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sábado, 21 de dezembro de 2013

O modelo de oração

21.12.2013
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por Sewell Hall

Quando um discípulo de Jesus lhe pediu: "Senhor, ensina-nos a orar", sua resposta imediata foi dar-lhe um modelo de oração. É  apenas ligeiramente diferente daquela registrada em Mateus 6:9-13. Nenhum estudo de oração seria completo sem um cuidadoso exame deste modelo.

Infelizmente, o modelo de oração de Jesus, como muitos dos seus ensinamentos, tem sido abusado seriamente. Alguns acreditam que a mera repetição dela seja uma obra de mérito, que compra a graça de Deus, por isso repetem o que chamam Pai Nosso centenas de vezes, acreditando que quanto mais frequentemente a repetirem, maior será a graça recebida. Outros repetem-na de modo totalmente mecânico, supondo que simplesmente ao dizer as palavras estejam satisfazendo as instruções de Deus para orar.

Ambos estes costumes violam o ensinamento de Jesus no próprio contexto no qual o modelo é encontrado, em Mateus (6:5-8).

Jesus nunca pretendeu que sua oração fosse rezada palavra por palavra. Muitas orações de Jesus e de seus discípulos são registradas no restante no Novo Testamento, mas nenhuma vez encontramos uma repetição das palavras tais como foram ditas no modelo. Alguém que julgue que deve fazer esta oração exatamente tem que decidir se vai usar a forma encontrada em Mateus ou Lucas e não há modo de se fazer tal julgamento. Além do mais, esta a oração servia melhor no período antes que o reino fosse estabelecido e antes que Jesus desse instruções para que as orações fossem em seu nome (João 14:13-14).

Que uso, então, deve ser dado a esta oração? Como já foi sugerido, ela é um modelo. Um mestre marceneiro pode fazer uma mesa muito simples para um aprendiz e então dizer: "Quando você fizer uma mesa, faça como esta". Ele não diz que cada mesa que o aprendiz fizer no resto de sua vida seja exatamente naquele tamanho e desenho. Na verdade, conforme o estudante progride em habilidade, pode fazer mesas de muitos modelos usando o exemplo que seu mestre lhe mostrou. Quando Jesus deu este modelo, ele disse: "Portanto, vós orareis assim"(Mateus 6:9). O restante das orações encontradas no Novo Testamento refletem as qualidades e características deste modelo.

Alguém descreveu esta oração como uma "expressão simples e sem adornos do desejo do coração". Diferente da oração dos hipócritas, esta é claramente voltada para Deus antes que para aquele que está orando ou outros seres humanos que possam estar ouvindo. Este fato determina todas as outras características dela.

É uma oração simples, não contendo floreados ou frases de oratória. É apenas uma petição tal como se poderia esperar que fosse apresentada por um filho respeitoso a um pai amoroso.

Ela é uma oração curta, entretanto contém todos os elementos que são desejáveis na oração.
É uma oração espiritual. A única petição por necessidades físicas estabelece a legitimidade dos pedidos temporais, mas a preponderância das preocupações espirituais reflete a ênfase adequada no coração do suplicante.

Ela é uma oração organizada, movendo-se do geral para o pessoal e sugerindo que uma organização de pensamentos não deve ser evitada, ainda que, às vezes, as orações possam brotar do coração como uma fonte jorrando.

Talvez o modelo de oração devesse ser pensado como um esboço muito parecido com o que um orador usa. É apenas um esqueleto de maiores tópicos a serem desenvolvidos na apresentação. Nesta oração há um começo, uma palavra de respeito, uma expressão de preocupação pelo reino de Deus e a vontade de Deus, uma petição por necessidades pessoais temporais e duas por necessidades pessoais espirituais. As circunstâncias particulares nas quais uma oração é feita pode bem determinar a importância dada a qualquer uma destas petições, mas numa oração geral todos estes elementos serão apropriados.

Aquele que oferece, de seu próprio coração, uma oração que segue este modelo, revelerá muito sobre si mesmo. Ele revela que é um filho do Pai, que respeita a Deus, que busca primeiramente "o seu reino e a sua justiça", que está contente com a dádiva de Deus para suas necessidades diárias e não está ansioso pelo amanhã, que está preocupado com seus próprios pecados e está disposto a perdoar os pecados dos outros, e que, verdadeiramente, deseja evitar o pecado e andar nos caminhos da justiça. Analise suas próprias orações. O que elas revelam sobre você?

