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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A Inabalável Âncora da Alma: A Esperança da Vida Eterna em Cristo

15.01.2025

Publicado pelo pastor Irineu Messias

A vida é uma jornada complexa, marcada por incertezas, desafios e a inevitável consciência de nossa finitude. Em meio a tantas indagações sobre o propósito da existência e o destino final da humanidade, o coração humano anseia por algo que transcenda o tempo e o espaço. Para o crente, essa profunda busca encontra sua gloriosa e segura resposta na esperança da vida eterna, um dom inestimável concedido por nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


Vamos explorar essa esperança em alguns pontos essenciais:


1. A Condição Humana e a Realidade do Pecado


  • A Queda e suas Consequências: A Bíblia nos revela que, desde a queda da humanidade no Éden, o pecado entrou no mundo. Como resultado, todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa, separados de Deus.
  • A Sentença de Morte: A consequência mais grave do pecado é a morte, não apenas física, mas principalmente espiritual, que nos impede de ter comunhão plena com nosso Criador. A Escritura declara: "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram" (Romanos 5:12). E mais diretamente: "Porque o salário do pecado é a morte..." (Romanos 6:23a). Esta seria a nossa sentença final, não fosse a intervenção divina.

2. A Solução Divina em Jesus Cristo


  • O Amor de Deus em Ação: Felizmente, a narrativa bíblica não termina no desespero. Em seu infinito amor e misericórdia, Deus proveu um caminho de redenção e vida. Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, veio ao mundo.
  • O Sacrifício e a Ressurreição: Ele viveu uma vida perfeita, sem pecado, e voluntariamente entregou-se como sacrifício na cruz, levando sobre Si a penalidade de nossos pecados. Sua morte não foi o fim, mas o meio para a vitória. No terceiro dia, Ele ressuscitou dos mortos, triunfando sobre o pecado, a morte e o diabo (1 Coríntios 15:3-4, 54-57).
  • A Promessa da Vida Eterna: A ressurreição de Cristo é o pilar de nossa fé e a garantia de que nós também ressuscitaremos para uma nova vida. O evangelho de João resume essa esperança: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

3. A Natureza da Vida Eterna


  • Não Apenas Duração, mas Qualidade: A vida eterna não é meramente uma existência prolongada sem fim, mas uma qualidade de vida em profunda e ininterrupta comunhão com Deus. Ela começa no momento em que cremos em Cristo e se concretiza plenamente após nossa jornada terrena.
  • Uma Herança Incorruptível: É a promessa de uma herança divina que é incorruptível, imaculada e imperecível, reservada para nós nos céus (1 Pedro 1:3-4).
  • A Certeza Presente: O apóstolo João nos assegura: "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna" (1 João 5:11-13).
  • O Futuro Glorioso: A Bíblia nos descreve um futuro glorioso: Deus enxugará toda lágrima de nossos olhos, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Apocalipse 21:4). Viveremos em novos céus e nova terra, na eterna e perfeita presença de Deus (Apocalipse 21:1-3). Nosso Senhor Jesus prometeu: "Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar" (João 14:2).

4. Como Abraçar a Vida Eterna


  • Pela Graça, Mediante a Fé: Essa esperança gloriosa não é conquistada por méritos ou obras humanas, mas é um dom gratuito de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo.

  • Arrependimento e Entrega: Para abraçá-la, somos chamados ao arrependimento de nossos pecados e a uma entrega sincera a Jesus como nosso Senhor e Salvador. A Palavra de Deus é clara: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9). Ao crermos, o Espírito Santo habita em nós, transformando nossas vidas e nos dando um antegozo dessa vida eterna.

