O
destino da Arca da Aliança permanece um dos mistérios da Bíblia. As Escrituras
sugerem que a arca reaparecerá um dia como parte do plano de Deus.
Por
mais de dois mil anos, pessoas ao redor do mundo têm se fascinado pelo mistério
do que aconteceu com a Arca da Aliança, o elemento central da adoração
israelita no Antigo Testamento. O mistério começa onde o relato histórico da
Bíblia termina, na época do Rei Josias (2 Crônicas 35:1-6; 2 Reis 23:21-23),
quando a arca desaparece do registro bíblico. Ela não é mencionada quando os
babilônios saquearam Jerusalém e destruíram o templo, o que leva a especulações
sobre seu destino. Alguns acreditam que ela foi escondida ou levada para outro
lugar; referências em textos apócrifos, como 2 Macabeus, sugerem que Jeremias a
escondeu em uma montanha. As teorias sobre sua localização variam amplamente,
da Etiópia aos arredores da Colina de Tara, na Irlanda, nenhuma das quais é
verificável. Apocalipse 11:19 indica que a arca será vista novamente nos
últimos dias, sugerindo que ela ainda existe e ressurgirá como parte da
profecia.
- A Arca
da Aliança era um baú de madeira de acácia revestido de ouro (Êxodo
25:10-22) que continha um jarro de maná (Êxodo 16:33-34), a vara de Arão (Números 17:10) e os Dez Mandamentos (Deuteronômio
10:2-5).
- Foi
guardado no santuário interior do tabernáculo no deserto e, finalmente, no
Lugar Santíssimo do templo quando este foi construído em Jerusalém.
- A
tampa da arca era chamada de "propiciatório". Sobre a tampa
havia dois querubins de ouro, frente a frente, com as asas estendidas para
cima, cobrindo o propiciatório. A presença de Deus se manifestava acima
dele, entre os querubins, quando Ele falava com o sacerdote.
- O
propiciatório era importante porque, uma vez por ano, o sumo sacerdote
entrava no Lugar Santíssimo, onde a arca era guardada, e aspergia sangue
sobre a tampa para fazer expiação pelos pecados daquele ano (Levítico 16). Este era o único lugar no mundo onde
essa expiação podia ocorrer.
- Em 1
Samuel, a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus depois que Israel
a levou para a batalha na esperança de obter a vitória, mas, em vez disso,
sofreu uma derrota (1 Samuel 4:1-11). A Arca trouxe pragas sobre as
cidades filisteias, levando-as a devolvê-la a Israel, onde finalmente
repousou em Quiriate-Jearim (1 Samuel 5-7).
- 2
Crônicas 35:1-6 e 2 Reis 23:21-23 contêm a última menção bíblica da arca
durante o reinado do Rei Josias. Ele havia redescoberto a Lei, e os
israelitas celebraram a Páscoa pela primeira vez desde a época de Samuel.
- Embora
Moisés não tivesse permissão para entrar na Terra Prometida por causa de
sua desobediência, ele garantiu que a Lei fosse escrita e a entregou aos
sacerdotes que carregavam a arca, para que pudessem ensiná-la ao povo e
instruí-los a seguir o Senhor, obedecendo-lhe (Deuteronômio 31:1-13).
- Jeremias 3:15-18 fala de um tempo em que a arca
não será mais necessária nem fará falta. Naquele tempo, os judeus seguirão
a Deus livre e completamente e terão acesso a Ele.
- Apocalipse 11:19 prediz o aparecimento da arca no
templo celestial, afirmando sua existência contínua e sua importância
futura em eventos escatológicos.
As pessoas são fascinadas pelo desaparecimento da Arca da Aliança. Teorias modernas sobre sua localização incluem a de que ela viajou para a África (Etiópia ou Egito) através de Salomão e da Rainha de Sabá; que está escondida sob Jerusalém em um local inacessível devido à sua proximidade com a Mesquita do Domo da Rocha; e que o Rolo de Cobre descoberto nas cavernas de Qumran descreve sua localização, embora não possa ser decifrado com precisão suficiente para precisar o local exato. Um conto irlandês chega a afirmar que a arca está enterrada sob a colina de Tara.
A Igreja Ortodoxa Etíope alega possuir a arca em um cofre trancado. Há também lendas que afirmam que ela está na posse dos Cavaleiros Templários ou dos Maçons. Mas nenhuma dessas histórias é plausível. Nem a ideia de que Indiana Jones a encontrou em Tanis, no Egito, e a trouxe para os Estados Unidos, onde o governo a armazenou em um depósito. Embora não seja canônico, o Segundo Livro dos Macabeus afirma, em seu segundo capítulo, que o profeta Jeremias recebeu uma visão para esconder a Arca e outros artefatos em uma caverna na montanha que Moisés subiu para contemplar a terra de Israel antes de sua morte (Deuteronômio 34:1-6).
Esses textos refletem a tradição judaica de que Jeremias desempenhou um papel na preservação da Arca da captura pelos babilônios. As principais teorias sobre o que aconteceu com a Arca incluem que ela foi 1) destruída, 2) levada pelos babilônios ou 3) escondida pelo povo judeu antes da destruição do Templo. Embora intrigante, a localização física da Arca é menos importante do que as verdades que ela representa: a presença de Deus, Sua aliança e Sua fidelidade. Ela nos ensina sobre a natureza eterna das promessas de Deus e o cumprimento de Seus planos. A Arca, seja encontrada ou não, nos lembra que os propósitos de Deus não são limitados pelo tempo ou pela compreensão humana, mas sempre caminham para o cumprimento em Seu tempo perfeito.