providência divina em meio ao sofrimento de José, mostrando como Deus pode transformar o mal em bem.
  • O perdão de José aos seus irmãos, exemplificando a graça e o amor de Deus.

Conclusão:

O livro de Gênesis é um alicerce fundamental para a compreensão da fé judaico-cristã. Através de suas histórias inspiradoras e ensinamentos profundos. Gênesis nos revela o caráter de Deus, a origem do pecado e da redenção, e a promessa de um futuro glorioso para a humanidade.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Encontrando Deus: Uma Jornada de Obediência e Perdão

22.02.2024
Por Irineu Messias de Araujo

INTRODUÇÃO:

A história da desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden é um poderoso lembrete das consequências de não seguirmos o conselho de Deus. Junte-se a nós em uma exploração espiritual enquanto nos aprofundamos na mensagem atemporal transmitida em Gênesis 3:8-12.

A Queda da Humanidade

A desobediência de Adão e Eva à ordem de Deus serve como uma história de advertência, ilustrando o impacto devastador de desconsiderar a orientação divina. A sua escolha fatídica levou à introdução do pecado no mundo, alterando o curso da humanidade.


Consequências da Desobediência

As repercussões da desobediência de Adão e Eva repercutem através dos tempos, demonstrando a gravidade de ignorar a sabedoria de Deus. As suas ações romperam a relação harmoniosa entre a humanidade e Deus, sublinhando a importância de aderir ao conselho divino.


A Onisciência de Deus

Apesar da tentativa de Adão e Eva de se esconderem de Deus, a sua crença equivocada em fugir da consciência divina revelou-se fútil. A narrativa elucida a onipresença e onisciência de Deus, reforçando a noção de que a penitência genuína exige o reconhecimento aberto das próprias transgressões.

Abraçando a responsabilidade

Uma lição fundamental retirada desta narrativa diz respeito a assumir a responsabilidade pelas próprias ações, abstendo-se de táticas evasivas ou transferindo a culpa. Ao abraçar a responsabilidade e procurar o perdão divino, os indivíduos podem experimentar a renovação espiritual e a reconciliação com Deus.

Conclusão:

A narrativa de Adão e Eva transmite informações valiosas sobre as ramificações da desobediência e o poder redentor da contrição genuína. Deixe que este relato atemporal sirva como um lembrete comovente para atendermos à orientação de Deus e assumirmos a responsabilidade em nossas jornadas espirituais.


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terça-feira, 5 de maio de 2020

quarta-feira, 29 de julho de 2015

“Evidências confirmam existência de Adão e Eva”, diz geneticista

29.07.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE
Por Jarbas Aragão

Especialista defende que os cristãos devem estudar as informações científicas, para defender a confiabilidade da Bíblia 

 

Uma conceituada geneticista molecular decidiu fazer um documentário para mostrar a historicidade de Adão e Eva. Para ela, as descobertas modernas no campo da genética confirmam os ensinamentos da Bíblia que todos os seres humanos descendem de um casal original.

A doutora Georgia Purdom possui Ph.D. em genética molecular pela Universidade Ohio State. Já publicou artigos em uma série de revistas científicas, incluindo Journal of Neuroscience e Journal of Bone and Mineral Research. Além de trabalhar como professor de biologia, tem se dedicado a apoiar o ministério de apologética cristã Answers in Genesis (AiG).

Já fez diferentes palestras sobre o assunto nos EUA e seu mais recente trabalho, disponível agora em DVD chama-se “A Genética de Adão & Eva”. Seguindo a perspectiva da genética, ela examina o relato de Gênesis sobre as origens da humanidade.

“Um dos maiores debates no cristianismo diz respeito às duas primeiras pessoas, Adão e Eva, se eram reais ou o produto de mitos”, escreveu Purdom em um artigo recente.

“Aqueles que afirmam que evoluímos ao longo de milhões de anos acreditam que Adão e Eva, conforme a Bíblia ensina sobre eles, não têm lugar na história da humanidade. Eles argumentam que a ciência da genética prova que não podemos ser descendentes de apenas duas pessoas. Muitos cristãos aceitaram esta posição e propõe que a sua existência histórica é irrelevante para o cristianismo e o evangelho”.

Porém, a doutora Purdom defende que aceitar a existência histórica de Adão e Eva é imprescindível para uma compreensão adequada do evangelho. “Entender que Adão e Eva eram pessoas reais ajuda as pessoas a perceberem a necessidade de um salvador, por que foram eles que trouxeram o pecado”, explica.

“Jesus é a solução para o problema do mal, que começou em Gênesis 3. Paulo fez essa conexão muito clara em Romanos 5 e 1 Coríntios 15″, defende.