5. O Impacto da Esperança Eterna na Vida Presente


  • Nova Perspectiva para o Agora: A esperança da vida eterna não nos distancia da realidade presente, mas nos capacita a vivê-la com um propósito renovado e uma perspectiva divina.
  • Força para as Adversidades: Ela nos concede coragem para enfrentar as provações (Romanos 8:18), paciência nas dificuldades (Romanos 5:3-5) e uma alegria inabalável, sabendo que nossa verdadeira cidadania e nosso lar estão nos céus (Filipenses 3:20).
  • Motivação para a Santidade: Essa esperança nos motiva a viver vidas que glorifiquem a Deus, servindo ao Jesus Cristo pela ação do Espírito Santo, amando ao próximo, buscando a justiça e testemunhando da maravilhosa graça que Cristo nos concedeu.

Conclusão:


Que possamos, como seguidores de Cristo, manter firmemente essa gloriosa esperança em nossos corações. Ela é, de fato, a âncora de nossa alma, firme e segura, que nos penetra até o Santo dos Santos (Hebreus 6:19). É a inabalável certeza de que o melhor ainda está por vir, e que nossa jornada culminará em uma eternidade na amorosa presença Daquele que nos amou primeiro. 

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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

A Busca pela Vida Eterna: O que Jesus Ensina?

 05.09.2024

Extraído do canal do pastor Irineu Messias, no YouTube, 17.01.2021

Introdução:

À medida que navegamos por uma era desafiadora, buscando esperança e proteção, vamos nos aprofundar nos profundos ensinamentos de Jesus sobre a vida eterna.

Agindo com Amor e Proteção

Nestes tempos incertos, usar máscaras e aderir a medidas sanitárias não apenas nos protege, mas também serve como uma expressão de amor e cuidado pelos outros. Vamos nos unir nessas ações simples, mas impactantes.


O Sacrifício de Jesus pela Vida Eterna

Refletindo sobre o ato altruísta encontrado no Evangelho de João, onde Jesus glorifica o Pai Celestial por meio de Seu sacrifício, abrindo caminho para a vida eterna para toda a humanidade. É um lembrete pungente da demonstração máxima de amor.

A Autoridade Divina de Jesus

Explorando a natureza divina de Jesus revelada nas Escrituras, onde Ele é reconhecido como o próprio Deus. Seu poder de vencer a morte e conceder vida eterna elucida Seu status como a autoridade máxima em conceder graça eterna.

Mantendo a Verdade em Jesus Cristo

Apesar de enfrentar oposição e descrença, Jesus permanece como o caminho exclusivo para a vida eterna. Abraçar a revelação da Santíssima Trindade por meio dEle demonstra a conexão intrincada entre Deus, o Pai, Jesus e o Espírito Santo.


Por meio dos ensinamentos de Jesus, encontramos consolo e clareza na busca pela vida eterna. Vamos refletir sobre Sua sabedoria divina e abraçar a profunda verdade de que somente Ele pode nos levar à graça eterna.

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Fonte:https://youtu.be/gsfZNM7bY3s

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Pastor Nilson Gomes : O principio das dores, Afeganistão, Haiti, Brasil...

17.08.2021

Do Facebook do Pastor Nilson Gomes

No Afeganistão grupo extremista Talibã toma o poder. Uma onda terrível de violência generalizada, morte e sangue devasta o país. Na internet circulam imagens horríveis da tentativa de fuga. Pessoas penduradas num avião em decolagem, numa cena absurdamente angustiante, despencam lá de cima consumando o fim trágico de vidas que lutavam pela sobrevivência.

• Terremoto no Haiti, lembrando que o país ainda tenta se recuperar do terrível terremoto de 2010;

• Itália e Grécia ardendo em chamas. Ondas de calor de quase 50 graus provocam incêndios incontroláveis que se espalham pelos países.

• No Brasil as baixas temperaturas dos últimos dias já são consideradas as mais baixas temperaturas do século. Sem se falar que o país vive uma tensão política sem precedentes.
O fundamentalismo religioso avança por aqui, e a continuar assim, teremos logo ali, uma realidade semelhante à que vive o Afeganistão hoje.