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Maduros e dependentes

20.12.2013
Do portal VERBO DA VIDA, 12.12.13
Por Manoel /Dias

Existe uma medida de provisão para a nossa vida em Deus. A nossa caminhada cristã é como parar em um posto de gasolina e encher o tanque. Sabemos que sempre precisamos de Deus, pois Ele nos supre em cada área da nossa vida. Mas, se observarmos um carro veremos que ele só funciona se tiver combustível e, por isso, precisamos periodicamente abastecer o nosso carro. Em nossa vida cristã precisamos nos abastecer em Deus através da oração constantemente. Aprendendo a sermos totalmente dependentes de Deus.
Eu pergunto: Se fossemos calcular a nossa dependência de Deus pelo tempo de oração, como estaríamos?
Recentemente meu filho Petrus nasceu e vejo como uma criança é completamente dependente de nós para viver, principalmente da mãe.
Se atentarmos para a vida natural um dos nossos maiores anseios é crescer e ser independente dos pais, vivendo a nossa vida, fazendo as nossas próprias escolhas. Mas no mundo espiritual é diferente. Quanto mais você amadurece, mais você é dependente de Deus.
Não orar é um sintoma de “independência” e isso fere o sentimento de Jesus, porque Ele era totalmente dependente de Deus. Jesus cumpriu os 5 dons espirituais e se observarmos veremos que Ele sempre tinha espaços, períodos e tempo de oração. Muitas vezes, Jesus se afastava das multidões para estar só Ele e o Pai em intima comunhão.
Se analisarmos a nós mesmos e o nosso ministério precisamos nos avaliar se  estamos completamente dependentes ao Senhor em oração. A oração é o lugar onde Deus vai nos comunicar coisas, esse é de fato o ambiente onde as coisas acontecem individualmente, nele temos intima comunhão com o Pai.
Quanto mais maduro mais você se torna, mais dependente do Pai você se torna. Nunca vamos ficar independentes de Jesus. Quanto mais maduro mais dependente.
No natural as coisas são totalmente diferentes. Quanto mais maduros mais independentes.
O texto de II Crônicas 20 nos mostra a vitória de Josafá sobre Moabe e Amon. E esse é um exemplo de que devemos estar com os nossos olhos postos no Senhor sempre. Se caminharmos de acordo com a Palavra seremos cada vez mais dependentes.
A maturidade em Deus nos faz passar pelos momentos de pressão buscando a Deus e não as pessoas. Tem coisas que não estamos dependendo do Senhor, porque não estamos o buscando. Você pode ser maduro na doutrina, mas se não tiver vida de oração não irá muito longe.
A sua maturidade vai ser refletida pela sua vida de oração. Jesus era maduro e sempre dependente de Deus em oração. Ele vivia nesse âmbito de oração. No ambiente de oração protegemos muitas pessoas através das nossas orações e intercessões. Nós que estamos no ministério temos o dever de proteger as igrejas, escolas irmãos e ministros em oração.
Essa responsabilidade já é grande, mas irá aumentar em nós, porque estamos ficando mais maduros e nos tornando cada vez mais dependentes de Deus.
“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”. (Mateus 4.4)
Através da oração Deus nos comunica coisas expressas, frescas e as recebemos direto do Pai, palavras que same da sua boca diretamente para nós.
Eu aprecio muito esse texto de Mateus. Observe que ele está no presente. Ele se refere a palavra que procede, que sai da boca de Deus. Eu estou no ambiente de comunhão e o que o Senhor fala hoje me alimenta. Já percebeu que estamos em um mundo onde se consome muito comidas fast food? Ou seja, comidas rápidas, mas sem Sabor. Não existe nada melhor do que uma comida feita na hora, em casa, quentinha. O sabor é outro.
Existe um alimento espiritual fresco, para hoje vindo de Deus para sua vida, mas é a oração que nos torna aptos a usufruir desse alimento. Nós não vamos crescer e amadurecer mais, ao ponto de dizermos que não precisamos orar mais.
Quanto mais maduro, mais eu vou mergulhar e entender os caminhos da oração.
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PERDENDO TUDO PARA SALVAR ALGUNS

21.12.2013
Do portal ENCONTRANDO A PAZ, 02.12.13

E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isto, significando de que morte havia de morrer
(João 12:32-33).