Para a doutora, os cristãos devem estudar as informações científicas, para que possam defender a confiabilidade da Bíblia, começando por Gênesis. No documentário, ela estuda algumas descobertas recentes da genética, que colaboram para um entendimento maior do relato da criação na Bíblia.

Ela aponta para a pesquisa de DNA mitocondrial feito pelo geneticista Nathaniel Jeanson. “Ele mostra claramente que o ancestral humano comum de todos nós (Eva bíblica) viveu dentro do período bíblico de apenas milhares de anos atrás.”

Aos que pedem “provas” para contradizer as reivindicações dos evolucionistas, Purdom esclarece que “A genética mostra claramente que humanos e chimpanzés não compartilham um ancestral comum. Há muitas, muitas diferenças em seu DNA que minam completamente a possibilidade de ancestralidade compartilhada”. Com informações de Christian News
Assista (em inglês):
 
Video Player
 

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/evidencias-existencia-adao-e-eva/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Série: Pecado é coisa séria: “Os efeitos do pecado nos relacionamentos”

01.05.2015
Do portal GNOTÍCIAS, 20.04.15
Por  Diego Ribeiro 

Série: Pecado é coisa séria: “Os efeitos do pecado nos relacionamentos”
Neste segundo artigo da Série Pecado é coisa séria, vamos estar abordando os efeitos do pecado sobre o relacionamento com outras pessoas.
Com a entrada do pecado na humanidade através da rebelião do Éden o homem tornou-se não só inimigo de Deus, mas de toda a criação no geral. A bíblia registra o primeiro homicídio que foi cometido por Caim quando matou seu irmão Abel. Os relacionamentos foram abalados por conta da queda, assim como o pecado afastou o Ser humano de Deus ele também afasta as pessoas umas das outras. A ONU “Organização das Nações Unidas” busca de todas as formas interagir entre os representantes dos países com o propósito de manter a paz mundial onde cada ano que se passa tem se tornado algo quase que impossível. O cinema em forma de arte aborda o assunto paz como algo que traz esperança para um mundo melhor. Não se pode tentar encontrar o remédio quando não se sabe o problema. O mundo tenta de todas as formas resolver o problema das guerras civis, conflitos interpessoais, criminalidade que vem devastando o mundo atual. O único meio de entender tudo que está acontecendo no contexto dos relacionamentos interpessoais é buscando sua origem na bíblia.
Tiago 4:1-2 – “De onde vêm às guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?2 – Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis”.
O pecado também tem efeitos poderosos sobre os relacionamentos entre os homens. Um dos mais significativos é a proliferação da competição. Uma vez que o pecado torna a pessoa cada vez mais egocêntrica e egoísta, é inevitável que haja conflito com os outros. Desejamos a mesma posição, a mesma pessoa como cônjuge, o mesmo carro que o outro. Não importa se para ser feliz o outro precise ser penalizado, pois o que está em jogo é a minha satisfação. Perdemos a capacidade de ser empático com os outros. O ser humano está preocupado com os seus desejos, sua reputação e suas opiniões pessoais. Esse pensamento é o oposto do que Paulo ensina no livro de Fp. 2: 3-5.A ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.Ser empático é ter compaixão “sentir o mesmo sentimento que outrem”, oposto a apatia que significa sem sentimentos. O pecado tem tornado desde os tempos remotos, a humanidade “seca” desprovida de sentimentos de empatia.
Outro fator que está enraizado na humanidade após a queda é a rejeição a autoridade: A proposta da “serpente”, Satanás foi que no dia que provássemos o fruto proibido seriamos iguais a Deus. Incitando Adão e Eva a rejeitarem a autoridade de Deus, rebelando-se contra seu criador. Depois daquele dia não parou mais, o homem tornou-se especialista em rejeitar autoridade. A começar em casa: Os filhos já não obedecem aos pais, na escola os alunos não respeitam os professores, os jovens tripudiam diante das autoridades constituídas. Objetivo de Satanás é implantar um governo anárquico que traga desordem, o de Deus uma teocracia. A quebra de autoridade tem a sua origem em lúcifer, ele foi o primeiro a cometer este pecado e provou das consequências dessa atitude maligna da qual trouxe um juízo irrevogável onde para ele não existe mais perdão. É por esse motivo que o pecado exalta o coração humano trazendo a ilusão de que ele é o centro de tudo e que não precisa se submeter a autoridade de ninguém.  
Enfim o pecado torna o homem incapaz de amar. Uma vez que enxerga os outros como uma ameaça, pois ele é um adversário nesta grande competição que se chama vida. É impossível agir para o bem-estar pleno dos outros quando se está em busca da sua própria satisfação. O pecado é uma questão séria, seus efeitos se alastram e afetam o relacionamento com Deus, consigo mesmo e com os outros. A cura para estes males que o pecado traz como consequência é a palavra de Deus. Quando não se conhece a Cristo esses sentimentos são toleráveis no que diz respeito aos ímpios, mas para o salvo não condiz com o caráter de Cristo. A regeneração gera uma nova natureza dentro do ser humano, nela está intrínseca a mente de Cristo que reproduz a lei moral de Deus de forma que o homem abandona as coisas velhas para viver em novidade de vida.
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Fonte:http://colunas.gospelmais.com.br/serie-pecado-e-coisa-seria-os-efeitos-pecado-nos-relacionamentos_10861.html