Na carta aos Romanos 8.22, Paulo, Apóstolo escreveu:
“Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”.
A expressão “angústias”, em outras traduções aparecem como “dores de parto”.
O apóstolo Paulo usa essa mesma metáfora em 1Tessalonicenses 5.3:

“Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.

Assim como os intervalos entre uma contração e outra tendem a diminuir, intensificando cada vez mais as dores até nascer a criança, assim também a história avança numa velocidade tremenda, e os eventos de grande impacto mundial ganham ímpeto e acontecem simultaneamente.

“Pela primeira vez na história da humanidade a falência do sistema não é mais local, não é mais pontual, agora é global. Não é o problema de uma cidade ou de um país isoladamente. A falência do sistema é global”. 


A terra está gemendo. A natureza contorce com dores de parto como aquela que está para dar a luz.

Não tenho ideia de quando e como, mas breve ouviremos o alarido de Deus.

Maranata!

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Fonte:https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=368705811293049&id=100044608981513

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Há esperança para a família?

01.06.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 26.05.15


Conversamos com dois cristãos especialistas no assunto “família” e fizemos, entre outras, a pergunta: “O conceito tradicional de família está com os dias contados?”. Eles também falaram sobre a relação entre igreja e família, divórcio, santidade e o contexto familiar na sociedade pós-moderna.

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Cleydemir Santos

Pastor e psicólogo clínico, membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. Autor de Minha Família Pode Ser Feliz (Ultimato, 2012)

1. O conceito tradicional de família está com os dias contados?

Cleydemir - Acredito que o processo de mutação que vivemos é constante e sempre estaremos em mudança. Neste aspecto o conceito de família, sim tem dias contados, mas a família não. Os princípios que sustentam a sociedade estão ligados a ela e precisamos estar atentos para que as mudanças necessárias não nos façam perder de vista a base sobre a qual estamos fundamentados.

Estou relendo em inglês o livro de Charles Swindoll, do início dos anos 90, “Strong Family”. Nele, antecipando tantas influências sobre a família, o autor cita uma pesquisa secular em que a pergunta era descobrir o que torna famílias fortes: depois de entrevistar 3.000 famílias, a pesquisa cita seis motivos: 1) mútuo comprometimento com a família, 2) investimento de tempo juntos, 3) boa comunicação familiar, 4) atitude de gratidão mútua, 5) compromisso espiritual, 6) e capacidade de resolver os problemas em uma crise.

Tudo isto hoje é feito de maneira diferente daquela época, mas muitas famílias estão fazendo isto e mantêm-se, apesar de tantas mudanças.

2. Em seu livro Minha Família Pode Ser Feliz você diz: “A sociedade pós-moderna do descartável, com suas produções independentes, não tem mais a percepção da família como um núcleo de formação do sujeito. Antes, a vê como um arranjo transitório para a satisfação de algumas necessidades individuais”. Como uma família cristã pode ser, de fato, feliz numa sociedade tão descartável?

Cleydemir - Esta declaração sobre a sociedade pós-moderna implica que precisamos de modelos que funcionem. Descartando a família da base, descarta-se também a possibilidade de ser feliz. A satisfação individual que a cultura pós-moderna nos sugere, não faz feliz um sujeito que é relacional a priori.

A família cristã precisa ser este modelo. Precisa voltar-se a cada dia para os fundamentos da fé onde a relação e a família se fortalecem. Precisa ser a família forte e feliz -- o que acontece naturalmente quando Deus está realmente no centro de nossa vida, não de nosso discurso ou da nossa religião. Isto implica em um investimento alto, porque pessoas não são descartáveis. Ser feliz não é mágica; é uma opção que se faz sujeitando a um princípio simples: quem perde ganha e isto é estar na contramão. Mas vale a pena!