Certo fazendeiro chinês que cultivava arroz trabalhava em seu campo localizado em uma elevação próxima ao oceano. De repente a terra tremeu, agitada por um violento terremoto. 

Ele observou quando a água do mar de repente recuou de seu limite normal. E sabia que era um prenúncio de uma poderosa onda que viria e inundaria todos os campos de arroz que ficavam ao nível do mar, afogando os homens que trabalhavam tranquilos, sem saber do risco que corriam. Como ele iria alertá-los do perigo iminente? Agindo sob um impulso repentino, ele ateou fogo em seus celeiros no alto da colina e soou um alarme de incêndio.

Vendo o fogo e ouvindo o alarme, os fazendeiros dos campos mais baixos correram para ajudar o vizinho. Mal alcançaram o topo da colina e uma potente massa de água do mar cobriu os campos que haviam acabado de deixar. Então perceberam com que amor o vizinho agiu para salvá-los da morte certa. Tempos depois, erigiram um monumento ao benfeitor deles com a seguinte inscrição: “Ele deu tudo o que tinha. Ele deu voluntariamente”.

Essa história não nos faz lembrar do Calvário, onde o Senhor Jesus Cristo deu tudo o que tinha, até mesmo Sua própria vida, para salvar a humanidade das inundações do juízo divino que recairá sobre os que são desobedientes ao evangelho de Deus (1 Pedro 4:17)? Deus também deu tudo o que de mais precioso possuía, Seu Filho, para que todos se refugiassem nEle. Só será atingido quem obstinadamente se recusar a “subir a colina”, ou seja, a se aproximar e se render ao Salvador.
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Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional, comprova estudo

21.12.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 20.12.13
Por Jarbas Aragão

 Universidades alemãs publicam pesquisa em revista científica  

Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional, comprova estudo
Oração aumenta o autocontrole e
estabilidade emocional
Um novo estudo mostra como orar ajuda as pessoas a manter o autocontrole e melhora a estabilidade emocional. As pessoas se voltam para a oração “como uma resposta de enfrentamento para as altas pressões da vida e são recompensados com o aumento da força e da capacidade de resistir à tentação”, explicam os pesquisadores.
Descobertas anteriores mostraram que, quando as pessoas se esforçam para controlar suas emoções e pensamentos, aumenta o risco de explosões de agressividade e consumo excessivo de álcool ou comida. Contudo, o estudo deste ano, realizado por psicólogos alemães da Universidade de Saarland e da Universidade de Mannheim, descobriu que a oração de fato ajuda as pessoas a manter o autocontrole.
Os autores da pesquisa recrutaram 79 pessoas, que reuniu 41 cristãos, 14 ateus, 10 agnósticos e 14 pertenciam a outras religiões. Os participantes tinham um tempo antes dos testes para orar tão intensamente quanto possível.
Em outros estudos, ficou comprovado a ligação da oração com níveis reduzidos de infidelidade e consumo de álcool. Desta vez os testes incluíam a medição de reações diante de vídeos e de testes escritos.
“O breve período de oração pessoal potencializou o exercício de autocontrole”, foi a conclusão da equipe no estudo cujos resultados foram publicados no Journal of Experimental Social Psychology. “Estes resultados são consistentes e contribuem para um crescente compêndio de trabalhos que comprovam os efeitos benéficos da oração.” Com informações Daily Mail.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Condições para uma oração eficaz: em seu nome

19.12.2013
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por  Matt Qualls

Oramos em nome de Jesus. Amém." Tal expressão encerra muitas  orações. Não pensaríamos em terminar uma petição a Deus sem ela. Ela brota de nossas línguas insensivelmente, quase sem pensarmos. Por que esta simples frase é tão significativa? Será que ela confirma nossa oração, como a senha de identificação que digitamos num caixa eletrônico quando precisamos de dinheiro? Suponhamos que um irmão, orando numa reunião, se esqueça de concluir sua petição desta maneira. Sua oração chegaria ao trono de Deus?