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CASAMENTO: A Síndrome de Adão

16.02.2015
Do portal GNOTÍCIAS, 22.01.15
Por Diego Ribeiro 

A Síndrome de Adão
Gênesis 2:18 – E disse o SENHOR Deus: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”.
A solidão não foi feita para homem ela é um demônio que aprisiona homens e mulheres independentes da classe social ou religião. É possível estar rodeado de pessoas em sua volta e mesmo assim sentir-se só! No tocante a Adão é um quadro que chama atenção por alguns detalhes importantes em relação ao relacionamento com Deus, consigo mesmo, e com o próximo. Vejamos!
Adão estava no paraíso um lugar perfeito criado por Deus, todos os dias o próprio Deus a tardinha vinha conversar com o ele. Aqui aprendemos uma lição importante e que não é ensinada nas igrejas: Deus fez o homem para viver em sociedade, isto é, existe uma necessidade de se comunicar e de se relacionar com seus semelhantes. Adão não sentia falta da presença de Deus, pelo contrário, ele tinha plena comunhão com o Criador. Mas ainda assim existia um vazio dentro si que o próprio Deus percebeu: Não é bom que o homem esteja só (Gn 2:18). Com isso não quero dizer que Deus não é suficiente, mais estou afirmando uma verdade bíblica: Deus criou o casamento! Deus fez o homem para a mulher e vice versa. Essa verdade é absoluta. A não ser que Deus tenha dado o dom do celibato à determinada pessoa (I Co 7:7). Caso você sinta falta de uma pessoa ou já tenha se apaixonado, Deus diz: Não é bom que você esteja só! Outro detalhe é que Adão tinha a missão de colocar o nome em cada animal, com isso ele podia observar os casais de bichos e ver mesmo que de uma forma irracional a ternura e carinho que um animal tinha com seu par. E neste momento talvez pensasse: Eu também gostaria de ter alguém para amar e ter ao meu lado. Alguém semelhante a mim “ser humano”.  Mesmo assim não comentou nada e continuou sua vida.
Mas Deus disse: Far-lhe-ei uma ajudadora idônea para eleEu creio que Deus não comete engano! Então se prepare! Você é a resposta da oração de alguém. Busque a Deus e Ele te dará uma pessoa especial que sem duvida lhe completará, pois ela (o) é a “costela” que lhe foi tirada. Pode parecer clichê, mais não é. Em momento algum na bíblia Adão reclamou, tentou se relacionar com alguns dos animais para ver se dava certo. A necessidade foi percebida pelo próprio Deus ratificando que existe um tempo certo para todas as coisas, (Ec 3:1). Por mais que o ser humano conheça suas necessidades e busque sacia-las de forma que ao seus olhos sejam corretas e apropriadas, a resposta certa é Deus quem dá, pois tudo só acontece no tempo que Ele determinou, e o que acontecer fora deste tempo é trágico e foge dos padrões divinos para sua vida resultando em tragédia e um futuro desagradável.
Adão estava ocupado fazendo aquilo que Deus o havia designado “dar os nomes aos animais e cuidar do paraíso” ele não tinha tempo para pensar ou ouvir bobagens, pois estava envolvido com as coisas de Deus. Ele podia muito bem assim como os demais animais procurar uma companhia simplesmente para não se sentir sozinho, o estranho do grupo. Sua mente estava focada na missão que Deus lhe entregou. Seu bem estar e necessidades estavam em segundo plano a ponto de não percebê-las. Infelizmente nos dias atuais algumas pessoas colocam como prioridades as suas necessidades e bem estar e esquecem da missão que Deus lhe deu, e buscam desenfreadamente ser felizes sendo que não existe felicidade sem Deus. Antes de qualquer coisa é preciso priorizar a Deus e o seu Reino esta é a regrar para ser bem sucedido em qualquer área da sua vida. Não viva de momentos, experimente viver para a eternidade! No momento certo Deus vai suprir todas as suas necessidades e em especial a solidão, pois Ele te fez para um propósito, e o casamento é um dos seus propósitos como também a família. Aproveite esta fase da sua vida e faça amigos (a) busque a Deus, ocupe sua mente com as coisas do Senhor e quando menos esperar você será surpreendido pelo seu PAI.
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Fonte:http://colunas.gospelmais.com.br/sindrome-de-adao_10664.html