3. A relação entre igreja e família poderia ser melhor? Como?

Cleydemir - A relação da igreja com a família precisa melhorar sempre, por causa das mudanças que ocorrem a todo tempo. A igreja é refratária a mudanças, mesmo as mais modernas. Tenho visto igrejas de imigrantes serem oferecidas aos pais em sua religiosidade saudosista enquanto os filhos tentam não se perder no vácuo infinito que é um país de “primeiro mundo”. Vejo-os esforçando-se mais que a igreja neste processo.

Kalill Gilbran, em seu famoso poema, nos adverte que podemos dar a nossos filhos “nosso amor, mas não nosso pensamento. Podemos nos esforçar para parecer com eles, mas não insistir que se pareçam conosco, pois a vida não recua, e não se retarda no ontem”. A igreja faz exatamente o contrário: dificultando a ordem de “deixar pai e mãe” que completa a existência humana, possibilita ser um adulto completo e prepara o ser humano para se unir ao outro e ser uma só carne.

A igreja precisa ser a igreja dos nossos filhos, e não a nossa. Precisamos, com nossa família, servir a família da próxima geração, sem medo das mudanças, mas dando suporte aos indivíduos que vivem a transição como realidade e precisam desta igreja e desta família para terem identidade e sustentação para si e a nova família que certamente formarão. Não que seja fácil, porque nunca foi fácil ser feliz, mas esta é a vontade de Deus em cada geração.

4. Você está morando no Canadá. Como são as famílias aí?
Cleydemir - Estou passando um tempo (a proposta são dois anos) com minha esposa no Canadá para aperfeiçoamento do inglês. Nossos filhos já são adultos – a filha no início da carreira profissional após a universidade de Administração Pública, e o filho terminando o mesmo curso superior em Belo Horizonte (MG). Servem ao Senhor Jesus e são líderes na igreja que escolheram se relacionar.

Acredito que ver a família a partir daqui tem mostrado pelo menos duas outras óticas. Primeiro, a família canadense que ainda é uma incógnita para nós no geral, mas a vemos firme, pelo menos entre os cristãos que estamos conhecendo.

A outra ótica é da família imigrante que frequenta igreja brasileira. Os pais continuam na cultura de origem, inclusive nos costumes religiosos, mas os filhos mal compreendem o português. Os pais perguntam em português e eles respondem em inglês, afinal, é sua língua materna ou pelo menos a principal. O mesmo fenômeno se dá na igreja e costumes, inclusive a maneira de ser família.

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Esly Regina Carvalho

É doutora e mestre em Psicologia. Tem se dedicado à área de saúde emocional: como psicóloga na prática clínica; como capacitadora, oferecendo formação em distintas modalidades terapêuticas; como autora; e como palestrante. É autora de Quando Vínculo de Rompe (Ultimato, 2000) e Família em Crise (ABU Editora, 2002).

1. O conceito tradicional de família está com os dias contados?

Esly - Acho que não. É muito difícil acabar completamente com a família tradicional, até porque Deus está por trás disso. Tem sido sumamente afligida e acho que vai sofrer ainda mais “atentados”. Mas o que é do Senhor, permanece para sempre.

2. Quando você escreveu o livro Quando o Vínculo se Rompe – separação, divórcio e novo casamento em 2000, o divórcio era uma ameaça assustadora para a igreja evangélica. Hoje já não é. Isso é bom ou ruim?

Esly – Hum... tem dois lados. O lado bom é que há menos discriminação com as pessoas divorciadas. Já não são vistas da forma discriminatória como era antes. Mas em compensação, o índice de divórcio por cristãos já está alcançando os índices do mundo, e isso não é bom. O divórcio entre cristãos deveria ser a exceção, e não a regra. Temos acesso ao Espírito Santo e ao Seu poder transformador. Temos o arrependimento, a renúncia aos pecados, a presença de Jesus, a cura emocional, enfim, muitas coisas as quais lançar mão antes de pensar num divórcio. Mas vejo as pessoas separando-se com relativa leviandade às vezes, e como não há mais preconceito, ficou fácil escolher a separação, mais fácil do que o trabalho duro de fazer funcionar a relação. Há situações em que o divórcio é necessário ou inevitável, mas para mim, continua sendo o “aborto” no desenvolvimento da vida familiar.