A oração é imprópria se não for em nome de Jesus. Expressar isto é uma aplicação óbvia do mandamento de Paulo para fazermos tudo em nome do Senhor Jesus (Colossenses 3:17). 

O próprio Salvador instruiu seus apóstolos a orar em seu nome. Um pouco antes de irem ao Getsêmane, Jesus insistiu com seus apóstolos para que pedissem ao Pai o que necessitassem. Encorajando-os a orar, ele insistiu que fosse em seu nome. "E tudo quanto pedirdes em meu nome.... Se me pedirdes alguma coisa em meu nome" (João 14:13-14). Mais tarde, no mesmo discurso, ele repetiu esta condição para que o Pai os ouvisse (João 15:16; 16:23,26).

Em que consiste orar em nome de Jesus? Estava Jesus exigindo mero reconhecimento verbal por seus apóstolos? Soa assim, porque isto é o que um nome significa para nós. Como mães gestantes, podemos gastar meses para determinar um bom nome para nosso filho. O nome identifica nosso filho e o distingue das outras crianças. Entretanto, o nome em si ao qual nosso filho responde não significa nada, salvo por sua novidade ou para o membro da família do qual ele descende. Ele revela pouco do caráter ou personalidade de nosso filho.
O nome de Jesus nos diz como o chamamos, mas nos diz mais. Revela-nos quem ele é. 

Quando Jesus disse aos seus apóstolos que orassem em seu nome, ele estava insistindo com eles pela percepção e aceitação de sua natureza divina, caráter e propósito. Isto é evidente em João 14. Jesus disse aos seus apóstolos que ele ia preparar um lugar para eles. Tomé pediu informações. Filipe pediu para ver o Pai. Jesus respondeu, declarando que ele era o único caminho para ir ao Pai. O acesso ao Pai era impossível sem Jesus. O nome de Jesus, pelo qual ele insistia com eles para que orassem, era uma revelação de sua pessoa, uma descrição de sua verdadeira natureza e ser, uma declaração da salvação que ele tinha vindo assegurar aos homens.

Os apóstolos aprenderam o significado do nome de Jesus por meio da cruz. O Calvário ensinou-lhes que Deus reconciliaria os homens consigo através de Jesus. Esta verdade transformou-os. Eles curavam em seu nome, demonstrando o poder de Jesus para dar a salvação. Eles pregavam em seu nome, insistindo com os homens para que o aceitassem como Senhor e Cristo. Eles compeliram os homens a confessarem seu nome, afirmando sua crença de que Deus o tinha ressuscitado dentre os mortos. 

Eles insistiam com os homens a invocarem o seu nome, permitindo que o pecado deles fosse lavado. Eles batizavam em seu nome, sabendo que este Cristo era aquele através de quem o perdão poderia ser concedido.

Orar em seu nome significa que apreciamos quem Jesus é, confiamos nele pelo que ele tem feito e respeitamos sua vontade. Um pecador sincero pode orar por perdão através do nome de Jesus, mas sua recusa a obedecer ao evangelho nos termos de Deus significa que seu pedido ficará sem resposta. Uma pessoa poderia ser levada erradamente a orar por uma cura miraculosa ou pedido de riqueza material em nome de Jesus, mas ela faz um tal pedido fora da vontade que Jesus revelou. Ela pede incorretamente, e não recebe. Se orarmos sem sinceridade, seja por hipocrisia (Lucas 18:11-12) ou por exibição (Mateus 6:5), pouco é conseguido, mesmo se juntarmos o nome de Jesus a nossa oração. Esquecemos momentaneamente a base sobre a qual participamos da comunhão com Deus.

É somente através de Jesus que podemos nos aproximar de Deus e fazer pedidos. Declarar seu nome em nossas orações é mais uma lembrança verbal do que uma expressão essencial. O verdadeiro teste da oração em seu nome é se nossa atitude e modo de vida refletem ou não uma confiança em Jesus como o único caminho para ir ao Pai.

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Nós não vamos embora

19.12.2013
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por Allen Dvorak

“Não ensinem no nome de Jesus! Não falem nada em nome dele!” Foi este o mandamento do Sinédrio dos judeus para Pedro e João depois dos apóstolos ensinarem no templo sobre a morte e ressurreição de Jesus Cristo (Atos 4:18). Estes antigos pescadores, 
porém, continuaram a ensinar a respeito de Jesus. De fato, todos os apóstolos continuaram a servir como testemunhas da ressurreição de Jesus Cristo, para que o Sinédrio, mais uma vez, agisse e os colocasse na prisão (Atos 4:33; 5:14-18). O Sinédrio estava furioso e gostaria de até matar aqueles professores problemáticos, mas temeram a reação das pessoas comuns (Atos 5:27-33). Estes líderes mandaram açoitar os apóstolos e, mais uma vez, os mandaram não falar em nome de Jesus (Atos 5:40). 

Por que o Sinédrio estava tão ansioso em silenciar estes homens? O ensinamento dos apóstolos incomodou o Sinédrio da mesma maneira que os ensinamentos pessoais de Jesus Cristo haviam deixado os líderes religiosos comraiva. O Senhor identificou a sua hipocrisia e os mostrou como líderes cegos. Ao invés de mudarem o seu comportamento, eles planejaram matá-lo e finalmente o colocaram numa cruz romana. Depois de sua ressurreição e ascensão, os apóstolos, que foram guiados pelo Espírito Santo, continuaram a proclamar o evangelho do reino.

O sumo sacerdote judeu e o resto do Sinédrio descobririam que estes doze homens que Jesus chamou para serem testemunhas não “iriam embora”. Precisaria de mais que ameaças e açoites para silenciar estes homens. De fato, a sua determinação para ensinar e pregar a mensagem de Jesus Cristo foi compartilhada por outros discípulos primitivos que foram espalhados pelas perseguições judaicas, mas continuaram a proclamar o evangelho onde quer que fossem (Atos 8:1-4).

Estes cristãos incômodos! Conforme ensinaram os princípios do reino dos céus, eles condenavam comportamento pecaminoso. Pregaram contra o homossexualismo (Romanos 1:26-32; 1 Coríntios 6:9-11), roubo (Efésios 4:28),palavras vãs (Efésios 5:3-5; Colossenses 3:8), bebedices (Gálatas 5:21), lascívia (Gálatas 5:19), etc. Muitas pessoas que queriam continuar em tais comportamentos sem crítica muitas vezes ressentiam a pregação do evangelho.

Há aqueles, nos dias de hoje, que gostariam de silenciar as vozes que pregam da Bíblia sobre a necessidade da conduta justa. As organizações que promovem homossexualismo não querem ouvir que o comportamento homossexual é agir de acordo com paixões infames (Romanos 1:26). Os que são promíscuos sexualmente não querem que alguém pregue que tal comportamento é destrutivo para os indivíduos envolvidos (1 Coríntios 6:18) e para a sociedade no geral. Os gananciosos e socialmente injustos não querem ouvir a respeito de sua responsabilidade para com seus vizinhos (Romanos 13:8-11; Gálatas 6:10). 

Porém, nós não vamos embora. Eles podem tentar silenciar a mensagem; eles podem tomar os prédios de igrejas, fazê-las pagar impostos e, de uma maneira geral, dificultar as nossas vidas, mas continuaremos a pregar a mensagem da justiça porque é a verdade de Deus e a única maneira pela qual os homens podem ser salvos dos seus pecados.
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Pão nosso de cada dia dá-nos hoje

19.12.2013
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por  Robert H. Bunting