3. Podemos dizer que crise familiar também é uma crise de santidade? Em que ponto ambas encontram-se?

Esly - Aprendi que “sem sanidade não há sanTidade”. E o que faz a diferença é o “T” da cruz, a cruz que cura espiritual, física, e emocionalmente.

Muitas pessoas querem fazer a coisa certa, mas os traumas do passado as mantêm presas às experiências do passado, como a mulher de Ló, que fica eternamente congelada olhando para a tragédia, e a destruição. Isso é um acontecimento neuroquímico, e sem a cura dessas lembranças é difícil mudar de conduta no presente para criar um futuro. Fomos criados para viver num mundo perfeito e nunca nos recuperamos do trauma da expulsão do Éden. A vida (e o pecado) rompe todos nós. Apenas rompe em lugares diferentes. Quando nos casamos, levamos junto todas as suas experiências e traumas para dentro do casamento. Se alguma coisa dispara a dor da “farpa no coração” nem sempre as pessoas reagem bem. Por isso é preciso curar as farpas para viver bem em família. Mesmo apenas uma pessoa mudando, é possível introduzir mudança ao sistema familiar. Se todos mudam um pouco, o sistema pode mudar completamente.

A santidade é uma decisão, uma opção, mas que nem sempre está disponível para pessoas não completamente curadas em algumas áreas da sua vida. Mas o resultado da cura emocional, da sanidade, redunda em santidade.

Leia também


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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/ha-esperanca-para-a-familia

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Simples: Fé, esperança e amor