terceira petição do modelo de oração em Mateus seis diz: “O pão nosso  de cada dia dá-nos hoje”. É, provavelmente, a petição mais   conhecida, na mais conhecida das orações. Deus dá através de seu mundo natural criado. Desde o tempo de Noé, Deus tem prometido “...não deixará de haver sementeira e ceifa...” (Gênesis 8:22).
  • Dependemos de Deus. Um visitante estava admirando uma fazenda bem cuidada de um amigo. “Deus e você fizeram um belo trabalho neste lugar”, comentou o visitante. “ Estou admirado como tudo está bonito”. O fazendeiro respondeu rispidamente: “Você deveria tê-lo visto quando Deus cuidava dela sozinho. Não era nada mais do que carvalho mirrado e amoreiras silvestres”. Todos ouvimos este rebaixamento da divindade, e talvez tenhamos notado a brecha no raciocínio do fazendeiro. Quando Deus cuidava, ele mesmo, do mundo, ele era “muito bom” (Gênesis 1:31). O homem é quem fez a desordem em todas as coisas. Em todo lugar, as populações estão explodindo. Fazendeiros estão cortando e queimando florestas para fazer plantação numa terra que só permanece fértil por pouco tempo, antes de se tornar deserta. O mau uso está arruinando a terra. A fome está no mundo porque o homem governa as coisas a seu modo ignorante, egoísta. O cristão sabe disto, e reconhece sua dependência de Deus. É Deus quem dará a capacidade para ganhar, a possibilidade de germinação e o crescimento das plantações, e a habilidade para destruir. Ainda que possamos trabalhar com nossas mãos (Efésios 4:28), entendemos que nosso trabalho não apaga a realidade da dádiva de Deus. “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4:13-17).
  • Dependemos de Deus diariamente. O Israel antigo recebia o maná diariamente. Isto era para humilhá-los e prová-los. Deus queria que eles aprendessem que eram dependentes dele. O homem vive “de tudo o que procede da boca do Senhor (Deuteronômio 8:2-3). Israel fracassou miseravelmente em aprender a lição. Sua descrença e falta de confiança em Deus fizeram com que fossem ignorantes do propósito de Deus. Ouçam o ponto de vista deles sobre o propósito de Deus. “E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa?” (Números 14:3). Se eles tivessem reconhecido e apreciado o cuidado diário de Deus, não teriam deixado de entender a meta final de Deus.
Nossa abundância de boas coisas faz-nos deixar de apreciar o cuidado diário de Deus. Tornamo-nos cristãos mimados. Somos iguais à criança do segundo ano escolar que se queixava por não ter um aparelho pessoal de televisão e de telefone. “Todos os meus amigos os têm em seus quartos”, ela reclama.

Nossa abundância fez com que víssemos luxos como necessidades. A maioria de nós não sabe nada de pobreza. Nunca duvidamos do aparecimento de nossa próxima refeição, nem tememos o frio por causa de nossas roupas esfarrapadas. A idéia de “pão de cada dia” fornecido “neste dia” é estranha a nós. Um menino da Tailândia vivia comigo quando cursava o ensino médio. Sua mãe o abandonou depois de trazê-lo a este país. Quando era um jovem banco de praça, ele pedia esmolas. Tudo o que era posto na sua tigela era o que ele comia naquele dia. Seu pão vinha numa base diária. Vivemos na mesma base. Ainda que tenhamos três refeições por dia, uma lavadora de pratos, dois carros, uma casa de verão, isso pode ir embora amanhã. “Observaste o meu servo Jó?” Jó conhecia a pobreza. Ele tinha bois arando, servos servindo, ovelhas sendo criadas, camelos trabalhando, filhos e filhas regozijando e tinha boa saúde. Em um dia tudo se foi (Jó 16:22). Dependemos de Deus diariamente.
  • Dependemos de Deus diariamente para o pão. Oramos por tais preocupações espirituais como perdão, crescimento espiritual, e pelo irmão arrependido. Assim é que deveria ser, mas vemos nossa dependência de Deus para as necessidades físicas? Deus supriu Elias de alimento e repouso (1 Reis 19:48). Ele deu a Paulo passagem segura para Roma, apesar de uma tempestade, sua vida sendo ameaçada pelos soldados, por um naufrágio, e ao ser mordido por uma serpente (Atos 27; 28). Deus está interessado em nosso bem-estar fisico, assim como nosso progresso espiritual. Certamente nosso “pão de cada dia” está incluído na “toda boa dádiva” de Tiago 1:17.
Sim, é pelo pão diário que oramos, porque é pela graça de Deus que comemos e vivemos cada dia. Entendendo nossa total dependência de Deus, estamos contentes “tendo sustento e com que nos vestir” (1 Timóteo 6:8).
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