14.05.2015
Do portal VERBO DA VIDA, 16.05.2014

Por Marcos Honório
MH-221




“Agora, pois, permanecem a FÉ, a ESPERANÇA e o AMOR, estes três; porém o maior destes é o amor” (I Coríntios 13.13)
“Recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa FÉ da abnegação do vosso AMOR e da firmeza da vossa ESPERANÇA em nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicensses 1.3)
Em minha vida, eu busco, em todas as coisas, sempre simplificar. Acredito que quanto mais complexas as coisas, mais difícil fica a compreensão delas e, conseqüentemente, mais difícil a sua execução. Penso assim em tudo, inclusive na minha vida com Deus, sempre busco simplificar, para que fiquem simples de serem praticadas.
Certa vez, comecei a enumerar, baseado em mensagens que eu ouvia, quantos princípios são necessários para se ter uma vida vitoriosa. Como você deve imaginar, me deparei com uma lista interminável. Parece-me que todo pregador, para justificar seu ensino, estabelece o princípio que está pregando como vital para sermos bem sucedidos na vida com Deus.
Fiquei atônito com isso e, me perguntando: E se eu não conseguisse praticar todos, teria uma vida infrutífera? Não podia aceitar aquela situação angustiante. Então, me coloquei a buscar nas Escrituras, formas de reduzir a vida com Deus a poucos princípios que englobassem toda a vida cristã.
Foi quando me deparei com as cartas do apóstolo Paulo, que tanto explicavam a doutrina do que havia acontecido da cruz ao trono com o nosso Senhor e Jesus, e de como isso nos afetava, mas que também ensinava, sempre de forma simples, como viver a vida cristã decorrente da obra de Cristo.
Percebi que as cartas de Paulo constantemente têm uma seção doutrinária e também uma prática. Na carta aos Efésios, isso é mais facilmente percebido. Do capítulo 1 ao 3, temos a parte doutrinária. Do 4 ao 6, a parte prática. Mas, em todas as suas cartas, o leitor pode perceber sempre os dois aspectos.
Foi aí que os dois versos citado no início começaram a me chamar atenção, na verdade, não especificamente estes versos, mas os princípios neles expressos. Reparei que em todas as suas cartas eu sempre achava algum versículo ou dois com as três palavras chaves dos versos citados: Fé, esperança e amor.
Não foi difícil entender que esse era o caminho para a simplificação que eu tanto buscava. Na verdade, era exatamente o que eu queria, três princípios que englobam toda a prática da vida cristã. Conferi insistentemente nas Escrituras e percebi que, se eu me ocupasse em viver de acordo com essas três chaves, estaria caminhando seguro para aquilo que Deus tem para a minha vida, e para satisfazer as expectativas dele ao ter me criado.
Fé, esperança e amor vão manter o crente guardado de errar, vão levá-lo a uma vida de santidade e triunfo que, de fato, agrada a Deus. Esses princípios atingem tanto seu domínio pessoal como aquilo que lhe cerca. Vejamos isso olhando cada um individualmente.
A célebre frase dita por Habacuque e repetida em Romanos, Gálatas e Hebreus continua viva até hoje: “O justo viverá da sua fé”. Fé é o estilo de vida do crente e é como ele se relaciona com Deus, porque é pela fé que nos aproximamos dEle. A fé nos possibilita viver cada promessa de Deus, subjugar a carne e andar em espírito, ver o sobrenatural, orar eficazmente, deliciar o impossível e transportar os montes.
A fé trata com sua vida individualmente, seu domínio pessoal e vida com Deus. Tudo que tange a você é acessado pela fé. Sua salvação, cura, libertação, prosperidade, adoração. Todas as riquezas da graça de Deus dadas a nós são acessadas pela fé. “Pela fé temos acesso a essa graça”(Rm 5.2).
ESPERANÇA
A esperança cristã é o que nos faz olhar para o futuro. Antigamente, colocávamos nossa esperança em coisas que estavam sob o domínio da fé. Mas, ao descobrir isso, não podemos de forma alguma abandonar a santa esperança. O apóstolo Paulo afirma categoricamente que se vivemos uma vida sem a santa esperança somos os mais infelizes dos homens, e nada que fazemos para Deus tem valor, seria melhor voltar aos pecados do velho homem.
Saber que essa vida aqui é passageira e que uma eternidade nos aguarda, nos coloca em movimento, pois, afinal de contas, a primeira coisa que acontecerá ao entrarmos na eternidade será receber os galardões pela obra que realizamos em fé aqui na terra. Não vou aqui falar sobre os ventos escatológicos, mas apenas te lembrar que eles são reais e estão próximos.
A Bíblia ensina que a pregação das coisas do fim nos põe em movimento no nosso chamado. Fomos criados para cumprir um propósito em por fim seremos galardoados ou não de acordo com nossa obediência a esse chamado. “E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (I João 3.3).
AMOR
O amor é cumprimento da lei, amor é o que move Deus. Quando amamos, nós imitamos a Deus da forma mais perfeita. O amor trata dos nossos relacionamentos em todos os sentidos e expressões.
Submissão, autoridade, caridade, fidelidade, lealdade e honra são palavras que evocam nobreza em como nos relacionamos com alguém, seja de que nível for, mas todas estas posturas só podem ser vividas de fato ao andarmos em amor. Assim, cumpriremos cada uma delas.
O amor se humilha, corrige para aproveitamento, valoriza, reconhece, diz a verdade, sofre os defeitos, abre mão do afastamento ou do caminho mais fácil. O amor anda outra milha, da a outra face, abençoa quem amaldiçoa ou pragueja, sofre o dano e segue crendo.
Amar é manifestar Deus.
“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta o amor jamais acaba” (I Coríntios 13.7,8)
Voltemos a simplicidade do Evangelho. Tenha cuidado com as novidades mirabolantes e novas revelações, se firme na Palavra e siga em frente. Tudo vai bem!
“Mas receio que assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (II Coríntios 11.3)
Pureza e simplicidade devidas a Cristo… não nos apartemos delas!
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Fonte:http://verbodavida.org.br/blogs-gerais/eusouoqueabibliadiz/simples-fe-esperanca-e-amor/